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"Vamos buscar jogadores fora quando temos melhores aqui dentro"

Rui Santos deixou o Sporting de Braga B no início desta temporada e procura agora um novo desafio para mostrar o seu valor. Em entrevista exclusiva ao Desporto ao Minuto, o treinador de 43 anos revela tudo aquilo que guardou dos momentos em que trabalhou com treinadores de "nomeada" como José Mourinho, Domingos Paciência ou Miguel Cardoso.

"Vamos buscar jogadores fora quando temos melhores aqui dentro"
Notícias ao Minuto

08:01 - 18/11/19 por Francisco Amaral Santos 

Desporto Entrevista exclusiva

Rui Santos está ligado ao futebol desde 1998, mas apenas na última temporada abraçou a aventura de ser treinador principal. Durante vários anos, o técnico natural de Braga esteve na pele de preparador físico, treinador adjunto ou coordenador técnico e foi acumulando várias experiências com um vasto rol de treinadores que dispensam apresentações. 

Em entrevista exclusiva ao Desporto ao Minuto, Rui Santos explica o porquê de querer vingar a solo, revela alguma mágoa pela forma como saiu do Sporting de Braga B e garante estar pronto para abraçar um novo desafio profissional. 

Rui Santos deixa ainda críticas à forma como é gerido o processo de formação em Portugal e acredita mesmo que, em muitas ocasiões, os clubes vão contratar fora jogadores que são inferiores aos que têm dentro de portas. 

Ter uma família no balneário é meio caminho andado para ser campeão

Deixou o Sp. Braga B no início da temporada. O que tem feito desde então?

Tenho continuado a minha formação. Com muita pena que não terminei o projeto da subida do Sporting de Braga B. Achava que era capaz e fiquei com um sabor amargo por não ter conseguido ajudar a equipa a atingir o objetivo. Mas também fico com a tranquilidade de que fiz tudo em prol do Sporting Clube de Braga. Tanto mais que antes de ter recebido o convite para Braga B, no ano passado quando [o clube] já estava numa posição fragilizada, estava nos sub-23 do Estoril, onde estava a desenhar um bom percurso desde da saída do Alexandre Santos em dezembro. Continuei o trabalho realizado por ele e em oito jogos tivemos seis vitórias e dois empates e conseguimos o apuramento para a fase de campeão de sub-23. Depois tive o tal convite, e tal como disse e sempre digo, falou mais alto o coração do que a razão. Se fosse hoje, faria o mesmo.

Agora pretende afirmar-se como treinador principal, mas já foi adjunto, coordenador técnico e preparador físico.

Eu iniciei o meu percurso como treinador adjunto do Vítor Pontes no União de Leiria, depois passei pelo Vitória SC, novamente no Leiria, seleção do Burkina Faso, depois subi de divisão no Leiria com o míster Manuel Fernandes. Mais tarde recebi o convite do Domingos Paciência para trabalhar novamente com ele, pela segunda vez, no Sporting de Braga naqueles tempos áueros e de bons resultados. Fomos vice-campeões no primeiro ano e no segundo ano conseguimos ir à Liga dos Campeões pela primeira vez na história do clube e fomos à final da Liga Europa. Fomos para o Sporting, seguimos para o Deportivo, Kayserispor e Vitória de Setúbal. Depois, o presidente do Sporting de Braga convidou-me para ir coordenar a formação do Sp. Braga tendo em vista a inauguração da nova academia. Viu com bons olhos o meu conhecimento em prol da formação, algo que eu aceitei pelo que sinto pelo clube e pela cidade. Naquele momento, senti que tinha uma bagagem suficiente para trabalhar com aqueles miúdos.

Gostou de ter essa função?

Obviamente que depois de dois ou três anos, o bichinho do futebol voltou a aparecer novamente, até porque a coordenação técnica é mais trabalho de gabinete e de bastidores. Aquando da vinda do Miguel Cardoso para o Rio Ave, fui convidado por ele para integrar a equipa técnica, mas tal não se sucedeu porque o presidente António Salvador não me deixou sair e eu tinha contrato com o Braga. Mas no ano seguinte ele consentiu e fui com o Miguel para o Nantes de França. Vejo no Miguel Cardoso um treinador com grande conhecimento. Pode ser um treinador do futuro e foi com esse intuito que eu abracei o projeto. Estar em França despertou em mim o porquê de não ser treinador. Fui conhecendo vários treinadores de nomeada como Domingos Paciência, Vítor Pontes, Manuel Fernandes, Miguel Cardoso ou Paulo Duarte e também tive alguns estágios com Rui Faria e José Mourinho… Tirei o melhor de cada um, fiz o meu protótipo de treinador e pensei: 'Por que não desafiar-me a mim próprio enquanto treinador principal?'. A primeira experiência no Estoril correu bem, a segunda não tão bem, mas também fruto das circunstâncias, e com mais coração do que com a razão. Agora estou à espera de novos projetos desafiantes, sei daquilo que sou capaz, sei da paixão que tenho pelo futebol e isso é que me move. Acredito na minha competência e no meu valor.

Já falou em formação e experiência. Estes são dois ingredientes chave para um treinador nos dias de hoje?

Claro que sim. É muito importante. No meu caso, como sou professor de educação física, tenho uma grande bagagem teórica, mas nada se faz sem a prática. Com a experiência dos grandes treinadores com quem me cruzei e que já mencionei, aliado com o tal conhecimento teórico, estão reunidos os dois fatores mais importantes.

O bichinho de ser treinador só surgiu mais tarde?

A paixão pelo futebol esteve sempre presente. Comecei a treinar os miúdos nas camadas jovens do Vizela com o Rui Faria. Foi lá que começámos o estágio e onde começámos a dar os primeiros passos no futebol. A partir daí, fiz o meu percurso e passei por um bocadinho de tudo. Passei por ter descido de divisão, de subir, por ter andado na Liga Intertoto, na Liga Europa, na Liga dos Campeões, por ter andado na luta pelo título… Já passei essas fases na pele de treinador adjunto, depois chegou a altura em que tomei a decisão de ser treinador principal.

Notícias ao MinutoRui Santos contabilizou um total de 16 jogos ao leme da equipa B arsenalista© Global Imagens

Quais são suas maiores ambições neste novo papel?

A maior ambição é formar homens. Obviamente que temos de ter resultados. Sem resultados o treinador não vive. Admiro muito as relações interpessoais de uma equipa. As equipas estão cada vez mais estruturadas, mas para mim o principal são as relações interpessoais entre a equipa. Depois, claro, o futebol é um desporto coletivo e cada indivíduo tem de colocar a missão da equipa acima da ambição pessoal. Peço o compromisso de todos e em troca ofereço a minha dedicação máxima e garantia de que tudo será falado cara a cara. Respeito para ser respeitado. É esta a minha visão.

Uma equipa não pode ser campeã se as relações interpessoais não forem boas?

Pode, mas fica aquém. Para uma equipa ser campeã tem de ser uma verdadeira família. As coisas têm de ser faladas no momento, o ambiente tem de ser saudável e não podem existir subgrupos. Ter uma família no balneário é meio caminho andado para se ser campeão. É isso que eu digo aos meus jogadores.

Como se gerem essas relações tendo em conta a competitividade existente? Afinal de contas, só podem jogar 11 jogadores.

Essa parte tem de ser gerida com frontalidade. Geralmente num plantel há dois jogadores por posição e e há jogadores que estão em melhor forma numa fase da época do que noutras. Para mim, o mais importante nem são os que jogam,  são os que estão no banco de suplentes ou que ficam fora da convocatória, porque são esses, muitas das vezes, que são a base do sucesso da equipa. A minha preocupação é maior com aqueles que não jogam tanto. As dúvidas devem ser esclarecidas e a minha postura parte sempre da base da frontalidade e da sinceridade.

A força mental assume um papel relevante neste processo….

Muito relevante! No meu modelo de jogo e na minha forma de estar, os jogadores têm de saber o que vão fazer em campo e o que esperamos deles. Um jogador até pode ter várias qualidades técnicas, mas se não souber aquilo que tem de fazer dentro de campo… Temos que ter um foco e saber para onde temos de ir. Temos de colocar a inteligência em prática no futebol. Isto deve ser estimulado nos jogadores.

É esse o principal desafio dos treinadores? Manter os jogadores focados?

Sim, claro. A sorte e o azar nada contam para quem trabalha e para quem acredita nos seus valores e na sua capacidade de superação. Saber aquilo que vai fazer aliado ao bom ambiente da equipa é meio caminhado andado para a vitória.

Os treinadores têm de ter a coragem para apostar nos jovens, mas essa coragem também passa pelos presidentes

Tem muita experiência a lidar com jovens jogadores. Acha que eles estão mais preparados agora do que estavam há 20 anos?

Antigamente não havia tantos departamentos específicos e atualmente há um para cada especialidade e isso dá mais e melhores condições aos jovens jogadores. Há muito talento e nós em Portugal temos de ter a coragem de apostar nos jogadores que são formados nas nossas academias. Temos um caso recente, o do Pedro Neto que agora está a jogar no Wolverhampton e que tem jogado vários jogos em Inglaterra. Saiu para a Lazio em conjunto com o Bruno Jordão. Temos também o Francisco Trincão que é um miúdo com muita qualidade e é um homem com h grande. Tem uma criatividade enorme e um potencial fantástico. Mais tarde ou mais cedo vai dar o salto.

Quando o potencial é grande, o que um treinador deve fazer?

Nós enquanto treinadores temos de ter a coragem de apostar neles, mas essa coragem também tem de passar pelos presidentes. Tem de ser dado tempo e paciência aos treinadores. Se olharmos para Inglaterra, o número de despedimentos em Portugal é muito mais elevado. Em Portugal, olha-se muito para o rendimento a curto prazo e noutros campeonatos dão mais tempo aos treinadores para desenvolverem a equipa. Não é por acaso que o Anssumane Fati estreia-se com 16 anos no Barcelona e continua a dar cartas.

O Trincão está a aparecer no Braga, mas também Bruno Wilson, no Tondela, e Luther Singh, no Moreirense, estão a destacar-se esta época. Todos foram seus jogadores. Isto prova que, de facto, eles só precisavam de uma oportunidade?

Precisamente. Recordo-me perfeitamente do último jogo da última época contra o Benfica B. Perguntaram-me quais eram os jogadores da equipa B que encaixavam na equipa A. Sugeri logo o Bruno Wilson e falei no Simão e no Miguel Crespo. São mais-valias e o Luther Singh também tem qualidade. E não nos podemos esquecer do Moura, que agora está na Académica, e do Bruno Rodrigues e do Schurrle que se estrearam comigo na equipa B. Agora, temos que ter tempo e paciência para que se continue a apostar neles. Em alguns casos, as estruturas diretivas não têm esse tempo e paciência para deixar crescer os jogadores. Temos de acreditar neles, independentemente dos resultados da equipa. O próprio Loum também.

Curiosamente o Loum foi titular no último jogo do FC Porto e mereceu elogios de Sérgio Conceição.

Precisamente. O Loum passou pelo Sporting de Braga B e é um atleta com grande potencial. Com tempo e paciência, tudo se consegue. Se olharmos para a Holanda, o Ajax forma atletas e jogadores. O PSV, por seu turno, está em modo brincadeira. Querem é vender publicidade e ter resultados no imediato. No futebol português isso também acontece. Querem é resultados no imediato e depois não se consegue evoluir a formação. Temos de apostar na formação para termos atletas de alto nível na equipa A. Só com jogos é que vão crescer. Com minutos de banco e bancadas não vamos lá. Os dirigentes têm de dar tempo ao tempo.

Acha que o Loum pode impor-se definitivamente no FC Porto?

Como o Sérgio Conceição recordou, foi ele próprio quem o foi buscar para o Braga. O talento está lá, só tem de ter minutos de jogo. Um jogador para evoluir tem de errar para melhorar. Ele fez um de jogo de grande qualidade diante do Boavista e não tenho dúvidas que se o míster Sérgio Conceição apostar mais vezes neles, ele vai ficar mais confiante e o rendimento vai ser ainda maior.

Portugal ainda vive naquela tendência de ir buscar jogadores estrangeiros que, na realidade, não são superiores aos jovens que estão no clube?

Sim. Uma academia como a do Sporting Braga tem de apostar nos jovens da cidade. Como o FC Porto tem de apostar nos jovens da cidade. Quando falamos de um jogador sentir o clube, falamos dos jogadores terem de estar familiarizados. Se for a nível nacional, saberá perfeitamente o que é o Braga ou o FC Porto. Agora, se formos buscar um miúdo ao estrangeiro claro que vai demorar mais a perceber. Quando se vai buscar um jogador ao estrangeiro, tem de ser uma mais-valia. Isso muitas vezes não acontece. Acredito que somos um país pequeno, mas também temos uma enorme formação de jogadores. Somos um país campeão em futebol de formação. Temos excelentes treinadores em Portugal e no estrangeiro. Temos treinadores campeões em todo o mundo. Isto só me leva a dizer que temos de apostar no que é nosso. Às vezes vamos buscar fora quando temos muito melhor dentro do nosso país.

Bruno Lage é um conhecedor da matéria prima que tem dentro de portas

Acha que é essa a política que o Benfica tem levado a cabo nos últimos anos?

Na minha opinião, o Benfica tem uma política de formação que está num patamar superior. Têm uma política diferente na aposta dos treinadores porque oferecem cinco anos de contrato. Ou seja, há tempo e paciência para desenvolver os atletas. Os jovens ficam mais identificados e temos visto que dá resposta internamente. Claro que existe alguma imaturidade, mas é a jogar que vão evoluir e depois quando chegam ao nível de maturação saem como é o caso do Nélson Semedo, do João Félix, do Bernardo Silva… Ficaram mais maduros e voaram para patamares superiores porque houve esse desenvolvimento. Tem de ser essa a aposta no nosso futebol. Temos de trabalhar e apostar mais na formação. Quero acreditar que ainda há quem dê valor à formação e a FPF tem sido um exemplo.

O facto de Bruno Lage ter passado por aqueles escalões todos também ajuda ao sucesso desta aposta?

Sem dúvida nenhuma! É o que acontece no Ajax. O Benfica está a acompanhar muito bem esse desenvolvimento. O conhecimento está nas pessoas que lidam diariamente com os atletas. Os treinadores assim já estão identificados com os jogadores. Eu não me esqueço que quando o Bruno Lage chegou ao comando da equipa principal, o João Félix jogou logo. O Bruno Lage é um conhecedor da matéria-prima que tem dentro de portas e não teve dúvidas em apostar nos jovens jogadores. Claro que na Liga dos Campeões têm ficado um pouco aquém. Mas é o que digo, são dores de crescimento. Ou se têm formação ou rendimento, as duas coisas ao mesmo tempo ainda é complicado. Se for possível segurar os jogadores por mais tempo, a resposta dentro de campo será outra neste tipo de jogos. Se o Benfica não tivesse vendido Félix, Nélson Semedo, Bernardo Silva, Cancelo… Claro que na Liga dos Campeões tinha dado uma melhor resposta. Temos de reconhecer que o Benfica tem feito um trabalho muito bom na formação.

Em relação ao Braga, houve um grande crescimento nos últimos 20 anos?

Desde que o presidente António Salvador assumiu o clube, o Sporting de Braga ganhou uma nova visão, uma visão de vitórias e de conquistas. Diziam que era de lunático ele pensar que iríamos estar na Liga dos Campeões e nós conseguimos lá chegar. O crescimento tem sido grande em termos de estrutura. Mas,  como já disse, os recursos humanos têm de ser valorizados e tem de ser dado tempo e paciência aos treinadores e jogadores. Se isso não acontecer, não há aquela tal questão dos jogadores sentirem o que é um jogador à Sporting de Braga. Os planos têm de ser cumpridos do princípio ao fim.

Ou seja há boa matéria-prima e há talento mas falta paciência?

Há bons treinadores, há talento, há boas infraestruturas, mas temos de levar os projetos até ao fim. Se as coisas não correrem bem ao fim de seis meses o projeto já vai ser outro e o perfil de treinador já é diferente. Temos de ter um objetivo e traçar o caminho, independente do que acontecer. Infelizmente isso não acontece nas nossas academias.

Como tem visto esta época do Sp. Braga quase de duas caras?

Nós também tínhamos uma dificuldade grande aquando os jogos da Liga dos Campeões e da Liga Europa. Eles colocavam mais concentração e mais energia nesses jogos e depois quando defrontavam equipas no campeonato, os níveis reduziam sempre. Nós estávamos alertados para isso, mas os jogadores são humanos. As competições europeias são a grande montra do futebol e isso pesa muito. Claro que eles não são máquinas. Passar de um Liverpool para uma equipa de escalão mediano, os níveis não vão ser os mesmos. Acho que é isso que se passa no Sporting de  Braga. Há muitos bons jogadores e é uma equipa muito bem liderada pelo Sá Pinto e ele deu uma resposta cabal nestes dois jogos, ganhando ao Besiktas e ao Vitória SC. Lá está, quando há paciência… Eles todos deram uma resposta mais que positiva. A vida de um treinador está sempre no limbo. A esta altura do campeonato já temos seis saídas e ainda nem vamos a um terço da época. É muito bonito falar de projetos, mas depois eles deixam desistir.

Notícias ao MinutoRui Santos com Miguel Cardoso na passagem pelo Nantes. © DR

Segue algum treinador com especial atenção? 

Uma pessoa tira sempre o melhor de cada um. Eu tive o privilégio de privar com o José Mourinho. Tive várias semanas com ele no terreno e sou um fã incondicional dele, mas também sou um adepto fascinado do Guardiola. Isto é a inteligência ao serviço do futebol. Ambos privilegiam a relação com os jogadores. O Mourinho, por exemplo, sabe usar isso: os jogadores estão cansados e ele, se for preciso, dá dois dias de folga. Há alturas em que o melhor a fazer é deixar os jogadores respirar em prol da melhoria do rendimento. MourinhoGuardiola… e o Sarri! É um treinador estudioso apesar de ter aparecido mais tarde. É um meticuloso nas bolas paradas. Ele é fantástico nesse aspeto. Era o que dizia o Mário Rui naquela altura: em bolas paradas os jogadores tinham mais de 30 diapositivos para estudar e decorar. As bolas paradas é um momento do jogo muito importante e ultra decisivo no futebol atual.

É uma das suas maiores preocupações enquanto treinador?

Sim. Como já tinha dito o Jorge Jesus que havia os quatro momentos e o quinto momento para mim são os esquemas táticos defensivos e ofensivos. Em três dos cinco dias têm de estar presentes no treino.

É mais importante defender bem ou atacar melhor?

Costumo dizer que prefiro defender bem. Quando se defende bem, a seguir vai atacar-se melhor. Quando se faz uma casa nunca se começa pelo telhado (risos). É essa a minha forma de trabalhar nos treinos. Começamos pelo momento defensivo, depois passamos para o ofensivo e, claro, com os tais lances de bolas paradas. Para mim, estes esquemas são cruciais. Mas aqui também há uma dificuldade, porque às vezes os jogadores não estão habituados a pensar. Pensam que é só despejar a bola para a área. Na minha forma de ver o futebol, as coisas têm de ser trabalhadas e pensadas.

Quais são as metas que deseja alcançar?

Quero fazer o meu caminho, caminhando, como se costuma dizer. Estou a trilhar o meu caminho como treinador principal. Comecei nos sub-23, passei para a II Liga no Sporting de Braga e nada me atrapalhou no projeto de subida no Campeonato de Portugal. O meu objetivo é trabalhar nos campeonatos profissionais, nomeadamente numa I ou II Liga para mostrar o meu valor. Há jovens treinadores de futebol que merecem ter uma oportunidade e eu acredito que faço parte deste lote.

Notícias ao MinutoRui Santos procura um "projeto desafiante". © Global Imagens

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