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Hugo Canoilas revela obras inéditas em 'Debaixo do Vulcão'

O artista Hugo Canoilas vai revelar seis obras inéditas na exposição "Debaixo do Vulcão", que inaugura na quinta-feira no Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado (MNAC-MC), em Lisboa.

Hugo Canoilas revela obras inéditas em 'Debaixo do Vulcão'
Notícias ao Minuto

16:28 - 19/11/16 por Lusa

Cultura Museu do Chiado

De acordo com o Museu do Chiado, a exposição inclui quatro vídeos, uma instalação sonora e pintura, sendo parte do projeto que já apresentou um primeiro momento em julho, com a iniciativa pública "Morte Sem Fim", em Sintra.

Escolhido no âmbito da 2.ª edição do MNAC/Sonae Art Cycles, enquanto proposta artística, "Debaixo do Vulcão" é um projeto em que o artista tenta criar um espaço entre a ideia de filme e exposição, através de uma série de intervenções a decorrer dentro e fora do museu.

Com curadoria de Emilia Tavares, o projeto foi concebido de modo a problematizar várias noções de exposição, espaço institucional e intervenção pública, de acordo com o museu.

Apossando-se do título da obra homónima de Malcolm Lowry "Debaixo do Vulcão", este projeto integra a segunda edição do Art Cycles, programa bienal com o apoio mecenático integral da Sonae, em que é dada inteira liberdade a um artista nacional para criar, durante cerca de um ano, um projeto inédito, ´sitespecific´ (criado para um local específico).

Segundo Emília Tavares, este programa "irá definir-se num tempo distendido e por espaços diversos, desde uma antiga pedreira nos arredores de Lisboa, eventualmente em grandes espaços comerciais, nas redes sociais e, sempre aberto a outras formas de participação e envolvimento".

Nascido em 1977, Hugo Canoilas tem vindo a desenvolver trabalhos em pintura, escultura, instalação, 'performance' e vídeo, nas quais aborda questões do sistema das artes, da história, da natureza, do cultural, das relações de poder, da manipulação da comunicação e da linguagem.

O trabalho de Hugo Canoilas, segundo Emília Tavares, tem a particularidade de fazer um "permanente questionamento do sistema das artes, com o recurso, sempre subversivo, à ironia e à rejeição da erudição, colocando o enfoque nas questões estética e política como instrumentos de reflexão sobre uma sociedade cujas desigualdades crescentes e despotismo têm vindo a crescer nos últimos anos".

A primeira edição do Art Cycles, em 2014, teve como artista convidado, Daniel Blaufuks, com o projeto "Toda a Memória do Mundo, Parte Um", baseado nas perseguições dos nazis aos judeus durante a II Guerra Mundial.

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