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Mimicat. O "sonho de criança" e a "ansiedade" de "lidar com a incerteza"

A artista é concorrente do Festival da Canção de 2023 e sobe ao palco já no próximo sábado, dia 25 de fevereiro.

Mimicat. O "sonho de criança" e a "ansiedade" de "lidar com a incerteza"

A 57.ª edição do Festival da Canção começa já no próximo sábado, dia 25 de fevereiro. No total, são 20 os concorrentes a querer representar Portugal na Eurovisão, em Liverpool.

O Notícias ao Minuto falou com todos os autores em competição e Mimicat não foi exceção.

Mimicat, é o alter ego de Marisa Isabel Lopes Mena, de 38 anos, que editou o primeiro álbum aos nove anos.

Já em 2014, surge o primeiro disco sob o nome Mimicat, ‘For You’, com referências como Ella Fitzgerald, Ray Charles ou Jill Scott. Segundo a RTP, passou os dois anos seguintes a apresentar o álbum “nos maiores palcos do país e fez a sua estreia internacional com concertos no Brasil”.

Em 2017, gravou o álbum ‘Back in Town’ e, dois anos depois, em 2019, surge a primeira canção em português, ‘Até ao fim’, “uma homenagem aos 50 anos de amor aos seus pais”.  Após ser mãe, regressou ao mundo da música em 2021 e, no ano passado, apresentou o single ‘Mundo ao Contrário’.

A participação no Festival da Canção é o realizar de “um sonho de criança”, contou ao Notícias ao Minuto. ‘Ai Coração’ é “uma comédia dramática”, que fala sobre “a ansiedade de não saber lidar com a incerteza de se ser correspondido ou não”. 

Porque é que quis participar no Festival da Canção?

Acho que era um sonho de criança. Cresci a acompanhar o Festival, e depois afastei-me durante uns anos, como muitas pessoas, mas mantive sempre o desejo de participar. 

Já era fã do Festival da Canção? E da Eurovisão?  

Desde a vitória do Salvador, acho que o Festival recuperou muito do público perdido e eu fui uma dessas pessoas. Tenho acompanhado, mas mesmo assim não sou uma espectadora muito assídua. Acabo por ver mais na internet do que na televisão. Na Eurovisão tenho visto as atuações só depois de acontecerem. Eu sei, 'Shame on me' [risos]! Mas adoro algumas canções e atuações!

Qual é para si a melhor música de sempre do Festival da Canção?

Desfolhada. É a mulher portuguesa no seu melhor. Destemida, elegante, forte, provocadora, sensível. 

Que mensagem transmite a música 'Ai Coração'?

A canção fala sobre a ansiedade de não saber lidar com a incerteza de se ser correspondido ou não. É uma comédia dramática.

Consegue levantar um pouco o véu de como será a atuação?

Vou ter duas bailarinas comigo, e a atuação vai ser divertida, cómica e forte!

Como estão a correr os ensaios? Com que frequência ensaia?

Estão a correr bem. Quase todos os dias! 

De que forma olha para as restantes canções e intérpretes desta edição do Festival?

Gosto muito de muitas delas e acho que temos uma variedade incrível de géneros e uma qualidade indiscutível. 

Quais são as suas expetativas face à participação no Festival da Canção? O que seria um bom resultado?

Um bom resultado começa por ser qualificada para a final. Já tenho muito a ganhar com a presença na final se conseguir lá chegar. Claro que o sonho é ganhar. Mas a fasquia está muito alta, por isso estou focada em fazer uma boa performance e em divertir- me. 

Depois da participação no Festival da Canção, o que se segue?

Um novo álbum e a tour de apresentação do mesmo.

Que portas é que acha que o Festival da Canção pode abrir para o seu futuro?

Imensas, a todos os níveis.

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