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Editora Abysmo com casa e programação própria em Óbidos durante o Folio

A editora Abysmo inaugurou hoje em Óbidos uma casa com programação própria que vai estar aberta ao público durante todos os dias do Folio -- Festival Literário Internacional que decorre na vila até ao dia 16.

Editora Abysmo com casa e programação própria em Óbidos durante o Folio
Notícias ao Minuto

22:01 - 06/10/22 por Lusa

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"O passado de mais de 10 anos de exposições, livros, lançamentos, concertos, muita cerveja, muitos abraços, é um legado que vai continuar", e que durante 11 dias vai estar ao dispor do público do Folio -- Festival Literário Internacional de Óbidos, na Casa Abismo, afirmou José Anjos durante a inauguração do espaço que recorda a obra e vida do jornalista, escritor e editor, João Paulo Cotrim (13 de março de 1965 -- 26 de dezembro de 2021).

A casa, instalada no Espaço Ó, em Óbidos, no distrito de Leiria, tem patente todos os livros editados ao longo de dez anos pela editora, e será palco de uma programação própria, incluída na programação do festival e protagonizada por "autores e cúmplices da Abismo".

A inauguração da Exposição "Mantraste, uma espécie de livro", da autoria de Bruno Santos, e uma conversa sob o tema "A terra dá-nos metáforas", foram hoje as primeiras iniciativas do espaço livreiro em que além de Bruno Santos, Jacinto Gameiro, Bernardo Trindade, José Pinho, Susana Santos, João Soares, Henrique Bento Fialho, Duarte Azinheira e Nuno Miguel Guedes, recordaram o editor.

"O João Paulo faz-nos falta", afirmou João Soares, lembrando que o editor "conseguiu introduzir [em tudo o que fazia] uma qualidade que era feita de bom gosto, de dedicação" e que deixou aos oradores "um legado que faz recordá-lo com muito respeito" e visível emoção de todos os que sobre ele falaram.

A memória do editor marca a casa Abysmo, desde logo pela exposição patente à entrada da casa e cuja primeira peça, em sua homenagem, se intitula "O abraço do leão da Rua da Horta Seca".

Da programação fazem ainda parte muitas outras conversas que se irão desenrolar em frente a um grande quadro com a inscrição "Deixem o João em paz", lançamentos de livros (de Luis Afonso, Valério Romão, António de Castro Caeiro, Isabel Castanheira, Luis Carmelo), leituras e os concertos de Adolfo Luxúria Canibal ou "o Gajo".

Aos livros e autores junta-se ainda, na Casa Abysmo, A presença constante da cerveja "Cadáver Esquisito", um projeto do mestre cervejeiro João Brasão.

Cada cerveja tem impressa no interior do rotulo uma pequena história, reunindo uma coleção de seis autores (Afonso Cruz, Luis Afonso, Valério Romão, Paulo José Miranda, Luis Carmel e João Paulo Cotrim), todas elas sobre mortes e cervejas.

As histórias curtas podem ser lidas antes ou depois de beber a cerveja, mas com uma particularidade, o autor e respetiva história são uma surpresa que só se descobre depois de descolar o rótulo.

A cerveja, diz o mestre cervejeiro "é a mais premiada de sempre, sobretudo ao nível do design" e vai estar disponível na casa Abismo até ao fim do Folio.

O festival, que hoje abriu portas, decorre na vila até ao dia 16, sob o tema "O Poder".

Folio Autores, Educa, Ilustra, Folia, Mais, BD e Boémia são os capítulos do festival que junta escritores de uma dezena de países, entre os quais dois prémios Nobel ,que integram as 14 mesas de autores.

Leia Também: Dois filmes de produção portuguesa no festival de Huelva

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