Meteorologia

  • 08 JULHO 2020
Tempo
25º
MIN 17º MÁX 28º

Edição

Mariana Rodrigues adapta Capuchinho Vermelho na estreia como coreógrafa

Um Lobo Mau incompreendido que fica amigo da Capuchinho Vermelho foi como a bailarina portuguesa Mariana Rodrigues recriou o conto infantil de Charles Perrault no primeiro espetáculo como coreógrafa para a companhia britânica Northern Ballet.

Mariana Rodrigues adapta Capuchinho Vermelho na estreia como coreógrafa

"Foi um desafio porque é uma história tão conhecida e há tantas versões. Fiz uma pesquisa e achei importante modernizar a história e fazê-la relevante para crianças do mundo de hoje", disse Mariana Rodrigues à agência Lusa.

A estrutura é semelhante, mas a diferença da narrativa é que o lobo não é mau, mas incompreendido pelas pessoas e pelos restantes animais da floresta por não o conhecerem bem.

Um dos principais desafios foi manter cenas clássicas e antecipadas pela audiência, como o lobo a entrar em casa e a vestir-se de avozinha, mas Mariana Rodrigues garante que o final é feliz porque Lobo Mau e Capuchinho ficam amigos.

"É quase como a Bela e o Monstro, no sentido de se ver para além das aparências e de dar oportunidade às pessoas de mostrarem quem são. Acho que resulta", acrescentou.

O convite para dirigir a produção veio do diretor artístico da companhia Northern Ballet, David Nixon, após observar uma coreografia feita para um laboratório interno, há dois anos.

Desde 2013 que a companhia cria todos os anos uma produção para o público infantil, reduzida a 40 minutos para manter a atenção, e que depois corre o país durante meses. Além de ter escrito o guião e criado a coreografia, Mariana Rodrigues também contribuiu com ideias para o guarda-roupa.

"Surgiu este projeto e resolvi atirar-me para frente. Gostei imenso da experiência. Ainda tenho a carreira de bailarina, por isso vou tentar fazê-lo em simultâneo até um dia fazer a transição para coreógrafa", disse a portuguesa.

Mariana Rodrigues sempre teve interesse em passar para o outro lado da produção, mas continua a dar prioridade à carreira de bailarina, mantendo-se em espetáculos em digressão como 'Dracula' e 'Cinderela'.

Natural de Lisboa, iniciou aulas de ballet aos 4 anos, entrou para a Escola de Dança do Conservatório Nacional aos 10 anos e aos 16 foi convidada para a escola Royal Ballet School em Londres, após ser finalista do concurso Youth America Grand Prix 2009.

Atualmente com 27 anos, faz parte da companhia britânica desde 2012, onde já desempenhou papéis como Bertha no ballet 'Jane Eyre' ou como Beatrice em 'Victoria'.

"Nesta companhia somos muito envolvidos, porque quem faz de solista também faz papéis secundários", salienta.

'Little Red Riding Hood' estreia-se na segunda-feira no teatro Stanley & Audrey Burton, em Leeds, cidade no norte de Inglaterra onde a companhia está sediada, seguindo-se o Teatro Linbury, da Royal Opera House, em Londres, durante dois dias, entre 8 e 10 de dezembro, e uma digressão nacional em 2020.

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Acompanhe o site eleito pelo quarto ano consecutivo Escolha do Consumidor.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório