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Os recitais de Maria João Pires e os 250 anos de Beethoven na Gulbenkian

A pianista Maria João Pires vai ter uma residência na Fundação Gulbenkian, em Lisboa, durante a próxima temporada, e participa no programa da instituição para assinalar os 250 anos do nascimento de Beethoven, com duas das mais importantes sonatas do compositor.

Os recitais de Maria João Pires e os 250 anos de Beethoven na Gulbenkian
Notícias ao Minuto

23:00 - 24/05/19 por Lusa

Cultura Gulbenkian

A primeira de três atuações de Maria João Pires, na temporada 2019-2020, hoje apresentada em Lisboa, realiza-se em 23 de setembro, no âmbito do ciclo 'Oriente Ocidente', que assinala os 150 anos do nascimento do fundador da instituição, Calouste Sarkis Gulbenkian, com um programa que inclui canções arménias, e o 'Impromptus' D.935, de Franz Schubert. Nesta atuação, a pianista conta com a soprano Talar Dekrmanjian.

Maria João Pires regressará ao Grande Auditório da fundação, em Lisboa, para um recital de piano a quatro mãos com a pianista Lilit Grigoryan, num programa dedicado a Mozart, que ambas as pianistas têm desenvolvido ao longo dos últimos anos, e que já apresentaram em Belgais, no final do ano passado.

Em março do próximo ano, Maria João Pires apresentar-se-á a solo, na Gulbenkian, com um programa dedicado a Debussy ('Suite bergamasque' e Dois Prelúdios) e Beethoven.

Do mestre de Bona, a pianista vai interpretar duas obras maiores do repertório, a Sonata para piano n.º 8, em Dó menor, op. 13, "Patética", e a derradeira, a Sonata n.º 32, em Dó menor, op. 111.

Ao longo da última década, a pianista admitiu algum cansaço e intenção de se retirar dos palcos, embora tenha feito algumas atuações, sobretudo fora de Portugal.

Maria João Pires nasceu em Lisboa, a 23 de julho de 1944. É a mais internacional e reputada dos pianistas portugueses, com um percurso artístico que remonta a finais dos anos 1940, quando se apresentou pela primeira vez em público, aos quatro anos.

Entre os prémios conquistados contam-se o primeiro prémio do concurso internacional Beethoven (1970), o prémio do Conselho Internacional da Música, pertencente à UNESCO (1970) e o Prémio Pessoa (1989).

Em 2010, numa entrevista ao jornal Evening Standard, de Londres, declarou que "gostaria de se poder retirar". "Já toquei muito. Toquei durante 60 anos, e acho que é demais".

O ciclo de piano da próxima temporada Gulbenkian vai também incluir intérpretes como Seong-Jin Cho (outubro), Arcadi Volodos (novembro), Nikolai Lugansky (dezembro), Jan Lisiecki (janeiro), Mikhail Pletnev (fevereiro), Elisabeth Leonskaja (março), Leif Ove Andsnes (março), Behzod Abduraimov (abril) e Grigory Sokolov (maio).

Behzod Abduraimov dará dois concertos com a Orquestra Gulbenkian, dirigida por Lorenzo Viotti, como solista no 1.º Concerto de Tchaikovsky, e no 2.º de Rachmaninov (em novembro e no derradeiro da temporada, em maio).

O pianista Javier Perianes interpretará o 1.º Concerto para piano de Brahms, com a Orquestra Gulbenkian e a maestrina Hannu Lintu (novembro), Beatrice Rana, o Concerto em Sol maior, de Ravel, com o maestro Nuno Coelho (janeiro), e Alexei Volodin, com o maestro Jaime Martín, será solista no 5.º Concerto para piano e orquestra, em Mi bemol maior, op.73, "Imperador", de Beethoven (no final de janeiro).

A pianista Mitsuko Uchida vai dirigir a Mahler Chamber Orchestra, em janeiro, num programa dedicado a Mozart e Widmann, e apresentar-se-á a solo, em abril, para as 'Variações Diabelli', de Beethoven, enquanto Martha Argerich atuará com o violoncelista Mischa Maisky, em fevereiro, para interpretarem Brahms, Schumann e Chostakovitch.

Nelson Freire vai oferecer o 4.º Concerto para piano de Beethoven, com o maestro Giancarlo Guerrero, em maio.

Dos grandes intérpretes, destaca-se ainda a presença da violinista Isabelle Faust, no final de setembro, a solo, no Grande Auditório, para interpretar Sonatas e Partitas de Bach, e a atuação da soprano Joyce DiDonato, em maio, com a orquestra Il pomo d'oro, para interpretar Monteverdi, Gluck, Händel e Purcell, no programa que intitula 'My Favorite Things'.

O nascimento de Beethoven há 250 anos, em Bona, em 1770, atravessa toda a programação da temporada, mobilizando os diferentes intérpretes, e será pretexto para a apresentação da integral dos quartetos de cordas, num só fim de semana, em colaboração com a Bienal de Quartetos de Cordas da Philharmonie de Paris.

Assim, nos dias 25 e 26 de janeiro, reúnem-se na Gulbenkian os quartetos Mettis, Castalian, Schumann, Van Kuijk, Novus e o Meccore, para oferecerem leituras dos 16 quartetos de cordas do compositor, que testemunham quase todo o seu percurso, desde os cinco quartetos opus 18, publicados entre 1800 e 1801, ao Quarteto em Fá maior op. 135, concluído em 1826.

A celebração do aniversário de Beethoven prolongar-se-á pela próxima Temporada Gulbenkian de Música (2020/2021), de modo a garantir, igualmente, a interpretação integral das sonatas para piano do mestre alemão e das suas nove sinfonias, pela Orquestra Gulbenkian.

A 9.ª, "Coral", será interpretada hoje à noite, pelo Coro e a Orquestra Gulbenkian, dirigidos por Leonardo García Alarcón.

O programa da temporada 2019/2020 vai estar disponível em //gulbenkian.pt/musica/.

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