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Filme com Van Damme foi o "mais difícil que alguma vez tenha feito"

O papel de Anna no novo filme de Jean-Claude Van Damme foi "dez vezes mais difícil do que qualquer trabalho" anterior de Joana Metrass, disse à Lusa a atriz portuguesa e uma das estrelas de 'We Die Young'.

Filme com Van Damme foi o "mais difícil que alguma vez tenha feito"
Notícias ao Minuto

11:33 - 28/02/19 por Lusa

Cultura Joana Metrass

O filme, que se estreia esta sexta-feira nos Estados Unidos, foi rodado na Bulgária e faz um retrato contundente dos gangues, em Washington, D.C., e do drama do stress pós-traumático em militares que regressaram da guerra no Afeganistão.

Quando foi escolhida para o papel de Anna, uma imigrante de El Salvador que tenta escapar aos tentáculos do gangue MS-13 no bairro onde vive, Joana Metrass não sabia que ia contracenar com Jean-Claude Van Damme, a quem chama de "lenda".

Apesar de alguns nervos iniciais, a atriz portuguesa percebeu que o ator "é super acessível" e sentiu-se confortável nos ensaios, considerando que ambos se empenharam como "dois atores a tentar fazer o seu melhor".

Anna é o interesse romântico de Daniel (Jean-Claude Van Damme), um veterano de guerra que tropeça na vida dos gangues de um bairro de Washington, D.C.

"Foi super desafiante como atriz", afirmou Metrass, explicando que a personagem de Van Damme "tem uma característica muito específica" que tornou o trabalho "dez vezes mais difícil do que qualquer trabalho que eu alguma vez tenha feito", bem como um constante desafio em estúdio.

"Não havia nada atrás do qual nos escondermos", disse a atriz à Lusa. "Tivemos mesmo de criar a intimidade, a relação", afirmou, trabalhando a comunicação entre ambos para que "o público percebesse o que se passava ali muitas vezes sem uma única palavra ser trocada".

Com Elijah Rodriguez noutro dos papéis principais, "We Die Young" começou por ser um filme independente com um orçamento limitado, "cerca de dois milhões de dólares", o que o coloca no mesmo nível de custos de um filme português, disse a atriz.

"Apaixonei-me pelo guião e pela personagem, que tem cenas fortíssimas, e eu gosto de projetos com mensagens que têm o objetivo de mudar as coisas", explicou Joana Metrass, que foi escolhida para o papel depois de gravar uma audição em casa, em Los Angeles.

O estúdio Lionsgate acabou por comprar o filme e já tem vários acordos de distribuição na Ásia e na Europa, incluindo Portugal, embora para estes mercados não haja ainda data de estreia.

O realizador Lior Geller, que também escreveu o argumento, "não queria que fosse só um filme de ação", disse Joana Metrass à Lusa, falando da importância de chamar a atenção para problemas gritantes "a vinte minutos da Casa Branca".

A realidade mostrada neste filme partiu de um extenso trabalho de pesquisa de Lior Geller, que envolveu um agente do FBI e incursões em zonas problemáticas de Washington, D.C.

O gangue MS-13, com origem em El Salvador, tem sido muitas vezes referenciado pelo presidente Donald Trump como motivo para financiar a construção do muro na fronteira com o México, no sul dos Estados Unidos.

De acordo com Joana Metrass, 'We Die Young' permite desconstruir a retórica muitas vezes associada a imigrantes de países afligidos pela guerra, como El Salvador.

"A minha personagem é uma imigrante muito honesta, que tem o seu trabalho e não quer ter nada a ver com a vida dos gangues", adiantou a atriz, sublinhando que a história permite perceber que "o medo que existe do sistema" e das leis de imigração "também acabam por ser causadores destes miúdos acabarem nos gangues".

O trabalho de pesquisa da atriz foi intenso e envolveu conversas com mulheres que viveram situações semelhantes à da sua personagem.

"Espero que as pessoas vão ver e que isto aumente o nível de empatia delas", afirmou à Lusa.

Este é o mais recente grande projeto de Joana Metrass, que foi filmado depois da sua participação na série 'Era Uma Vez', dos estúdios ABC, na qual interpretou Guinevere, e de um pequeno papel em "The Man from U.N.C.L.E.", de Guy Ritchie.

Em Portugal, Joana Metrass trabalhou com cineastas como Alberto Seixas Santos ("E o tempo passa", o último filme do realizador), protagonizou a 'curta' de André Tentugal "Love song", foi Cândida na série dramática "Sinais de Vida", dirigida por Patricia Sequeira, e, entre outras produções, entrou na telenovela Rosa Fogo, e em Morangos com Açúcar, numa fase inicial da carreira.

ARYG // MAG

Lusa/Fim

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