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Coro comunitário de 200 pessoas canta 'Messias' na Casa da Música

A Casa da Música, no Porto, recebe na terça-feira o concerto 'Messias Participativo', em que um grupo de cerca de 200 pessoas, na maioria integrantes de coros amadores, se juntou para interpretar a obra seminal de Handel.

Coro comunitário de 200 pessoas canta 'Messias' na Casa da Música
Notícias ao Minuto

17:54 - 09/12/18 por Lusa

Cultura Handel

Ao lado da Orquestra do Séc. XVIII e dos holandeses da Capella Amsterdam, bem como vários solistas, o coro comunitário formado a partir de agrupamentos amadores do distrito do Porto interpreta 'Messias' pelas 21h00 de terça-feira, na Sala Suggia da Casa da Música, inserido no conjunto de concertos de Natal daquela instituição.

O oratório, uma das obras mais reconhecidas dentro da música para coros no Ocidente, estreou-se em 1742, em Dublin, tendo sido revisitado várias vezes por outros compositores, como Mozart em 'Der Messias', e interpretado quer por grupos orquestrais e corais mais pequenos, mais próximos da intenção original, ou mais alargados, como em 'Messias Participativo'.

A iniciativa do Serviço Educativo da Casa da Música juntou cantores individuais, bem como participantes de cerca de uma dezena de agrupamentos diferentes do distrito do Porto, através dos quais foram convidados a participar os membros do coro.

Dirigido pelo maestro holandês Daniel Reuss, o espetáculo conta ainda com vários solistas, como a soprano britânica Ruby Hughes, a contalto chileno-sueca Luciana Mancini, o tenor britânico Andrew Tortise, bem como o compatriota James Newby (baixo).

O tenor lírico Miguel Leitão foi um de quatro ensaiadores que o serviço educativo recrutou para acompanhar quatro naipes diferentes, antes de passar aos ensaios em conjunto, na sexta-feira, e explicou à agência Lusa, à margem do ensaio de hoje, que a experiência tem sido "diferente" mas enriquecedora para todos.

No ensaio de hoje, já com Daniel Reuss, Leitão liderou todo o grupo em vários exercícios de preparação vocal e relaxamento, antes do início dos trabalhos com o holandês, dando várias indicações e "ajudando na tradução" ao longo do dia, perante um grupo que tem "alguma experiência em cantar em coros", mas nem sempre o conhecimento musical de um profissional.

A certo ponto, o músico alerta os participantes de que devem anotar na pauta as indicações dadas pelo maestro, porque "não se vão lembrar de tudo", e distribui lápis por quem não tinha ainda com o que escrever, reforçando, depois, que até o YouTube foi ferramenta de trabalho.

"Usámos alguns vídeos, que já existem e com as várias partes diferentes desta obra, e passámo-los aos cantores, para ensaiarem em casa, e isso ajudou no processo. (...) Foi uma experiência muito interessante para nós, músicos, mas também para todos", referiu.

A ensaiar em conjunto desde sexta-feira, muitos "nunca pensariam em poder trabalhar uma obra destas", especialmente pela sua componente mais reconhecida. "O 'Aleluia' é uma das peças mais emblemáticas e toda a gente tem a melodia no ouvido", conta.

Entre os mais novos contam-se três amigas do Ensemble Vocal Notas Soltas: Ana Teresa Machado, de 21 anos, Francisca Ferreira, de 21, e Dulce Pereira, de 20, sendo que o trio reforça a ideia de aprendizagem e intergeracionalidade que o coro comunitário oferece.

"Nunca tinha tido uma experiência tão grande, com tanta gente, nem cantado na Casa da Música, e é muito enriquecedor", afirma Dulce, com Francisca a acrescentar que as diferenças etárias tornam a experiência "diferente mas interessante".

No outro espetro está Luísa Calado, de 62 anos, que revela à Lusa ter "aprendido imenso" ao ensaiar "uma obra belíssima" que tem adorado. "Se fosse preciso, daqui a um mês já estava a fazer outro", atira.

Com 64 anos, António Santos faz parte do Coro da Porto Business School, e foi num evento dessa instituição que cantou pela primeira vez na Casa da Música, e reforça a tónica da aprendizagem e "mistura de idades" que a oportunidade proporciona, além do "contacto com o maestro, pela forma como trabalha".

"Já há uns anos tinha ouvido falar deste tipo de iniciativas aqui na Casa, e estou a gostar da experiência. Não tenho conhecimento musical, mas antes experiência de mais de 20 anos a participar em coros, e tem sido muito bom poder aprender, evoluir um bocadinho mais, também pelo evento e pela sua dimensão", referiu, por sua vez, o membro do Coro do Colégio do Rosário Pedro Pinto, de 43 anos.

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