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Alta procura por serviços de condomínio "não corresponde à realidade"

Esta quinta-feira a Fixando avançou que a procura por empresas de gestão de condomínios disparou 84% no arranque do ano. No entanto, para Vítor Amaral, presidente da Associação Portuguesa das Empresas de Gestão e Administração de Condomínios, "estes dados não correspondem à realidade".

Alta procura por serviços de condomínio "não corresponde à realidade"

Segundo um estudo revelado na quinta-feira pela APP Fixando, com base na atividade dos seus clientes até 11 de janeiro, a procura por empresas de gestão de condomínios disparou 84% entre 1 a 7 de janeiro deste ano, face ao período homólogo.

De acordo com a mesma análise, recorde-se, 48% dos proprietários optou por contratar empresas especializadas, sendo que 59% apontou mesmo a falta de disponibilidade como o principal motivo para recorrerem aos profissionais.

No entanto, "estes dados não correspondem à realidade", afirmou Vítor Amaral, presidente da Associação Portuguesa das Empresas de Gestão e Administração de Condomínios (APEGAC), em resposta enviada por escrito ao Casa ao Minuto.

Isto porque, para o presidente da APEGAC, "a maioria das assembleias de condóminos ordinárias são realizadas no início do ano." Logo, "é natural que haja, nesta altura, uma procura maior de empresas de administração de condomínios. Aliás, é um aumento de procura que se regista todos os anos a partir de outubro/novembro, até fevereiro/março do ano seguinte", explica.

Nesta senda, Vítor Amaral reforça que "o aumento da procura justifica-se porque há uma tendência para os condomínios deixarem de ser administrados por condóminos e pelo facto de ser difícil para um condómino efetuar a cobrança das dívidas dos outros condóminos, muitas vezes pela relação de amizade e de vizinhança."

Na tutela escrita, o presidente da APEGAC faz ainda sobressair que "isto tem proporcionado um grande crescimento de empresas do setor, muitas delas sem quaisquer condições para prestar um bom serviço aos seus clientes (condóminos), face à ausência de regulação da atividade que, embora prevista na Lei de Bases da Habitação, tarda em ser aprovada."

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