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"Escutaram a nossa reclamação e prolongaram a consulta pública"

Grupo de Cidadãos pela Ajuda contesta a unidade de execução da Ajuda. Em causa, está um terreno com mais de 43 mil m2 junto ao Palácio da Ajuda que terá prédios destinados à habitação.

"Escutaram a nossa reclamação e prolongaram a consulta pública"

Já é conhecido o desenho da unidade de execução para os terrenos abandonados junto ao Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, onde deverão nascer prédios destinados à habitação, estacionamentos e um parque verde público, avança o Idealista. 

Ainda assim, o grupo de Cidadãos pela Ajuda aprontou-se a contestar esta solução, que consideram uma “intervenção violenta que rasga definitivamente o tecido social da freguesia”. A pressão urbanística e o custo das habitações são outras das preocupações. 

Depois de sessões de esclarecimento sobre este plano, em que numa o vereador do Urbanismo, Ricardo Veludo, garantiu que a CML e a junta de freguesia têm estado “em diálogo com o proprietário privado e com o próprio Estado no sentido de ajudar a criar soluções que permitam garantir a continuidade das pessoas e das entidades nesta área”, o grupo foi ouvido.

"Escutaram a nossa reclamação e prolongaram a Consulta pública  sobre a Unidade de Execução da Ajuda fosse prolongada até dia 4 de maio", revelam na sua página de facebook.

"É esta uma verdadeira criação de habitação para os lisboetas ou condomínios privados?", começam por questionar. "É uma oportunidade perdida para melhorar a Ajuda e a cidade? Espaços verdes privados e especulação imobiliária que não contribuem para o nosso bairro, não obrigado. Queremos uma Ajuda verde, pública e acessível, com habitação para toda a gente e espaços de encontro para os habitantes."

O grupo de Cidadãos pela Ajuda, grupo informal de Ajudenses, nasce da necessidade de exigirem: "Mais espaços de encontro, verdes e culturais; valorização do espírito de vizinhança e da economia local; mais habitação acessível para os lisboetas", revela.

Note que a delimitação da Unidade de Execução (UE) da Ajuda surgiu na sequência de um requerimento apresentado pelo Fundo de Investimento Imobiliário Fechado- MAXIRENT e pela Direção Geral do Tesouro e das Finanças - ESTADO, nos termos do n.º 2 do artigo 157.º do Decreto-Lei n.º 80/2015 de 14 de maio (RJIGT), na qualidade de proprietários das parcelas abrangidas, que, para o efeito, propõem uma solução urbana que pretende assegurar um desenvolvimento urbano harmonioso e a justa repartição de benefícios e encargos, lê-se no processo Processo: 1 0/PLU/2016 da Câmara Municipal de Lisboa

Recorde-se que este projeto contempla a reabilitação da antiga Quinta das Damas, a abertura de um novo arruamento entre a Rua Bica do Marquês e a Rua Dom Vasco, a construção de novos edifícios maioritariamente para habitação e de um jardim nas imediações do palácio, noticiou o Espaço Arquitetura, no ano passado.

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