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"Não quero ser reconhecido só como guarda-redes, mas também como líder"

Em entrevista exclusiva ao Desporto ao Minuto, Rui Silva recorda a complicada transição do Nacional para o Granada, aborda a renovação e não esconde o sonho de ser chamado à seleção nacional.

"Não quero ser reconhecido só como guarda-redes, mas também como líder"
Notícias ao Minuto

05/03/20 por Carlos Pereira Fernandes

Desporto Rui Silva

O Granada procura, esta quinta-feira, fazer aquilo que já não faz desde 1959, e assegurar um lugar na final da Taça do Rei. Uma tarefa que, no entanto, não se adivinha simples, face à derrota sofrida na primeira mão das meias-finais, diante do Athletic Bilbao, por 0-1.

Há, no entanto, motivos para os adeptos do El Graná manterem a esperança, em grande parte devido à presença de um português na baliza: Rui Silva, melhor guarda-redes da passada edição do segundo escalão, que, no primeiro embate, foi eleito um dos melhores em campo.

O Desporto ao Minuto chegou à fala com o jogador de 26 anos, que se mostrou confiante nas capacidades do clube em promover a 'cambalhota' no resultado, com o apoio dos adeptos, que tanto o têm apoiado no Noevo Estadio de Los Cármenes.

Afinal, os números não mentem. Neste momento, o Granada tem a sétima melhor defesa de La Liga, tendo sofrido apenas 31 golos sofridos em 26 jogos, em grande parte graças ao português, que manteve a baliza inviolada em dez ocasiões. Neste capítulo, só Thibaut Courtois, do Real Madrid (12), Jan Oblak, do Atlético de Madrid, e David Soria, do Getafe (ambos com 11) o superam.

Uma conversa que, no entanto, não se ficou por aqui, com o maiense a recordar os primeiros toques na bola, o crescimento enquanto guarda-redes e os 'saltos', tanto para o Nacional, como também para o Granada, que, admite, não foram fáceis.

De olhos postos no futuro, Rui Silva desvendou, ainda, como se encontram as negociações tendo em vista a renovação com o conjunto andaluz, e não escondeu o sonho de, mais cedo ou mais tarde, vir a ser chamado por Fernando Santos à seleção nacional.

Este pode ser um dos jogos mais importantes da época

É, neste momento, uma figura muito acarinhado pelos adeptos do Granada. Foi assim desde o início?

Senti o carinho das pessoas desde que cheguei aqui, mas claro que, enquanto não és conhecido e não demonstras o teu potencial, as pessoas não te vão conhecendo. Ao início foi um pouco isso que aconteceu. Depois, com o tempo, quando comecei a jogar, as coisas começaram a correr bem e as pessoas foram valorizando o meu trabalho. A verdade é que têm gostado muito daquilo que tenho vindo a desenvolver no Granada, e isso é muito gratificante.

A segunda mão das meias-finais da Taça do Rei está já aí. É o jogo mais importante da época para o Granada?

Penso que sim, poderá ser um dos jogos mais importantes da época pelo simbolismo que tem. Tem sido um ano histórico para o clube, já não atingimos as meias-finais há cerca de 60 anos. A cidade já merecia viver algo assim.

Estão confiantes de que vai ser possível dar a volta ao resultado da primeira mão?

Sim, 0-1 é um resultado curto. Embora tenhamos perdido, é um resultado que nos dá esperança e que deixa a eliminatória aberta. Sabemos que o Athletic Bilbao é uma equipa muito complicada, e fora de casa consegue, muitas vezes, marcar. É isso que temos que tentar evitar, e marcar o quanto antes para conseguir chegar à final, que é o que todos desejamos.

Vários jornais espanhóis escreveram que foi o Rui Silva quem salvou o Granada na primeira mão. É bom ler isso ou acaba por tornar o golo sofrido um pouco mais doloroso?

Fiz o meu trabalho. Felizmente, tive a oportunidade de fazer o meu primeiro jogo na Taça do Rei, e queria corresponder às expetativas. Penso que fiz uma boa exibição. Marcar golos teria sido muito bom, um empate, ainda que fosse 0-0, também era um resultado positivo, mas o 0-1 é um resultado que nos abre muitas portas e dá muita confiança para a segunda mão.

O que é que falhou naquele lance do golo do Muniain?

O que falhou... Sabemos que o Athletic Bilbao é uma equipa muito atenta a todos os pormenores, tem jogadores muito rápidos na frente e surpreenderam-nos um pouco com uma falta rápida. Colocaram a bola num dos jogadores mais rápidos da Liga, se não o mais rápido, e pronto. Depois, o resultado final foi um passe atrás e a finalização do Muniain. Houve alguma desatenção nossa e o aproveitamento da equipa adversária.

Ser guarda-redes é solitário em tudo. Quando cometes um erro, muitas vezes ficas ali no teu sítio, a pensar como é que aquilo aconteceu

Tem 26 anos, já está numa fase da carreira em que se sente à vontade para 'dar nas orelhas' aos colegas da defesa?

Sim, sim, é algo que vais ganhando com a experiência e com os jogos. É normal que haja momentos em que as coisas não estão tão bem e tens que reprimir os teus companheiros, assim como quando eu erro eles fazem o mesmo comigo. É importante para a equipa, porque temos de estar juntos em prol do mesmo.

Noutras entrevistas já disse que começou como avançado. Na altura também já 'mandava vir' com quem não o servia em condições?

Não, não. Isto fui ganhando com a experiência e com a idade. Sou uma pessoa tímida, um bocado introvertida, e até ganhar confiança e passá-la às outras pessoas... Sou uma pessoa mais complicada nesse sentido. Reservo-me muito e, no início, tinha um bocado de receio de que as pessoas pensassem mal de mim e me dessem alguma reprimenda.

Mas sente que essa é uma caraterística necessária para ser melhor guarda-redes?

Claro que sim, é muito importante. Como pessoa torna-te mais forte, e como guarda-redes vais sempre melhorando e aprendendo. As pessoas veem-te como um líder, e um guarda-redes tem de ser visto como um líder. É isso que quero ser daqui em diante. Não quero ser só reconhecido como um guarda-redes que tem qualidade e que faz grandes defesas, mas também como um líder na defesa. Penso que é muito importante para uma equipa.

Falávamos há bocado do seu passado enquanto avançado. Isso também explica o seu à vontade no jogo de pés.

É verdade. Quando era miúdo, nunca gostava de ir à baliza. Na escola também raramente ia à baliza, porque gostava muito de jogar à frente. Foi aí que adquiri as minhas qualidades técnicas ao nível do jogo de pés.

Há uma grande discussão quanto à importância do jogo de pés num guarda-redes. O Artur Moraes dizia, há uns tempos, que se fosse tão importante, era Messi quem marcava os pontapés de baliza no Barcelona. Qual é a sua opinião?

Penso que o jogo de pés é muito importante. Claro que defender está em primeiro lugar e que essa tem que ser a prioridade, mas penso que o jogo de pés, hoje em dia, é muito importante. Os treinadores utilizam isso cada vez mais, especialmente aqui em Espanha, onde é obrigatório todas as equipas saírem a jogar com qualidade, e isso é muito importante para desenvolver essas caraterísticas num guarda-redes.

Esse tipo de jogo foi-lhe estimulado durante a formação?

Pode ter sido também durante a formação, mas senti, desde que cheguei a Espanha, essa obrigação. Os treinadores sempre me incutiram a importância de sair a jogar com qualidade e também de saber colocar as bolas. Quando cheguei, decidi que era algo que tinha que melhorar ainda mais.

Durante o crescimento, houve algum aspeto que lhe tenha custado mais a interiorizar enquanto guarda-redes?

No início, sobretudo a nível técnico. Comecei a jogar futebol 11 com 11 anos, e ao início custava-me. Ainda por cima, no Maia, não tínhamos treinadores de guarda-redes, e foi um bocado complicado, porque um guarda-redes precisa de muito trabalho técnico, a forma como cais, como colocas as mãos... Isso é muito importante num guarda-redes, e eu não tive esse trabalho de formação específico que queria para a minha evolução. Falhou essa mudança do futsal para o futebol 11, ao não ter esse acompanhamento específico.

Diz-se muitas vezes que é a posição mais solitária do futebol. Concorda?

Claramente. É solitário em tudo. Quando cometes um erro, muitas vezes ficas ali no teu sítio, a pensar como é que aquilo aconteceu... Na maior parte dos golos que a tua equipa marca, tu celebras sozinho, não vais festejar com eles. És o último homem. Por exemplo, se uma equipa leva uma goleada, todos ficam mal vistos, mas fica sempre um pouco mais o guarda-redes, porque deixou entrar. É uma posição muito ingrata.

Notícias ao MinutoRui Silva em ação com a camisola do Nacional© Global Imagens

Não jogar no Granada foi muito complicado, passa tudo pela cabeça de um jogador de futebol

Nasceu na Maia e foi para a Madeira com apenas 18 anos. Como é que foi essa mudança?

Foi complicado. Foi um período de adaptação muito difícil, porque estava habituado a viver com os meus pais, a estar com os meus amigos e a ter tudo aquilo que um jovem daquela idade tem. Foi complicado, mas encarei com otimismo. Tinha de ser uma pessoa muito forte mentalmente para conseguir lidar com isso, e foi o que aconteceu. Felizmente, hoje estou onde estou. Ainda quero mais, mas estou onde estou muito graças a isso, porque fui uma pessoa muito forte mentalmente, focada nos meus objetivos, e agora estou a desfrutar disso.

Estreou-se pela equipa principal do Nacional com apenas 19 anos. Lembra-se de como se sentiu?

Lembro-me perfeitamente, foi num jogo da Taça da Liga, contra o Leixões, e ganhámos 2-0. Estava muito nervoso, mas penso que fiquei ainda mais nervoso na estreia na I Liga, na última jornada, contra o Gil Vicente. Aí senti mesmo aquela tensão e ansiedade de jogar na I Liga, que é um sonho para qualquer jovem daquela idade.

Soube que ia ser titular contra o Gil Vicente com muita antecedência?

Já tínhamos garantido a UEFA e o treinador, na semana antes, falou comigo e disse que ia ser eu a jogar o último jogo do campeonato. A verdade é que foi uma semana complicada até interiorizar isso [risos]. Já não havia nada em jogo e não existia aquela pressão, mas a minha própria pressão de não poder falhar, ter que fazer um bom jogo e demonstrar a minha qualidade ao treinador e ao clube... Era muito importante. Foi um dia bonito, mas também com muito nervosismo e ansiedade.

Aquele Nacional tinha jogadores muito experientes, como Gottardi, Claudemir ou Mateus. Ajudaram-lhe a lidar com esses sentimentos?

Sim, sim. Tinha gente com muita experiência no futebol português. Havia o Candeias também na altura, que foi uma pessoa que me ajudava muito, assim como o Gottardi e o Mateus. Fizeram com que ficasse mais tranquilo.

No primeiro ano na equipa principal fez dois jogos, no segundo fez 11, e no terceiro fez 24. Como é que se deu essa ultrapassagem gradual ao Gottardi?

Posso dizer que tive alguma sorte. Infelizmente para o Gottardi, porque houve jogos em que joguei devido a lesões que ele sofreu, e jogar nessas circunstâncias é sempre mais triste. Quando tive as minhas oportunidades, agarrei-as. Claro que cometi alguns erros, erros esses que me obrigaram a voltar a ser suplente e a ter que esperar.

Como é que funciona essa convivência entre guarda-redes, sabendo que só um joga?

Depende de cada pessoa. Eu, felizmente, nunca tive nenhum problema com os guarda-redes com quem estive até hoje. Todas as rivalidades são tranquilas, cada um trabalha para si em prol do grupo, e isso é o mais importante. Tenho muitos amigos guarda-redes fora do campo, e, até hoje, nunca encontrei nenhum que causasse algum problema, felizmente.

Deixa do Nacional em janeiro de 2017, enquanto titular. Foi-lhe fácil decidir sair a meio da época para o Granada?

Não foi nada fácil, porque nesse mesmo ano fui aposta do clube e do treinador desde o início. Precisava muito de me sentir importante, porque nas épocas anteriores não fui titular no campeonato, mas nesse ano senti essa confiança. Queria fazer uma grande época. A verdade é que a primeira metade da época correu-me muito bem, e claro que depois podem sempre surgir propostas. O meu foco era continuar no Nacional, tinha mais três anos e meio de contrato, mas surgiu uma proposta para jogar numa das melhores Ligas do mundo, e, quando isso acontece, temos que pensar um pouco no nosso futuro e no nosso bem-estar. Claro que queria dar o salto, e acabou por se concretizar a transferência.

Em Espanha, teve de recomeçar do zero e acabou por não jogar na primeira época. Chegou a arrepender-se da escolha?

Sim, muitas vezes... Sabia que, no início, ia ser complicado. Tinham um guarda-redes muito experiente, e cheguei a Granada numa situação delicada para o clube. Foi uma fase de adaptação ao clube, à cidade, à realidade do campeonato espanhol. Tive que esperar pela minha oportunidade, que não chegou. Pensava que no ano seguinte, como descemos de divisão, seria aposta do clube, o que acabou por não se concretizar. Foi um ano muito complicado. A meio dessa época, falei com o clube sobre a possibilidade de ser emprestado, que foi negada. Continuei a fazer o meu trabalho diário e a esperar pela minha oportunidade. Foi muito complicado, passa tudo pela cabeça de um jogador de futebol.

Notícias ao MinutoGuarda-redes português brilhou na visita ao Barcelona© Reuters

Nunca vou negar um possível interesse de um clube grande em Portugal

Em 2018/19 foi titular e o Granada conseguiu a súbida. A espera acabou por valer a pena.

Claramente. Agora é tudo mais fácil, é tudo bonito (risos). Fala-se que estás bem, que todos sabiam que ias chegar a este patamar, mas quando estás nessa fase má ninguém te valoriza, ninguém fala contigo. É o percurso de um profissional de futebol. Agora, felizmente estou a desfrutar disso. Passei por momentos muito complicados, com muitas dúvidas na minha cabeça, um pouco de tudo... Mas, felizmente, consegui mentalmente forte o suficiente e ganhar a confiança dos adeptos, que era muito importante, porque não me conheciam. Tem sido um ano e meio espetacular.

Foi eleito o melhor guarda-redes da segunda divisão. Surpreendeu-o?

Surpreendido não direi, porque sabia da grande época que tinha feito. Foi uma época, a nível individual e coletivo, muito interessante, e sabia que podia acontecer. Fiquei muito contente, porque é o reconhecimento do teu trabalho.

A gala foi em dezembro e, na altura, até posou para a fotografia ao lado de Jan Oblak. Como foi esse momento?

Foi um momento inesquecível. Estar ao lado dos melhores do mundo é muito gratificante. Espero poder, daqui em diante, continuar assim, a ganhar troféus e a estar entre os melhores. O reconhecimento de todo esse trabalho é algo de muito bonito.

Oblak ou Ter Stegen, quem é, neste momento, o melhor de La Liga?

Uma pergunta complicada... Admiro muito os dois, têm feito uma época extraordinária. Prefiro guardar para mim essas coisas (risos).

É um dos guarda-redes menos batido do campeonato. Sente-se também um dos melhores?

Não, sinto-me um guarda-redes com grande capacidade e margem de progressão. Estou a fazer uma boa época, o clube também está a fazer uma época excecional, e isso é que é importante. Estou muito contente com o meu trabalho, tenho os meus objetivos, claro, mas sinto-me mais um guarda-redes em La Liga. O importante é estares satisfeito com o trabalho que estás a desenvolver.

É normal que um guarda-redes que tem brilhado tanto em Espanha não tenha merecido outro olhar por parte dos três 'grandes' em Portugal?

Não sei... É uma pergunta complicada também (risos). Nunca vou negar um possível interesse de um clube grande em Portugal. Sei que é muito difícil, porque os clubes grandes sempre tiveram e sempre irão ter excelentes guarda-redes, mas espero um dia, se surgir essa oportunidade, poder jogar num grande. Era um prazer enorme. Penso que qualquer miúdo tem esse sonho, e eu sou mais um. Mas, neste momento, não penso muito nisso, porque o meu foco é o presente, e o presente é o Granada.

Joga com Domingos Duarte, que também acabou por deixar o Sporting sem ter grandes oportunidades. É um problema que Portugal precisa que resolver?

É algo frequente. Neste caso em concreto, penso que, se calhar, não teve as oportunidades que mereceu ter no Sporting. Acabou por ser emprestado e agora, felizmente, está num país onde teve oportunidades, assim como muitos outros. Há muitos casos de jovens jogadores portugueses que não conseguem singrar nos grandes em Portugal e acabam por ir para o estrangeiro fazer excelentes campanhas. É triste para os clubes e é triste para o futebol português, porque perde jogadores com enorme qualidade. Mas é o futebol de hoje em dia, e não sou eu que vou fazer com que isso mude.

Notícias ao MinutoA dupla portuguesa do Granada: Rui Silva e Domingos Duarte© Getty Images

Renovação? Há uma grande sintonia com o clube

Neste momento, em Portugal, há algum guarda-redes que lhe encha mais as medidas?

O Vlachodimos é um guarda-redes de quem tenho gostado muito. Já no ano passado fez uma excelente época, e esta época teve que estar ainda melhor, sobretudo porque, no início, lembro-me perfeitamente que o Benfica queria contratar um guarda-redes, o que poderia causar alguma pressão extra no próprio Vlachodimos, mas manteve-se firme. Tem feito a época que tem feito, com um nível muito elevado. Por tudo isso, porque sei o que é essa pressão, valorizo muito a época do Vlachodimos.

Qual podemos esperar que seja o próximo passo da carreira do Rui Silva?

O próximo passo é pensar no presente, continuar a trabalhar como tenho vindo a fazer. Claro que tenho os meus objetivos, mas o meu foco é o presente. Sei que estou num bom momento, numa Liga com visibilidade, e quero continuar assim. Depois, no futuro, logo veremos o que poderá acontecer. O futebol é o momento. Temos que pensar um pouco a curto-prazo e tentar estar bem, porque de um momento para o outro tudo pode mudar. Há que viver o presente para, depois, desfrutar do futuro.

Termina contrato já no final da próxima época. Em que passo está a renovação?

Já temos vindo a conversar, sendo que há uma sintonia muito grande entre o clube e eu nesse processo e nos timings para o fazer, mas de momento estamos primeiramente completamente focados nos objetivos do clube

Já surgiram convites de outras equipas?

Não sei. Sinceramente, até ao fim da época, prefiro não saber de nada. Os meus empresários é que estão a tratar disso. Neste momento, o meu foco é terminar esta época, que tem sido excecional, e continuar a mostrar o meu potencial, se possível com uma classificação confortável para o Granada e com uma chegada à final da Taça. Seria uma época incrível.

Fernando Santos já disse que tem acompanhado o seu trabalho. Para quando a primeira chamada à seleção?

Para quando (risos)? Não me cabe a mim decidir. Claro que é um sonho e um objetivo chegar, um dia, à seleção nacional. Vou trabalhar para isso, como tenho vindo a fazer, para um dia o mister Fernando Santos me chamar.

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