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Cinco anos, cinco temas. 'Revoluções' que prometem mudar-nos a vida

Num mundo em constante evolução e com a tecnologia a ser particularmente responsável pela inovação no mundo à nossa volta, vale a pena olhar para trás e saber o que mudou.

Cinco anos, cinco temas. 'Revoluções' que prometem mudar-nos a vida
Notícias ao Minuto

08:45 - 12/08/17 por Miguel Patinha Dias

Tech Especial

Independentemente do tempo que passe, a verdade é que o mundo na área da tecnologia parece ter o tempo sempre acelerado. O aparecimento de novas tecnologias e inovações com a capacidade para mudar as nossas vidas resulta numa noção de tempo muito mais acelerada, o que torna difícil recordar como era a vida há uns anos.

A propósito do quinto aniversário do Notícias ao Minuto, fizemos o exercício de nos tentarmos recordar dos temas que realmente marcaram os últimos cinco anos. A maior popularidade de criadores de conteúdos no YouTube e a maior relevância das redes sociais são ‘mudanças’ bem presentes no nosso quotidiano, sendo que existem mais pontos que valem a pena refletir a propósito deste aniversário.

Abaixo pode encontrar cinco temas de relevo dos últimos cinco anos que considerámos particularmente merecedores de uma pequena reflexão. Agora é esperar para ver como evoluem nos próximos cinco. Cá estaremos para seguir o progresso.

YouTube: Uma profissão, uma forma de vida

Num mundo de cada vez menos aplicações, o YouTube conseguiu o feito de ser uma das ‘obrigatórias’. Qualquer pessoa consome vídeos através da plataforma da Google e, com o número crescente de internautas e de horas passadas online, torna-se imperativo encontrar conteúdo para todo este público. 

Surgiram então nos últimos anos os youtubers, pessoas comuns que depois de muito esforço e dedicação são capazes de construir autênticas legiões de fãs. Cada país tem as suas próprias ‘estrelas’, figuras que atraem multidões com os seus vídeos. Tutoriais, videojogos, cinema, lifestyle,… o tema pouco importa.

O que importa reter – isso sim – é a forma como o YouTube passou de uma plataforma de partilha de vídeos para um gigante do streaming, ameaçando o formato televisivo como o conhecemos. 

Notícias ao Minuto

Ataques informáticos, uma tendência que se vai agravar

O crescente uso de serviços online não foi acompanhado da devida forma por segurança digital. O facto de ainda dependermos de palavras-passe é uma demonstração bem clara disso. As gigantes tecnológicas estão a trabalhar em soluções, mas elas não chegam automaticamente ao mercado. Entretanto, há espaço para alguns dissabores.

Não falando apenas do mediático ataque WannaCry em maio (que afetou empresas de todo o mundo devido a versões desatualizadas do sistema operativo Windows), invasões a contas de redes sociais pertencentes a CEOs de grandes tecnológicas também dão conta de vulnerabilidades na forma como lidamos com a nossa segurança.

Ao longo dos últimos anos as grandes tecnológicas começaram a apostar cada vez mais em sistemas de segurança biométricos. A aposta poderá ser ganha a curto/médio prazo mas pode ser ‘sol de pouca dura’, até porque é sempre possível que hackers e especialistas em segurança consigam contornar estas proteções.

A 'bolha' das redes sociais

As eleições presidenciais dos EUA no final do ano passado são a demonstração perfeita desta questão. O facto de parte dos apoiantes de Donald Trump terem recorrido a ‘fake news’ para disseminar no Facebook dados poucos precisos (ou até falsos) demonstra bem o poder dos algoritmos das redes sociais e a sua capacidade de nos manter na nossa ‘zona de conforto’. 

Este não é um problema de agora. Há anos que os nossos hábitos de navegação e interesses na internet são monitorizados e ‘empacotados’ por gigantes tecnológicas como o Facebook e a Google, que de seguida os enviam para anunciantes e publicações para direcionarem os seus produtos e segmentarem os seus artigos com mais eficácia. Assim, mesmo que tenhamos toda a internet por explorar acabamos por estar como que num mundo fechado, numa ‘bolha’ que não nos deixa ver para além do que conhecemos.

Quando a internet foi criada não foi certamente com o objetivo de nos ‘cegar’ a outras realidades mas precisamente o contrário. As grandes tecnológicas já começaram a alterar os seus algoritmos e a empregar medidas para impedir situações semelhantes às do final do ano passado, sendo que cabe também aos internautas ter o espírito crítico e a abertura suficiente para aceitar outros pontos de vista.

Notícias ao Minuto

SpaceX, a abrir caminho para a nova era espacial

Fundada em 2002, a SpaceX só começou a andar nas ‘bocas do mundo’ há relativamente pouco tempo quando de facto se tornaram públicas as suas ambições de ir a Marte. Quase tão mediáticos quanto este objetivo foram as aterragens falhadas dos foguetões Falcon 9.

Ao início julgada impossível de concretizar, a intenção do patrão da SpaceX, Elon Musk, acabou por ser bem-sucedida e tem provocado entusiasmo entre os especialistas da área. Aproveitar foguetões para múltiplas espaciais ajudaria a tornar as viagens espaciais mais frequentes e mais baratas, acelerando portanto a exploração espacial e a chegada dos seres humanos a outros planetas.

Felizmente, a SpaceX já conseguiu aterrar foguetões e reutilizá-los em futuras missões, abrindo caminho ao que está a ser considerada uma nova era de exploração espacial. Tal como aconteceu com a Tesla (a outra empresa de Musk) no ‘alavancar’ do mercado dos carros elétricos, prevê-se que a SpaceX assuma uma importância crucial para o futuro da raça humana para além da Terra.

Realidade aumentada vai mudar a forma como vê o mundo à sua volta

Houve uma altura em que se julgou que a realidade aumentada teria pouco impacto no mundo à nossa volta. Lembra-se de Pokémon Go? E os filtros do Snapchat? Pois é, mesmo que o interesse em torno da aplicação tenham morrido um pouco, a Niantic Labs demonstrou que a tecnologia tem capacidade para arrebatar o público e arrecadar milhões em receita. Por outro lado, o facto de o Facebook se ‘inspirar’ na aplicação concorrente é demonstração suficiente da popularidade do formato.

O fenómeno de Pokémon Go não deixou ninguém indiferente e mostrou às fabricantes de smartphones e developers o poder da realidade aumentada. A aposta nesta tecnologia está apenas a começar e prevê-se seja muito mais relevante nos próximos anos. Correm até rumores de que a Apple – sem dúvida um dos principais ‘players’ do mercado – pode vir a integrar câmaras de realidade aumentada no seu próximo iPhone.

Se a entrada dos smartphones nas nossas vidas acabou por mudar a forma como nos relacionamos entre nós, imagine o que poderão fazer com o poder de modificar o mundo à nossa volta.

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