De acordo com os dados divulgados hoje, a empresa chinesa faturou 427.039 milhões de yuans (cerca de 51.284 milhões de euros) no primeiro semestre de 2025, o que representa um aumento de 3,94% em relação a ao mesmo período do ano anterior.
A Huawei, que não está cotada em bolsa, ficou no topo da tabela de vendedores de 'smartphones' no país asiático no final do segundo trimestre, a primeira vez em mais de quatro anos, informou a consultora especializada IDC.
Concretamente, de acordo com os dados da IDC, a Huawei vendeu entre abril e junho cerca de 12,5 milhões de telemóveis, acumulando uma quota de mercado de 18,1% na China.
Apesar de ter conquistado a liderança, as vendas de telemóveis da Huawei caíram 3,4% em termos homólogos, no contexto da desaceleração geral do setor (-4%).
A Huawei já se tinha posicionado como a segunda maior vendedora na China no primeiro trimestre, após aumentar as suas vendas em 10% face ao ano anterior, após as sanções impostas pelos Estados Unidos há mais de cinco anos.
Washington incluiu a Huawei numa lista negra devido às suas supostas ligações com os serviços secretos chineses, o que fez com que perdesse acesso à tecnologia desenvolvida nos Estados Unidos, obrigando-a a substituir o sistema operativo Android pelo seu próprio, chamado HarmonyOS, ou a utilizar 'chips' fabricados por empresas chinesas.
As restrições afetaram o seu desempenho no mercado internacional de infraestruturas de telecomunicações e telemóveis, mas não tanto na China, onde muitos serviços da Google já estavam bloqueados.
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