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Serviços de Internet alcançam 33% dos angolanos e 75% usa telemóvel

O Presidente angolano destacou hoje o "crescimento significativo" de 59,2% no número de assinantes da telefonia móvel, cuja taxa de penetração passou para 75%, enquanto os serviços de Internet são subscritos por 33% dos angolanos.

Serviços de Internet alcançam 33% dos angolanos e 75% usa telemóvel
Notícias ao Minuto

18:04 - 13/06/24 por Lusa

Tech Angola

João Lourenço, que falava hoje na abertura da quarta edição do Fórum Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação de Angola (ANGOTIC 2024), assinalou os ganhos do país no domínio das telecomunicações, resultantes de investimentos públicos e privados.

Citando dados do Instituto Angolano das Comunicações, deu a conhecer que a rede de telefonia móvel em Angola registou um crescimento significativo, de 59,2%, em termos de assinantes, entre 2021 e 2023.

A taxa de penetração por 100 habitantes corresponde a 75%, o que equivale a um crescimento de 28,8% em igual período.

"Relativamente ao acesso à internet, o crescimento registado é igualmente significativo e, no período em análise, o número de subscritores atingiu a cifra de 11,2 milhões, sendo que a taxa de penetração passou para 33%", disse.

"Os dados acima numerados destacam uma expansão significativa na acessibilidade e no uso dos serviços de telecomunicações no nosso país", realçou.

De acordo com o Presidente de Angola, o crescimento das subscrições móveis e da penetração da Internet "reflete a crescente demanda por conectividade e a adoção de tecnologias digitais pela população e empresas".

Esse aumento "pode ser atribuído a diversos fatores", entre os quais "se destacam a expansão das redes de telecomunicações à maior oferta de planos acessíveis e a melhoria na infraestrutura".

João Lourenço assinalou que o aumento na taxa de penetração na telefonia móvel e na internet em Angola "é um indicativo positivo de inclusão digital e do desenvolvimento económico", pois "facilita e agiliza o acesso à informação, educação, serviços financeiros e oportunidades de negócios".

Falando perante centenas de participantes no fórum, entre operadores angolanos e estrangeiros, referiu que o crescimento do setor das telecomunicações e tecnologias de informação no país resulta de investimentos feitos pelo Governo, sobretudo nas infraestruturas básicas e na formação de quadros.

A expansão da rede de fibra ótica terrestre - está "em preparação a instalação de cerca de mais de dois mil quilómetros" -, a adesão de Angola ao cabo submarino de fibra ótica 2África, e a consolidação do programa espacial nacional com a comercialização da capacidade do satélite Angosat 2 foram destacadas como iniciativas fundamentais no atual crescimento do setor.

O chefe de Estado angolano fez saber também que decorre a preparação das condições técnicas para a instalação da televisão digital terrestre e a interligação do país com os países fronteiriços via fibra ótica terrestre.

O seu Governo, acrescentou, vai continuar a investir nas infraestruturas e nos serviços digitais, "rumo à diminuição da infoexclusão, bem como na transformação" da economia "numa economia digital, proporcionando uma melhor qualidade de vida" aos cidadãos.

"É assim que estamos empenhados na expansão e modernização da rede nacional de banda larga em fibra ótica, no desenvolvimento do programa espacial nacional, na construção e na operacionalização do 'data center' do Governo, na melhoria do ambiente regulatório e legal, que seja mais atrativo para o investimento privado nacional e estrangeiro, e na contínua transformação do nosso país num 'hub' regional, servindo os países da região e não só", frisou.

João Lourenço deu conta ainda de que o índice de penetração de internet em África é de apenas 37%, representando "um indicador baixo", pelo que deve haver um esforço conjunto "para a reversão desta situação".

O ANGOTIC 2024, iniciativa do Governo angolano que se iniciou hoje em Luanda e decorre até sábado, conta com 70 empresas expositoras, 125 'startups' e mais de 100 oradores de Angola, Nigéria, Zimbábue, Namíbia e Zâmbia, sob o lema "Digitalizar, Conectar e Inovar".

Leia Também: Angola chega a 2030 a produzir 1,04 milhões de barris de petróleo por dia

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