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França vai pedir a plataformas digitais que travem desinformação

A França está a reforçar a vigilância contra potenciais ingerências estrangeiras na campanha para as eleições europeias, anunciou hoje o ministro delegado para a Europa, referindo que as redes sociais serão chamadas a intervir "nos próximos dias".

França vai pedir a plataformas digitais que travem desinformação
Notícias ao Minuto

14:35 - 24/04/24 por Lusa

Tech Eleições Europeias

Jean-Noël Barrot, que apresentou a campanha de comunicação para as eleições de 09 de junho, afirmou que "dois fatores podem perturbar" as eleições europeias: uma elevada taxa de abstenção e a ingerência estrangeira.

Para incentivar os cidadãos franceses a irem às urnas, está a ser lançada uma campanha de comunicação através dos vários meios de comunicação, incluindo rádio, televisão e imprensa, para recordar os procedimentos de recenseamento e outras questões do escrutínio.

Relativamente aos riscos de desinformação, o governo francês "criou um mecanismo de vigilância reforçado", através do organismo, único na Europa, especializado na deteção de ingerências digitais estrangeiras, o Viginum, indicou o ministro.

"Ao mesmo tempo, pedi à Comissão Europeia que exercesse os seus poderes de controlo e de regulação sobre as grandes plataformas, para que sejam obrigadas a exercer a máxima vigilância durante o período de campanha, o período de silêncio e no dia das eleições", disse Barrot à imprensa, acrescentando que irá "contactá-las nos próximos dias para que nos apresentem a sua ação a nível francês, juntamente com a do seu regulador".

O diretor do Viginum, Marc-Antoine Brillant, afirmou que "desde meados da década de 2010, nem uma única eleição importante numa democracia liberal foi poupada" a tentativas de manipulação.

"2024 é um ano muito especial com a persistência de dois grandes conflitos na Ucrânia e em Gaza que, pela sua própria natureza, geram muita discussão e ruído nas redes sociais, e porque a França terá uma exposição muito especial este verão com a realização dos Jogos Olímpicos", acrescentou.

Neste contexto, a votação de junho é "particularmente atrativa para os atores estrangeiros na manipulação da informação".

Jean-Noël Barrot citou ainda que, em setembro, as eleições nacionais na Eslováquia foram "gravemente perturbadas durante o período de silêncio pela difusão de uma gravação áudio falsa que incriminava um dos dois candidatos" que perdeu as eleições.

Embora seja difícil atribuir a derrota a esta gravação falsa, "o simples facto de esse conteúdo ter sido difundido durante o período de silêncio lança um véu de dúvida sobre a sinceridade do escrutínio e, por conseguinte, sobre a legitimidade das eleições", concluiu Barrot.

No sábado, o ministro já teria alertado para as campanhas de desinformação em grande escala em França provenientes da Rússia, numa entrevista ao jornal Ouest-France, referindo o "risco comprovado" de que tal possa "perturbar o debate público e interferir na campanha para as eleições europeias".

Em 26 de março, a Assembleia Nacional francesa começou a debater um projeto de lei que permitirá congelar bens de pessoas ou entidades que, em relação a outro país, tentem "prejudicar os interesses fundamentais" da França, com o deputado Sacha Houlié, membro do partido do Presidente Emmanuel Macron, a apontar a Rússia, a China, a Turquia e o Irão como os principais países de onde provêm as ingerências.

Em fevereiro, o Ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Stéphane Séjourné, afirmou que os serviços diplomáticos tinham descoberto uma vasta rede de propaganda russa, conhecida como "Portal Kombat", que difundia informações pró-russas e anti-ucranianas em França, na Alemanha e na Polónia.

No entanto, a ameaça de disseminação de desinformação a poucas semanas das eleições europeias, que ocorrem entre 06 e 09 de junho, pode também ser um problema para os outros países da União Europeia.

O antigo primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki, afirmou em entrevista ao Euractiv que a influência e a desinformação russas afetam em todos os grupos políticos do Parlamento Europeu.

Leia Também: WhatsApp deve ajudar a proteger eleições, defende Mozilla

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