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'F1 2022'. O jogo certo para todos os fãs de Fórmula 1?

EA Sports adquiriu a Codemasters no ano passado. Será que este facto trouxe mudanças drásticas?

Lançado no início deste mês para PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series, Xbox One e PC, o 'F1 22' apresenta-se pela segunda vez sobre a alçada da EA Sports, mas este ano a influência parece maior até porque o nome da produtora faz parte do título do videojogo.

Passando estas questões e indo direto ao assunto, vamos às grandes novidades da versão deste ano. Antes de mais, importa frisar que a nossa experiência de 'F1 22' foi toda ela passada numa Playstation 5 e com um volante Thrustmaster T150.

Modos de jogo

Antes de falarmos da jogabilidade, vamos ao que o 'F1 22' traz de novo. O modo história estreado com a versão de 2021 caiu - denominada de Braking Point - e este ano os fãs são brindados com o F1 Life. E o que é isto?

No menu principal cada jogador tem um 'hub', o que não é mais do que uma mansão com várias divisões, onde tudo (ou quase tudo) é personalizável. É aqui que entram os supercarros que se podem escolher, como o Ferrari F8 Tributo ou o McLaren 720S. Estes podem ser conduzidos em várias pistas do Mundial de F1 e também estarem numa sala em exposição neste hub.

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Percebemos o objetivo de trazer uma extensão da vida do piloto para lá das pistas, mas a execução... talvez não tenha sido a melhor. Ainda por cima, depois do sucesso do modo Braking Point no ano passado. Será um formato a manter este F1 Life para 2023? Veremos.

O Modo Carreira não sofreu alterações e continua a não defraudar expectativas. Pelo contrário. Podemos fazer uma época inteira, com todos os treinos livres e qualificação a que temos direito, inclusive as qualificações sprint, tal como podemos encurtar as voltas, as qualificações ou até simular os treinos livres. É à vontade, e consoante o tempo, do jogador.

O My Team, modo que permite ser dono de uma 11.ª no Mundial de Fórmula 1 e ser piloto da mesma, continua também nesta versão, que traz uma novidade. Agora é possível realizar uma temporada completa na Fórmula 2 desde o lançamento do videojogo. Isto é uma excelente novidade para quem acompanha os pilotos mais jovens e para quem pretende ambientar-se à condução num modo onde os monolugares contam todos com o mesmo chassis.

Gráficos melhoram... mas não fascinam

À primeira vista notam-se melhorias na qualidade gráfica do 'F1 22'. Contudo, há muito por ainda evoluir. Longe de videojogos de simulação, como 'Gran Turismo' ou 'Forza Motorsport'. O 'ray tracing' está disponível na PS5, mas... não em corrida. Apenas nas repetições e animações de vídeo.

Os elementos das equipas e até o rosto dos próprios pilotos continua a não corresponder ao nível que se exige. Não se pede que as caras de mecânicos e funcionários da Ferrari estejam exímias, mas pelo menos Charles Leclerc e Carlos Sainz podiam estar com um rosto mais 'trabalhado', digamos assim.

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Porém, tirando este ponto mais negativo, na experiência de jogo, os gráficos melhoraram e nota-se que esse foi o foco principal da Codemasters e da EA Sports. Já se verifica, por exemplo, que os carros estão sujos ou algo danificados durante e no pós-corrida. Nota também para o som dos monolugares que foi melhorado, o que se faz com que a experiência de condução seja mais realística.

Jogabilidade

De 2021 para 2022 sentimos a diferença. E ainda bem. Porque se os monolugares mudaram - têm agora muito mais 'downforce' do que no ano passado - a condução virtual teria de mudar também.

A condução é bastante certeira. Levamos algumas horas a habituar-nos porque temos a sensação de que os carros estão agora mais pesados que a sua anterior geração. As curvas rápidas são mais fáceis de fazer e, por seu turno, é preciso uma maior atenção às curvas lentas. Uma boa dose de realidade oferecida pelo 'F1 22'.

Sem qualquer 'lag', ativar o DRS ou ligar o ERS é algo que ocorre com fluidez. Já que falamos de ultrapassagens, uma palavra de apreço para a melhoria da Inteligência Artificial. Os nossos adversários têm agora um comportamento mais real, o que aumenta sempre a 'verdade' do videojogo.

No entanto, se numa vertente o 'F1 22' quis aproximar-se do estilo de condução dos carros desta temporada, por outra o tão falado 'porpoising' ficou esquecido. Se acompanha o Mundial de F1 sabe perfeitamente do que estamos a falar, uma vez que com toda a certeza já viu a cabeça de Lewis Hamilton ou Carlos Sainz saltitar ao longo de uma reta devido ao bambolear dos carros. Seria estranho isso acontecer durante o jogo? Seria, mas era um pequeno pormenor que nos aproximava da realidade.

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Considerações finais

Podermos jogar com os novos monolugares que atendem às regras de 2022 da FIA, em todas as pistas (atualizadas) do Mundial de Fórmula 1, o que por si só já nos deixa satisfeitos. O importante da experiência mereceu grande percentagem da atenção da Codemasters e isso só pode fazer com que quem jogue se dê por satisfeito.

Há algumas arestas gráficas por limar, e talvez também seria positivo criar um modo História que nos agarre por completo. Além de que ano após ano, é necessário tentar sempre minimizar a margem a diferença que existe do virtual para o mundo real. Se tivesse de dar uma nota a este jogo, de 0 a 10 daria um 8. Isto porque acredito que há espaço para melhorar, mas que ao mesmo tempo é um jogo que vai deixar de sorriso no rosto todos os apaixonados por Fórmula 1.

Infelizmente, ao contrário do 'F1 21', a versão deste ano não nos traz o circuito do Autódromo Internacional do Algarve, o que é uma pena para todos os fãs portugueses, mas também para aqueles pelo mundo fora que adoravam a 'montanha-russa' de Portimão. Apesar de não fazer parte do calendário, o traçado algarvio poderia (somos suspeitos, é verdade) fazer parte dos circuitos jogáveis.

Pontos positivos

- Melhoria na Inteligência artificial;
- Introdução de supercarros disponíveis para condução em circuito;
- Possibilidade de completar uma temporada inteira na Fórmula 2;

Pontos negativos

- Gráficos continuam a precisar de melhorias ao nível dos pilotos e do público;
- Faltam alguns pormenores de realidade como o tão falado 'porpoising' nos monolugares;
- Ausência de um modo história;
- Ausência da 'nossa' pista do Autódromo Internacional do Algarve;

Ideal para...

Acreditamos que a Codemasters neste 'F1 22' tentou agradar ao maior número de fãs da modalidade, desde os mais casuais aos mais ferrenhos. A introdução do modo F1 Life trouxe uma componente mais leve aos jogadores que gostam de fazer corridas, mas que querem explorar mais outras vertentes como a social. A juntar a isto e, para os que gostam de um desafio diferente, existem vários supercarros disponíveis para teste numa 'hot lap' como o Aston Martin DB11, o Mercedes-AMG GT Black Series ou o Ferrari F8 Tributo.

Por outro lado, os fãs mais 'hardcore' da franquia não ficarão dececionados. Tudo o que a anterior versão trouxe ao nível de condução, esta melhorou, tentando aproximar a condução àquela que é a real dos novos carros de 2022. 

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