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Reconhecimento facial à distância de um clique? Sim, mas há perigos

Hoje em dia, pode pesquisar por uma foto sua para ver se é usada indevidamente na Internet. Mas estas ferramentas também lhe permitem pesquisar por outras pessoas e é aí que está o perigo, alertam especialistas.

Reconhecimento facial à distância de um clique? Sim, mas há perigos

Já alguma vez pesquisou pelas suas fotos na Internet para ver se eram usadas ilegalmente? Agora pode fazê-lo, através de sites de reconhecimento facial disponíveis para o público, mas estas ferramentas também podem ter alguns inconvenientes. 

Uma destas ferramentas, o PimEyes, funciona como uma plataforma de reconhecimento facial que, depois de ter feito o upload de uma foto, lhe mostra as suas imagens - ou de semelhantes - que estão dispersas pela Internet.

O PimEyes está disponível para qualquer pessoa com acesso à Internet e esta abertura à sociedade, como lembra a CNN, é por norma uma 'linha' que as tecnológicas não gostam de atravessar, porque pode levar a alguns abusos. 

Por exemplo, imagine que um futuro empregador quer pesquisar o seu passado. Poderá conseguir, de certa forma, fazê-lo através desta plataforma, pese embora o site aconselhe os utilizadores a só pesquisarem por fotos suas. 

De acordo com a informação do site, o PimEyes usa "as tecnologias mais recentes, inteligência artificial e aprendizagem para o ajudar a encontrar as suas fotos na Internet e a defender-se de golpistas, ladrões de identidade ou pessoas que usam a sua imagem ilegalmente".

Essa facilidade de acesso não é vista com bons olhos por Clare Garvie, associada do Centro de Privacidade e Tecnologia de Georgetown Law. Em declarações à CNN Business, a especialista revelou que o "reconhecimento facial, na sua base, é uma ferramenta de identificação. Pense em qualquer motivo pelo qual uma pessoa desejaria realizar uma identificação - positiva e negativa - e é isso que essa ferramenta torna possível". 

O PimEyes permite que, de forma gratuita, ver um número limitado de resultados e um pouco pixelizados. Se pretender mais informação, o utilizador pode pagar uma taxa mensal (que começa em 29,99 dólares, cerca de 25 euros) e verá não só mais fotos, como pode configurar alertas para quando são encontradas novas correspondências. 

De salientar que as imagens são pesquisadas, inclusive, em sites de pornografia - um recurso que a empresa justificou como forma de garantir que as pessoas possam saber se as suas fotos são usadas com essa finalidade sem autorização. 

A facilidade de acesso do PimEyes e a falta de aplicação das suas próprias regras de busca, fazem desta uma ferramenta preparada para vigilância e perseguição online, disse Lucie Audibert, oficial jurídica do grupo de direitos humanos Privacy International, com sede em Londres, à CNN. 

"Nas mãos de cidadãos aleatórios, torna-se uma ferramenta de perseguição assustadora, onde você pode identificar qualquer pessoa nas ruas ou em qualquer espaço público", disse Audibert.

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