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Táxis vs Plataformas: "Começa agora nova dor de cabeça do Governo"

António Correia de Campos considera que a tarefa mais complicada na polémica que envolve taxistas é convencer os manifestantes de que "o sonho de uma vitória retumbante é impossível de concretizar".

Táxis vs Plataformas: "Começa agora nova dor de cabeça do Governo"

O socialista António Correia de Campos assinou um texto de opinião no site Ação Socialista onde critica a "dificuldade de negociação" na polémica entre taxistas e plataformas como Uber e a Cabify.

No entendimento do socialista, "não basta dizer que os táxis são de baixa qualidade apesar da relativa segurança, que os motoristas são mal-educados, ou por vezes agressivos". Isto porque "todos passámos por experiências dessas" e porque "os episódios negativos, por muitos que sejam, não caraterizam a classe, tal como uma andorinha não faz a primavera".

Reconhecendo ser um "consumidor não informado" por nunca ter recorrido aos serviços da Uber ou Cabify, Correia de Campos lança algumas perguntas. Entre elas: "Qual é o recuo negocial que o movimento dos táxis preparou?"; "Estarão dispostos a criar 'uberzinhas' nas cidades, oferecendo aos clientes as vantagens das plataformas eletrónicas?". E mais: "Estarão dispostos a evitar a violência física covarde, de que ainda ontem deram um triste exemplo?".

No que diz respeito ao Governo, o socialista depreende que este "tem a seu favor a impopularidade que se colou à profissão de 'chofer de táxi', quantas vezes injusta". Contudo, "não pode abusar dela, deixando o conflito em banho-maria ou não criando condições de recuo". Não obstante, considera que a intervenção do Governo neste assunto "foi impecável".

De resto, Correia de Campos sublinha que o que o país espera é uma solução em que todos possam ganhar, a começar pelo consumidor: "E o consumidor nada ganha se o Governo fixar para as plataformas um contingente, um numerus clausus, de mil vagas, por exemplo", sustenta.

"Qual o interesse público, para além do da proteção de uma pequena corporação, em limitar o acesso ao mercado a uns tantos que cedo se transformariam em intransigentes opositores da inevitável liberalização? Onde está o interesse público na proteção de uma renda concedida a um alvará que só vale pelo privilégio da escassez administrada?", interroga-se, reconhecendo no final que a missão mais difícil "será convencer os manifestantes de ontem de que o sonho de uma vitória retumbante é impossível de concretizar".

"Começa agora nova dor de cabeça para o Governo: regulamentar os dois setores, sem preconceitos, dando a primazia ao consumidor. Ontem, o Governo governou, convém não causticar a contraparte", antevê ainda.

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