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"Compromissos da Esquerda chegam para pôr PS no Governo"

O sociólogo Carvalho da Silva considera que os compromissos assumidos pelos partidos de esquerda são suficientes para colocar o PS no Governo e pôr em prática políticas de equilíbrio no plano social, que combatam as desigualdades e reponham os direitos.

"Compromissos da Esquerda chegam para pôr PS no Governo"

"Há um conjunto de compromissos [assumidos pelos partidos de esquerda], que são suficientes para que haja um governo do Partido Socialista, que reponha políticas de equilíbrio no plano social, de combate às desigualdades e à pobreza e que evite que as medidas [de austeridade] impostas como transitórias se tornem na normalidade", disse o ex-sindicalista em entrevista à agência Lusa.

Nas últimas entrevistas dadas à Lusa, Manuel Carvalho da Silva defendeu a necessidade de um entendimento à esquerda, com os necessários compromissos, para retirar a direita do poder e pôr em práticas novas políticas económicas e sociais que assegurem de novo o desenvolvimento do país.

Para o investigador e professor universitário, as eleições legislativas de 04 de outubro resultaram num conjunto de fatores que levaram a essa convergência de esquerda, "sustentada em conteúdos de grande significado para o futuro imediato dos portugueses".

"Estamos perante um cenário concreto, estamos perante uma perspetiva de ter um governo do PS, com o apoio dos partidos de esquerda, em que há uma grande preocupação de resolver os problemas de injustiça e de pobreza e a reposição dos rendimentos tirados a setores da sociedade, que têm direito a eles, a conjugação de esforços que perspetivam linhas novas para o modelos de desenvolvimento do país", considerou.

O ex-líder histórico da CGTP salientou que, nos compromissos assumidos pelos partidos de esquerda, "há um conteúdo muito importante, há um esforço para impedir que as políticas que foram adotadas, em nome de uma emergência que resultou da crise, na área da saúde, educação, segurança social e trabalho, não se transformem em normalidade".

Carvalho da Silva considerou ainda relevante a postura assumida por António Costa, antes e depois das eleições, que deixou claro que não apoiaria o programa de governo da direita e que daria prioridade ao diálogo para resolver os problemas das pessoas.

"António Costa teve dois aspetos do seu comportamento que ajudaram neste processo e irritaram a direita e o centro de interesses. Teve uma atitude de tratar das questões de princípios, de dimensão moral e ética, no relacionamento com a sociedade e não com grupos instalados, a que associa uma condução dos processos políticos numa liderança solitária", disse.

Por isso, o académico considerou que um governo do PS, com o apoio da esquerda vai promover o necessário diálogo na sociedade.

"É preciso na sociedade um diálogo e entendimento contínuo, porque isso revitaliza a democracia portuguesa", defendeu, acrescentando que "um governo destes só tem futuro se tiver coragem e determinação".

Carvalho da Silva considerou que um governo do PS, apoiado pela esquerda, deve dar prioridade a políticas que promovam uma produção de bens e serviços sustentada na educação, formação e investigação científica e uma melhor distribuição da riqueza. Mas reconheceu que a maior dificuldade para as concretizar é "a falta de capacidade de libertar mais fundos para o investimento no desenvolvimento do país".

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