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Coligação deve manter-se se "está satisfeita com porcaria feita"

O capitão de Abril Vasco Lourenço afirmou hoje que, se PSD e CDS-PP estiverem "satisfeitos com a porcaria que têm feito", devem continuar juntos, acrescentando não perceber se os dois partidos do Governo acreditam numa "votação maioritária" nas legislativas.

Coligação deve manter-se se "está satisfeita com porcaria feita"

Vasco Lourenço descia hoje a avenida da Liberdade, desde o Marquês de Pombal até ao Rossio, em Lisboa, onde decorre a tradicional marcha do 25 de Abril que junta milhares de pessoas, nesta artéria central da capital.

O PSD e o CDS-PP anunciaram hoje que vão fazer uma declaração conjunta ao país, sem no entanto adiantarem qual o motivo da declaração, um anúncio que surge cerca de uma semana depois de o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ter afirmado que "muito antes do verão", os dois partidos iriam esclarecer a questão da coligação para as próximas eleições.

Questionado sobre esta possibilidade, o também presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço, criticou a decisão e também o momento em que ela surge: "Problema deles. Se eles acharem que estão satisfeitos com a porcaria que têm feito ao longo destes anos no Governo, então que continuem juntos e que continuem a fazer asneiras", disse.

"É um problema da sociedade portuguesa, é um problema português, mas infelizmente é o que temos. Não percebo como é que, depois de tantas asneiras que fizeram ao longo destes quatro anos no Governo, ainda digam que têm hipótese de ter uma votação maioritária. Mas deixem-nos sonhar, o sonho é livre", acrescentou Vasco Lourenço.

Já quanto ao dia escolhido para fazer a comunicação conjunta, quando se cumprem os 41 anos da Revolução dos Cravos, Vasco Lourenço disse apenas que "há muita gente que tenta explorar o 25 de Abril de muitas maneiras, até aqueles que são na prática e no dia-a-dia contra o 25 de Abril", sublinhando, porém, que "a liberdade em Portugal existe" e, por isso, "são livres de o fazer".

Vasco Lourenço entende que, atualmente, há "muito mais desencanto", porque, em 1974, "as pessoas acreditaram" e "a sociedade portuguesa avançou extraordinariamente no seu desenvolvimento" e "agora [as pessoas] estão desiludidas com estas políticas".

"Quem está no poder dá a sensação que está a comportar-se como os herdeiros dos que foram vencidos no 25 de Abril, está numa senda vingativa a tentar destruir tudo o que tem que ver com o 25 de Abril", lançou.

O capitão de Abril foi também questionado sobre a proposta avançada pelo PSD/CDS e pelo PS com regras para a cobertura noticiosa em período eleitoral, considerando que "é incompreensível como no Portugal de Abril, passados 41 anos, haja ideias desse tipo".

"Pôr essa hipótese é absolutamente incompreensível. Ainda por cima, parece que foi uma deputada do PS. Deve estar tudo louco! Sou totalmente contra essa hipótese, independentemente de muitas vezes estar em desacordo com a atuação dos órgãos de comunicação social. Agora liberdades... por amor de Deus", rematou.

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