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"Já não há atividade governativa a não ser sessões de propaganda"

No seu espaço semanal de opinião no jornal Público, José Pacheco Pereira teceu duras críticas à política nacional, considerando-a uma "propaganda” do Executivo de Pedro Passos Coelho.

"Já não há atividade governativa a não ser sessões de propaganda"

José Pacheco Pereira vê a política nacional como uma onda de propaganda. Num artigo de opinião assinado no jornal Público, o historiador diz que “já não há verdadeiramente uma atividade governativa a não ser sessões de propaganda, umas a seguir às outras”.

Pacheco Pereira dá alguns exemplos do que chama de “avolumar de propaganda eleitoral do Governo”, mas não deixa de criticar a postura dos órgãos de comunicação nacionais no que toca ao destaque político dado, acusando-os de “muito pouco seletivos na cobertura”. Mas este não é um mal dos dias de hoje. “Já não é de agora”, diz, referindo que a “propaganda tem eco” e que “Sócrates tinha idêntico modus operandi”.

“No meio disto tudo”, continua, “o principal partido de oposição responde com os mais pífios cartazes que é possível ter, umas coisas delicodoces com velhinhos abraçados e uns jovens muito alegres, limpinhos e saudáveis a divertir-se com conta, peso e medida. Da próxima vez espero que coloquem gatinhos e os ursos de peluche”.

“O retrato que é feito de Portugal nestas reuniões de propaganda é espantoso e merecia toda a história de ‘O Rei Vai Nu’. Porém, já há muitos poucos miúdos irreverentes e os que, desesperados perante as falsificações governamentais, gritam por todo o lado que as glórias vestes do poder não existem e são tratados como uns radicais cansativos que deviam ‘aprender’ com o Syriza que não há alternativa”, escreve.

O comentador político volta a recorrer ao exemplo da história de ‘O Rei Vai Nu’ para espelhar uma “oligarquia” que existia em Portugal, que “mandava em tudo” e que “caiu do seu trono, sendo substituída pela encarnação dos portugueses ‘libertados’ do julgo dos interesses, a quem não querem chamar ‘povo’, mas que é o mais próximo da encarnação do conceito maurrasiano do ‘país real’: os jovens ‘empreendedores’, os empresários, os exportadores, os não-piegas”.

No final do seu longo texto, Pacheco Pereira critica ainda a “oligarquia dos poderosos” que “caíram na desgraça”, falando, aqui, do BES e da Portugal Telecom, os “donos disto tudo, em conluio com os socialistas corruptos, cujo mais recente líder está na cadeia (…), os oligarcas da opinião, veja-se Marcelo, os antigos PSD que ainda acham que são sociais-democratas e, de um modo geral, os ‘velhos do Restelo’ que desconfiam da regeneração moral portas-passista.

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