"Vou-lhe responder desta forma, meio irónica: nós temos tido um mês de agosto com tantas notícias más, tantas notícias más. Nada como uma afirmação desse tipo, para nós nos rimos um pouco", disse Paulo Raimundo, que falava à Lusa após participar num comício da candidatura da CDU em Paredes.
"Porque de facto dá-nos uma vontade de rir, e no meio de tantas notícias dos incêndios, das consequências, da devastação, sempre há alguma coisa que nos anime nesta 'silly season' de agosto", ironizou.
Enquanto intervinha na "Universidade de Verão do PSD", uma iniciativa de formação de jovens quadros do partido que se realizou em Castelo de Vide (Portalegre), o Presidente da República falou sobre o novo equilíbrio geopolítico e de uma "coisa peculiar e complexa" sobre Donald Trump.
"O líder máximo da maior superpotência do mundo, objetivamente, é um ativo soviético, ou russo. Funciona como ativo", declarou.
O Presidente da República sublinhou que a relação entre o republicano Donald Trump e o homólogo russo, Vladimir Putin, não se trata de "uma aliança baseada na amizade, na cumplicidade económica, ideológica ou doutrinária".
"Estou a dizer que, em termos objetivos, a nova liderança norte-americana tem favorecido estrategicamente a Federação Russa", sustentou.
Hoje, em reação às afirmações de Marcelo Rebelo de Sousa, o ministro dos Negócios Estrangeiros rejeitou comentar mas assinalou que a política externa cabe ao Governo e é assim que deve ser interpretada a posição portuguesa.
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