O candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo comentou, esta sexta-feira, as celebrações dos 50 anos do 25 de Novembro, no âmbito do qual o Governo aprovou a criação de uma comissão para as celebrações.
Em declarações aos jornalistas no Algarve, Gouveia e Melo considerou a "data importante, embora o 25 de Abril, tenha outra dimensão, que foi a queda de um regime com quase 50 anos".
"O 25 de Novembro foi a correção de uma trajetória que poderia ter sido outra vez uma trajetória para uma ditadura de esquerda e acho que devemos dar importância às duas datas", apontou, ressalvando que a data de 25 de Abril "tem mais relevância".
"Uma não vive sem a outra. Sem o 25 de Novembro se calhar não teríamos a democracia que temos hoje", concluiu.
Durante a sua intervenção na Fatacil - Feira de Artesanato, Turismo, Comércio e Indústria de Lagoa, Gouveia e Melo críticas ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerando que este fez "comentários pessoais" quando considerou que o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, atuava como um "ativo russo".
"Quem faz a política externa do Estado português é o Governo. Qualquer pessoa que esteja investida no lugar da Presidência - portanto, o Presidente da República - não deve fazer comentários pessoais porque representa o Estado Português", justificou.
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