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25 de Novembro: As comemorações chegam 'após' 50 anos... Como?

O Conselho de Ministros aprovou hoje a criação de uma comissão para promover e organizar as celebrações do 50.º aniversário da operação militar do 25 de Novembro de 1975, anunciou o ministro da Defesa Nacional.

25 de Novembro: As comemorações chegam 'após' 50 anos... Como?

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Lusa com Notícias ao Minuto
28/08/2025 20:06 ‧ há 6 horas por Lusa com Notícias ao Minuto

Entre medidas na Educação, Ambiente e também destinadas aos agricultores, o Governo deu esta quinta-feira um passo em direção às celebrações dos 50 anos do 25 de Novembro de 1975.

 

No briefing, o Ministro da Defesa, Nuno Melo, anunciou a criação de uma comissão organizadora composta por nove elementos, considerando que com esta 'luz verde' se cumpria o anúncio que foi feito há cerca de um ano.

"Temos consciência de que 25 de Novembro devolveu ao 25 de Abril o seu propósito originário", referiu ainda.

25 de Novembro, Cidadania e Vinho: As medidas do Conselho de Ministros

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Da Agricultura à Educação, passando pelo Ambiente pela Defesa, foram várias as medidas que foram aprovadas esta quinta-feira em Conselho de Ministros: há apoios para agricultores, apoios para docentes e também pormenores acerca das reuniões com os partidos com 'vista' ao Orçamento do Estado.

Ana Teresa Banha com Lusa | 15:19 - 28/08/2025

Como vais ser composto este grupo?

Nuno Melo detalhou que esta comissão será constituída por nove elementos, entre os quais um presidente designado pelo Ministério da Defesa e três vice-presidentes designados pelo presidente da Assembleia da República depois de ouvidos os partidos com assento parlamentar.

Farão também parte da comissão um representante designado pela ministra da Cultura, o diretor-geral de Política de Defesa Nacional, o presidente da Comissão Portuguesa de História Militar, um representante da Sociedade Histórica da Independência Nacional e um representante da Associação de Comandos.

Nuno Melo considerou que a composição desta comissão assegura a "transversalidade e natureza apartidária" da estrutura.

Os trabalhos desta comissão começam em novembro e estarão concluídos em maio de 2026 para que, explicou o ministro da Defesa, datas que "só foram possíveis pelo 25 de Novembro" possam ser "suficientemente assinaladas".

Nuno Melo assegurou  que esta comissão não colidirá com a organizadora dos 50 anos do 25 de Abril, e adiantou que o preâmbulo do diploma que aprova a estrutura prevê, inclusive, que haja uma diálogo com a comissão do cinquentenário da Revolução dos Cravos "para que tudo seja articulado".

O 25 de Novembro, as comemorações (e a razão de serem 'só' agora)

Em 2024, a Assembleia da República assinalou a data pela primeira vez com uma sessão solene que seguiu o modelo da cerimónia dos 50 anos do 25 de Abril, depois de o CDS ter apresentado um projeto de resolução que recomendava a organização anual de uma sessão para celebrar a efeméride.

Das dezenas de entidades que foram convidadas para esta cerimónia, a Associação 25 de Abril e antigos membros do Grupo dos Nove declinaram o convite, considerando que a data está a ser deturpada e não pode ser equiparada ao 25 de Abril.

No dia 25 de Novembro de 1975, cerca de mil paraquedistas da Base Escola de Tancos ocuparam o Comando da Região Aérea de Monsanto e seis bases aéreas, ato que o Grupo dos Nove - grupo de militares da ala moderada do Movimento das Forças Armadas - considerou o indício de que poderia estar em preparação um golpe de Estado pela chamada esquerda militar.

A tentativa de sublevação daquelas unidades militares, conotadas com setores da extrema-esquerda, foi travada por um dispositivo com base no regimento de comandos da Amadora, sob a direção do então tenente-coronel Ramalho Eanes, futuro Presidente da República.

Ao fim da tarde, o então Presidente da República, Francisco da Costa Gomes, decretou o estado de sítio na região de Lisboa, e a situação foi controlada pelos militares afetos ao Grupo dos Nove no MFA.

Os acontecimentos do 25 de Novembro de 1975 tiveram ao longo de décadas várias versões e provocaram divisões sobre as responsabilidades de cada um dos atores e sobre quem deu o primeiro passo.

Leia Também: 25 de Novembro, Cidadania e Vinho: As medidas do Conselho de Ministros

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