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"Arrogância" da AD foi "derrotada" e Montenegro "não percebeu o sinal"

Pedro Nuno Santos considera que o resultado das Europeias mostra que o eleitorado quer uma Assembleia da República mais dialogante, mas acredita que o primeiro-ministro "não percebeu o sinal que os portugueses quiseram dar".

"Arrogância" da AD foi "derrotada" e Montenegro "não percebeu o sinal"

O secretário-geral do Partido Socialista (PS), Pedro Nuno Santos, apelou hoje ao reforço do diálogo na Assembleia da República por acreditar que é isso que dita o resultado das eleições Europeias, que deram uma ligeira vantagem ao seu partido.

À margem das comemorações do 10 de Junho, em Pedrógão Grande, o líder da oposição voltou a falar nos resultados eleitorais, depois de já ter defendido que a vitória do PS nas Europeias foi "mais expressiva do que a vitória que o Governo teve em março".

"No dia 10 de março, o PSD comemorou e nós assumimos a nossa posição de oposição. Eu estou a falar da atitude na governação que ignora o Parlamento, que ignora a oposição, essa atitude de arrogância é que foi derrotada nas eleições [Europeias], não haja a menor dúvida disso", apontou.

Questionado sobre o facto de a vantagem ter sido mínima, assim como tinha sido a da Aliança Democrática nas Legislativas, Pedro Nuno ressalvou que os resultados surgem após dois meses de governo, sugerindo que demonstram que o eleitorado quer mais diálogo do Executivo com os restantes partidos.

"Nós ganhamos eleições, não me vai pedir para ficar triste por ter ganho as eleições, ainda para mais três meses depois de termos perdido umas, dois meses depois deste Governo ter tomado posse, sem desgaste da governação, com anúncios de dois em dois dias, tem uma derrota nas eleições. Quer que eu fique triste?", questionou.

Sobre essa necessidade de diálogo, o líder da oposição diz que a "responsabilidade não é igual", mas lembra que o PS já resolveu "alguns problemas que o Governo não conseguiu resolver, e que o PSD não conseguiu resolver, começando pela eleição do Presidente da Assembleia da República".

Defendendo que "não há nenhuma razão para o PS e para os outros partidos não dialogarem mais", Pedro Nuno Santos reconheceu que tem de haver "cedências", mas considera que Luís Montenegro "não percebeu o sinal que os portugueses quiseram dar" ao se expressarem nas urnas este domingo.

Leia Também: Europeias? "Vitória mais expressiva do que a que o Governo teve em março"

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