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"Eleição europeia é para despachar quem não conseguiu dar provas?"

O ministro da Presidência, Leitão Amaro, questionou hoje se as eleições europeias são "um caminho para despachar quem não conseguiu dar provas" em Portugal no anterior governo socialista.

"Eleição europeia é para despachar quem não conseguiu dar provas?"
Notícias ao Minuto

15:35 - 30/05/24 por Lusa

Política Europeias

Ao intervir durante um almoço da candidatura da AD nas Caves de Coimbra, Leitão Amaro aludiu à "herança pesada" deixada pelo PS e contou que às vezes se pergunta "se uma das revelações da lista do PS não é quem enviaram nas listas para a Europa" por perceberem que não eram capazes de governar em Portugal.

No seu entender, entre as "maiores falhas" e os "maiores desastres na governação socialista estão seguramente a política de saúde e a política de migrações e ambas estão à frente da lista do PS".

"Então a eleição europeia é um caminho para despachar quem não conseguiu dar provas, afinal, em solo nacional?", perguntou o governante, numa alusão a Marta Temido e a Ana Catarina Mendes, ex-ministras da Saúde e dos Assuntos Parlamentares, respetivamente.

António Leitão Amaro lembrou que "só passaram 60 dias" do atual Governo e que, quem governou durante 3.050 dias "não conseguiu nem por casas a fazer, nem decidir um aeroporto".

"Aliás, decidiu três e depois não decidiu nenhum. Em 60 dias decidimos a localização do aeroporto, a realização da terceira travessia do Tejo. Vejam a diferença", frisou.

O governante considerou que "a grande revelação destas semanas" é que "os partidos à esquerda e à direita já não estão em lado nenhum, estão juntos onde interessar".

"Juntos entre si, PS e Chega, em coligação negativa, apenas preocupados com uma coisa: não nos deixar governar e transformar a vida dos portugueses para melhor, tentarem eles próprios chegar ao poder, apesar de os portugueses não os terem escolhido para isto", alertou.

Segundo Leitão Amaro, se, por um lado, "o cabeça de lista da direita radical não sabe em qual das direitas radicais se vai sentar", por outro, o partido renuncia "ao mais básico dos seus compromissos eleitorais".

"O que é que vemos a cada semana na Assembleia da República? Ao lado de quem é que vota o PS? Ao lado do Chega. Ao lado de quem é que vota o Chega? Do PS", sublinhou.

Assim sendo, defendeu que só a AD "dará um voto certo da Europa, moderado, reformador, empenhado no processo europeu".

Ao iniciar o discurso no almoço comício em Coimbra, vendo o entusiasmo dos presentes, Leitão Amaro mostrou-se confiante em que a AD ganhará "não apenas no dia 09", mas já no dia 02.

"Há muita gente a votar já neste domingo e muitas mais ainda o podem fazer. Não esqueçamos nunca de apelar ao voto", pediu.

[Notícia atualizada às 18h09]

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