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PSD e CDS consideram que plano do Governo aumenta eficiência do SNS

PSD e CDS consideram hoje que o plano de emergência do Governo vai aumentar a eficiência do Serviço Nacional de Saúde (SNS), melhorar a resposta aos utentes e valorizar os profissionais deste sistema, afastando preconceitos ideológicos.

PSD e CDS consideram que plano do Governo aumenta eficiência do SNS
Notícias ao Minuto

16:42 - 29/05/24 por Lusa

Política Saúde

Estas posições foram transmitidas pelos deputados Miguel Guimarães (PSD) e João Almeida (CDS-PP), depois de o primeiro-ministro, Luís Montenegro, ter apresentado o programa de emergência para a saúde, numa intervenção em que disse que com este plano se pretende esgotar os recursos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) até ao limite, embora conte também com os setores social e privado de forma complementar.

Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, o chefe do executivo afirmou que o "Governo não faz da gestão da área da saúde uma questão ideológica", que o SNS é a base do programa, mas quando a sua capacidade se esgotar os "cidadãos não podem ficar privados do acesso aos cuidados de saúde".

Perante os jornalistas, Miguel Guimarães, ex-bastonário da Ordem dos Médicos, manifestou a convicção de que o plano apresentado pelo executivo, "que é extenso, vai nos próximos meses melhorar os cuidados de saúde em Portugal, sobretudo em termos de acesso para os mais idosos e em relação à segurança e tranquilidade para as grávidas quando estão para ter os seus bebes".

"É um plano novo, com algumas ideias estruturantes e que constituirá o início de uma grande reforma para a saúde", sustentou Miguel Guimarães, antes de realçar outro aspeto inerente ao programa agora apresentado pelo executivo.

"Sempre que a capacidade do SNS estiver esgotada, obviamente não haverá qualquer estigma em utilizar os setores social e privado para que os cidadãos não fiquem à espera durante meses para terem uma consulta ou serem operados", declarou.

Ainda de acordo com Miguel Guimarães, o plano de emergência do Governo "contém já algumas medidas estruturantes".

"Este plano procura em primeiro lugar responder às pessoas e valorizar os nossos profissionais de saúde", acentuou.

Para o ex-bastonário da Ordem dos Médicos, "a primeira medida deste programa reforça o SNS, tornando-o mais forte a nível global, e possui o objetivo no sentido de que tenha uma resposta mais adequada às necessidades da população".

Miguel Guimarães apontou "medidas que aumentarão eficiência do SNS e a sua resposta em várias áreas, desde os cuidados primários, passando pela saúde mental, até à questão fundamental do acesso a consultas, a cirurgias, a meios complementares de diagnóstico e ao funcionamento do serviços de urgência e de emergência médica".

Já o deputado do CDS-PP João Almeida destacou "a dinâmica com que o atual Governo iniciou funções, já que, em pouco mais de um mês, apresentou soluções para a habitação, jovens, professores e o novo aeroporto de Lisboa, além de ter apresentado propostas para baixar impostos".

"Na saúde, o Governo apresentou agora medidas dentro do prazo que tinha definido, ou seja, em 60 dias de governação. O plano responde aos problemas das urgências, das grávidas e das crianças. E responde a doenças oncológicas ou de saúde mental, mas também ao acesso a médicos de família", advogou João Almeida.

Na perspetiva do CDS-PP, "o Governo está não só a responder a questões imediatas, mas, também, a problemas estruturais".

"É muito importante que este plano seja virado para o doente e não para a ideologia. A preocupação central é com as pessoas e não com questões político-partidárias", realçou João Almeida.

O dirigente do CDS-PP recusou que se esteja agora a seguir uma linha de privatização, contrapondo que se assiste "a uma valorização do SNS, dando-lhe toda capacidade de responder com os meios que tem e com os meios em que será reforçado".

"Haverá uma resposta que será complementada com os setores social e privado. É virar a política para o cidadão e não para a ideologia", acrescentou.

Leia Também: Plano de emergência da Saúde "é reconhecimento que o SNS chegou ao fim"

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