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Chega quer "derrotar PS" em eleição que é "1.º degrau" para legislativas

O líder do Chega, André Ventura, traçou hoje como objetivo "derrotar o PS" nas europeias de 09 de junho e considerou que estas eleições são um "primeiro degrau" para as próximas legislativas.

Chega quer "derrotar PS" em eleição que é "1.º degrau" para legislativas
Notícias ao Minuto

22:11 - 28/05/24 por Lusa

Política Eleições Europeias

O Chega realizou hoje um comício em Santo Estêvão, no concelho de Tavira (distrito de Faro), no qual não participou o cabeça de lista, António Tânger Corrêa, que ficou em Lisboa a participar no debate televisivo entre os candidatos dos partidos com assento parlamentar.

Discursando praticamente à hora a que começou o debate, o presidente do Chega falou da candidata do PS, a antiga ministra da Saúde Marta Temido, dizendo que "cobria a cara de vergonha" se escolhesse um cabeça de lista alguém "responsável pelo estado caótico da saúde que o Algarve tanto tem sentido".

"Se Marta Temido tivesse um pingo de vergonha, ela que saiu do ministério porque morreu mais uma pessoa às portas do Serviço Nacional de Saúde, não se apresentava a estas eleições. Mas eles apresentam-na, cabe-nos a nós derrotá-los", afirmou André Ventura.

"Temos de derrotar o PS nestas eleições europeias, é o símbolo de tudo contra o qual nós lutamos", insistiu, deixando um apelo: "Eu peço-vos que não fiquem em casa, não acreditem que estas eleições são menos importantes, porque elas serão o primeiro degrau daquilo que ditará a nossa vitória numa legislativas".

Aproveitando estar no Algarve, região na qual o Chega foi o partido mais votado nas últimas eleições legislativas, André Ventura recusou a ideia de que este resultado tenha sido "um epifenómeno, uma coisa localizada" e considerou que o partido tem de mostrar isso mesmo, atirando a uma vitória nas eleições para o Parlamento Europeu de 09 de junho.

"O nosso crescimento nas últimas eleições de 10 de março foi o prelúdio do que será a nossa vitória legislativa. O Chega precisa que antes de vencermos as eleições legislativas, que cedo ou tarde acontecerão, temos de vencer as eleições europeias".

Criticando os comentadores políticos, André Ventura disse aos presentes para não se preocuparem "com o que eles dizem nas televisões e nas crónicas que escrevem nos jornais que já ninguém lê".

"Agora percebemos que eles estão todos comprados elo PS e o PSD. Se é assim só temos de fazer o nosso caminho até ganhar estas eleições", afirmou.

O presidente do Chega apontou depois baterias ao Governo, considerando que "é uma desilusão".

Falando do acordo celebrado com a Ucrânia no dia em que o Presidente Zelensky esteve em Lisboa, André Ventura afirmou que "uma vez o Governo fez disto grande pompa e circunstância, um acordo de 126 milhões de euros para apoiar a Ucrânia, quando já se tinha comprometido com cerca de 100 milhões de euros há uns meses".

"Não é muito diferente do que fizeram com o choque fiscal. Ia haver um grande choque fiscal, todos íamos sentir, e depois esse choque fiscal era dois cafés que íamos sentir no nosso salário", criticou.

Ventura aproveitou também para deixar um recado ao primeiro-ministro e líder do PSD.

"Tal como nós não cedemos na luta contra a corrupção, não temos medo da chantagem, da ideia de que vamos ser penalizados, da ideia de que podemos estar a aliar-nos com os outros para aprovar medidas contra o Governo", garantiu.

"Doutor Luís Montenegro, nunca se esqueça disto, este partido pode ter momentos de vitoria e de derrota, mas nunca em caso algum venceremos os nossos princípios e é com isto que vamos para a vitória nestas eleições", acrescentou.

O presidente do Chega voltou também ao tema das eleições na Madeira, para afirmar que "por mais que façam chantagem com instabilidade política", o Chega "nunca dará a mão à corrupção", numa referência ao líder do PSD/Madeira, Miguel Albuquerque. E acusou o PS de ser "um abutre" por ter tentado encontrar uma alternativa com o JPP para o governo regional.

[Notícia atualizada às 23h11]

Leia Também: Eleições na Madeira. "Miguel Albuquerque não é solução, é problema"

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