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Catarina Martins acusa Bugalho de cinismo sobre direitos das mulheres

A cabeça de lista do BE às eleições europeias acusou hoje o candidato da Aliança Democrática (AD), Sebastião Bugalho, de manifestar confusão e cinismo quanto aos direitos das mulheres, num discurso no qual também deixou críticas à socialista Marta Temido.

Catarina Martins acusa Bugalho de cinismo sobre direitos das mulheres
Notícias ao Minuto

22:08 - 27/05/24 por Lusa

Política Eleições Europeias

No primeiro jantar-comício da campanha oficial para as eleições europeias de 09 de junho, Catarina Martins dedicou uma boa parte do seu discurso aos direitos das mulheres, considerando que este é "o grande debate" deste sufrágio.

"Quando Sebastião Bugalho diz que se levantará para defender os direitos das mulheres, nós sabemos que este é o cinismo de quem se está a querer sentar ao lado da extrema-direita, com quem a sua candidata a presidente da Comissão Europeia [Úrsula Von der Leyen] já está a negociar a comissão e os cargos oficiais. Quem se senta na direita ao lado da extrema-direita não se levanta pelos direitos das mulheres", acusou.

Catarina Martins exigiu "absoluta clareza" aos candidatos nestas eleições europeias sobre o que vai dizer quando estiverem em causa os direitos das mulheres na União Europeia (UE).

"E quem se engasga, quem evita questões, quem se atrapalha com a questão, quem faz confusão, não merece a nossa confiança. Aqui estamos para dizer a Sebastião Bugalho que o direito à Interrupção Voluntária da Gravidez não é uma questão difícil, é uma questão fácil: ou as mulheres são respeitadas, ou não são respeitadas. Sebastião, é só confusão", acusou.

A candidata às europeias e antiga coordenadora bloquista criticou ainda PSD e CDS-PP por terem considerado que "aborto não devia estar na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia".

"Quando alguém nos diz que se levantará para evitar qualquer recuo nos dizemos não, nós estamos aqui para nos levantarmos para avanços. Porque está tudo por fazer, levantamo-nos pelos avanços", apelou.

Catarina Martins deixou também críticas à cabeça de lista do PS, Marta Temido, referindo que "foram aprovadas novas regras para a governação económica que retiram aos estados-membros [da União Europeia] mais capacidade para investir onde é preciso como os serviços públicos".

"Marta Temido do PS diz que estamos equivocados que as regras de governação económica até estão boas porque dão flexibilidade. Esqueceu-se o PS de explicar que no pacote de governação económica que negociou na UE com a direita, a única flexibilidade é da Comissão Europeia que terá flexibilidade como nunca para impor regras aos países sobre como e quando gastam o seu dinheiro", defendeu.

O mesmo argumento foi defendido por Sebastião Bugalho, afirmou, aproveitando para deixar um novo recado ao candidato da AD: Diz Bugalho que as regras a Portugal não se aplicam desde que Portugal cumpra as metas do défice. Que confusão, Sebastião. Enquanto a dívida pública portuguesa estiver acima dos 60% do Produto Interno Bruto (PIB) a Comissão Europeia vai dizer e sim como é que Portugal gasta e onde gasta".

Catarina Martins considerou que esta é também uma campanha de uma "aliança de feministas" e elogiou a candidata 'número quatro' do BE Paula Cosme Pinto nestas europeias, que antes tinha defendido que os corpos das mulheres "não podem continuar a ser campos de batalha".

Também o líder parlamentar do BE, Fabian Figueiredo, criticou a recuperação "de uma certa jurisprudência" que defende que a IVG provoca "um conflito entre dois direitos".

"Eu já não ouvia isto desde a campanha pela legalização do aborto em 2007. É mentira, é conversa de 'chacha', é conversa de quem tem problemas em assumir que queria mandar mulheres para a prisão pelo aborto. O aborto não se proíbe, a única coia que se proíbe é o aborto seguro. O único conflito que existe é entre a segurança e a insegurança das mulheres, esse é o único que existe. Era bom que a Aliança Democrática o soubesse", criticou, numa crítica a Sebastião Bugalho.

Leia Também: "Quem afinal não consegue governar sem a extrema-direita é o PS"

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