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Chega reitera críticas a proposta de IRS. "Está a beneficiar mais ricos"

Ventura salientou, contudo, que "nunca" inviabilizará "propostas que desçam os impostos aos portugueses".

Chega reitera críticas a proposta de IRS. "Está a beneficiar mais ricos"
Notícias ao Minuto

16:30 - 20/04/24 por Notícias ao Minuto

Política CHEGA

O líder do partido de extrema-direita Chega, André Ventura, comentou, este sábado, as medidas de redução do IRS anunciadas pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, tendo sublinhado não fazer sentir que a proposta beneficie "os mais ricos".

"O Governo não o quer fazer [o orçamento retificativo] e quer dizer que está a fazer um grande choque fiscal que, na verdade, é uma desilusão fiscal", começou por expor o responsável, em declarações à imprensa, à margem do 17.º Conselho Nacional do partido.

Ventura salientou, contudo, que "nunca" inviabilizará "propostas que desçam os impostos aos portugueses", ainda que tenha apontado que "isto é uma desilusão".

"Não é só o Governo que tem iniciativa, a oposição também tem. Neste caso, nem sequer há uma maioria de nenhum partido. Acho que os partidos que têm ou que podem construir maiorias, como é o caso do Chega, do PSD e do PS, têm o dever de dizer aos portugueses que isto não serve, que está a beneficiar os mais ricos, e que devíamos beneficiar a classe média e os mais pobres", disse.

E continuou: "Também não é impossível que o Chega viabilize a proposta de outros partidos se isso significar que a classe média vá pagar menos impostos e que os que têm menos vão pagar menos impostos. O que não aceito é que em Portugal, ao fim de tantos anos da classe média a sofrer com esta política fiscal, tenhamos um conjunto de medidas fiscais que vão beneficiar quem ganha mais."

O líder de extrema-direita adiantou, por isso, que na proposta do partido, que será apresentada na segunda-feira, "quem ganha até 1.500 euros vai ter um alívio fiscal muito significativo".

Sublinhe-se que o Conselho de Ministros aprovou na sexta-feira a proposta que reduz as taxas do IRS até ao 8.º escalão, anunciou o primeiro-ministro, indicando que a medida perfaz um total de redução do imposto de 1.539 milhões de euros face a 2023.

"Foi aprovada uma proposta de lei que será ainda hoje remetida à Assembleia da República" com uma "diminuição das taxas em sede de IRS até ao 8.º escalão de rendimentos", disse Luís Montenegro no final do Conselho de Ministros, em Lisboa.

O primeiro-ministro afirmou ainda que esta "diminuição estimada pelo Governo tem um valor global que perfaz face a 2023 uma redução de 1.539 milhões de euros".

Leia Também: IRS? Chega critica "remendo fiscal" (e vai apresentar "alívio real")

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