Meteorologia

  • 22 MAIO 2024
Tempo
22º
MIN 13º MÁX 22º

Troika: PSD tem orgulho ou foi obrigado? "Pessoas sabem no que acreditar"

O porta-voz do Livre desafiou hoje as lideranças do PSD a decidirem se "foram obrigadas a fazer o que fizeram" durante o período da 'troika' ou "se tiveram orgulho" e salientou que à Esquerda "as pessoas sabem no que acreditar".

Troika: PSD tem orgulho ou foi obrigado? "Pessoas sabem no que acreditar"
Notícias ao Minuto

18:14 - 02/03/24 por Lusa

Política Eleições

"O PSD e as lideranças históricas do PSD têm de decidir afinal o que é que querem. Se é dizer que foram obrigadas a fazer o que tiveram de fazer durante a 'troika' ou se têm orgulho no que fizeram durante a 'troika', se quiseram ir além da 'troika'", desafiou Rui Tavares.

O cabeça-de-lista por Lisboa e deputado único do Livre falava aos jornalistas numa ação de campanha em Algés, no concelho de Oeiras, após ser questionado sobre as declarações do antigo presidente da Comissão Europeia Durão Barroso, que defendeu na sexta-feira à noite que o PSD e o CDS-PP não têm de pedir desculpa, mas ter orgulho no que fizeram no Governo "com sentido patriótico" no período da "troika", entre 2011 e 2014.

Acompanhado pelo conselheiro de Estado e antigo candidato presidencial em 2016, António Sampaio da Nóvoa, que hoje participou nesta ação de campanha, Rui Tavares salientou que "as pessoas olhando à esquerda sabem em que é que podem acreditar".

"Uma esquerda que é crítica da austeridade que foi muito mal imposta pela União Europeia nessa altura", recordou.

Tavares recuou a esse período para deixar críticas à governação PSD/CDS e afirmou que, "entre 2011 e 2015, a direita dizia que o principal problema de Portugal eram os salários demasiado altos".

"Na altura, a insistência era que a nossa vantagem comparativa era vender mais barato o trabalhador português. E quem dizia que não, que era preciso valorizar as pessoas, conhecimento e território, na altura, era bastante mal-tratado", criticou.

O historiador apontou ainda que, durante o período no qual foi eurodeputado (entre 2009 e 2014), recebeu "diplomatas de outros países da União Europeia preocupados por o Tribunal Constitucional ser uma força de bloqueio", salientando que "quem lhes dizia isso era o próprio governo português" - na altura liderado por Pedro Passos Coelho.

"Quando falamos desta necessidade de ter bem firme e bem juntos os nossos contratos democrático, social e ambiental, é disto que estamos a falar. Ainda há poucos anos a direita andava a contribuir para deslaçar este contrato", frisou.

O Livre deslocou-se hoje até ao Parque Urbano de Miraflores, no concelho de Oeiras, para alertar "contra atentados ao ambiente e ao bom urbanismo e ordenamento do território".

Perante um empreendimento robusto, junto ao jardim, a vereadora independente Carla Monteiro, eleita pela coligação Evoluir Oeiras, que junta Livre, BE e Volt Portugal, explicou aos jornalistas que esta urbanização "está a ser construída em pleno leito de cheias da ribeira de Algés".

"É um empreendimento que está a cortar aquilo que é um parque urbano que conseguia ter uma ligação com Monsanto aqui mesmo ao lado e que, neste momento, cria aqui uma barreira visual e não só. É um empreendimento que tem uma série de questões que estão a ser investigadas no Ministério Público precisamente por questões ligadas a excesso de construção, além do que é permitido e incumprimento de regulamentos", detalhou.

Também Rui Tavares, ladeado pelo deputado municipal em Oeiras e candidato por Lisboa, Tomás Cardoso Pereira, alertou para um "atentado" e comparou o empreendimento a uma "parede de betão".

"Uma parede de betão que, ainda por cima, não resolve o problema da habitação onde é necessário resolver, que é na classe média baixa. Mais uma vez prédios no segmento de luxo que cortam o parque às pessoas e que tratam o verde urbano dos cidadãos comuns como um luxo", lamentou.

Mais de 10,8 milhões de portugueses são chamados a votar em 10 de março para eleger 230 deputados à Assembleia da República.

A estas eleições concorrem 18 forças políticas, 15 partidos e três coligações.

[Notícia atualizada às 18h27]

Leia Também: Tavares? "Um homem sério". E Montenegro? "Tem o fato, mas não vai vencer"

Recomendados para si

;
Campo obrigatório