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Pedro Nuno Santos? "É um péssimo gestor, um enorme incompetente"

O presidente do Chega acusou hoje o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, de incompetência e considerou que a direita deve deixar-se de "birras" e entender-se para governar em conjunto depois das eleições legislativas de março.

Pedro Nuno Santos? "É um péssimo gestor, um enorme incompetente"
Notícias ao Minuto

19:24 - 18/01/24 por Lusa

Política André Ventura

Referindo-se ao líder socialista como "o menino da gola alta", André Ventura considerou que Pedro Nuno Santos "é um péssimo gestor, um enorme incompetente" e, se governar, vai "gerar o pior país em muitos anos".

O líder do Chega discursava num evento com empresários promovido pelo International Club of Portugal, que decorreu num hotel, em Lisboa.

Apontando que a "direita tem perdido os últimos meses a discutir com o Chega sim ou com o Chega não", o presidente do partido considerou que "isto é mau para o país e para a direita", porque transmite aos eleitores a ideia de que PSD e Chega não serão capazes de se entender após as eleições de 10 de março.

"Agora é o momento que temos de dizer somos diferentes, mas em vez de andarmos com birras todos os dias para um lado e para o outro, temos de dizer 'nós somos diferentes, mas há um compromisso que temos, de governar a seguir ao dia 10 com as condições que os portugueses nos derem", desafiou.

André Ventura defendeu também que PSD e Chega devem mostrar que têm "um plano para governar", mesmo com as diferenças, em vez de andarem "a tentar ver quem tira mais votos um ao outro".

"Ingénuos estamos a ser se fizermos o jogo da esquerda", afirmou, apontando que passa por "alimentar a luta até ao fim da campanha eleitoral entre André Ventura e Luís Montenegro".

O presidente do Chega alertou que, enquanto isso acontece, "o PS tem via verde aberta" para continuar a governar, pois dá aos cidadãos "a ideia que só há uma alternativa, é a esquerda, porque a direita não se entende".

"O que eu quero para o meu país é não perder mais tempo. É haver condições para que a direita tenha uma convergência maioritária para governar o país e dar um ambiente de estabilidade económica, fiscal e empresarial para os próximos anos", salientou.

André Ventura intitulou-se também como "o candidato da responsabilidade", contrapondo com o líder do PSD, por rejeitar acordos de governo com o Chega.

O líder do Chega apontou também que "o grande desafio" da direita é a "sua reorganização" e os responsáveis partidários "não alimentarem o que a esquerda quer, que é as guerras, as armadilhas e os subterfúgios culturais".

Questionado sobre estes apelos a entendimentos com o PSD acontecerem ao mesmo tempo que tem criticado o líder daquele partido, Luís Montenegro, André Ventura respondeu que "era o que falta que em democracia não pudesse criticar", mas salientou que o seu adversário é Pedro Nuno Santos.

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