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Vitória da Direita? "Não será PS a dizer ao Presidente como deve atuar"

Pedro Nuno Santos esteve reunido com o chefe de Estado e, apesar de não ter desvendando os assuntos em cima da mesa, o líder socialista reefriuq eu queria manter um bom relacionamento institucional.

Vitória da Direita? "Não será PS a dizer ao Presidente como deve atuar"
Notícias ao Minuto

16:36 - 10/01/24 por Teresa Banha

Política Pedro Nuno Santos

O novo secretário-geral do Partido Socialista (PS), Pedro Nuno Santos, foi, esta quarta-feira, recebido pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, em Lisboa.

Do encontro, que durou mais de uma hora,  participou também o presidente do PS, Carlos César.

"Tivemos oportunidade de reafirmar a vontade do Partido Socialista e da atual liderança em promover uma boa muita relação com a Presidência da República. Entendemos que é fundamental para  o bom funcionamento da nossa democracia um bom relacionamento entre a liderança do maior partido português e o Sr. Presidente da República", referiu Pedro Nuno Santos.

Em declarações aos jornalistas após a reunião, Pedro Nuno Santos explicou que o partido estava focado em ganhar as eleições legislativas marcadas para 10 de março, "para fazermos Portugal avançar e resolver problemas que ainda persistem na sociedade portuguesa".

"Não será o Partido Socialista a dizer ao Presidente da República como deve atuar, independente dos cenários que surgirem a 10 de março

Questionado sobre se houve episódios do passado em cima da mesa durante o encontro, nomeadamente em relação à TAP ou o diploma sobre a nova localização do aeroporto, o líder socialista foi peremptório: "Tivemos uma boa reunião com o Sr. Presidente da República, mas não queria estar a expor o conteúdo dessa nossa conversa".

Confrontando com um eventual cenário onde a Direita vença as legislativas e o Chega faça parte do Executivo, Pedro Nuno Santos foi ainda questionado sobre se o Presidente deverá impor algumas condições. "Não é nossa - nem minha - intenção estar a dar conselhos sobre a forma como o Presidente da República deve encarar a configuração parlamentar e soluções governativas que podem surgir da configuração parlamentar depois do 10 de março. Estamos focados num único cenário, que não é esse - é mesmo a vitória do Partido Socialista e apresentarmos uma solução de Governo estável ao país", detalhou, rematando sobre este assunto: "Não será o Partido Socialista a dizer ao Presidente da República como deve atuar, independente dos cenários que surgirem a 10 de março".

O líder socialista foi pressionado a 'desvendar' alguns dos temas que foram conversados com Marcelo Rebelo de Sousa, mas confessou apenas que "falaram sobre o país" e sobre a situação política. "Não quer dar detalhes. É muito importante mantermos esta disciplina relativamente àquilo que são conversas entre a liderança do PS e o Presidente da República", insistiu.

Voltando ainda ao fim de semana, quando se realizou o Congresso do PS, Pedro Nuno Santos foi questionado sobre as críticas que existiram. "Os delegados e quem participa no congresso devem falar com toda a liberdade - e fê-lo com toda a liberdade. É assim que funciona um partido aberto e democrático como o Partido Socialista. Temos de separar aquilo que é a opinião individual de militantes, delegados e até dirigentes do PS daquela que é a posição institucional do PS", atirou.

"Ataques" no Congresso do PS? "Apoiantes de Costa estão a prejudicar PNS"

Antigo líder social-democrata lamentou "ajustes de contas" no Congresso Nacional do PS, visando Marcelo Rebelo de Sousa e o Ministério Público. No seu habitual espaço de comentário, Marques Mendes falou ainda sobre a Aliança Democrática, este domingo formalizada.

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O líder socialista considerou ainda que era necessário "relativizar" muitas das leituras que se fazem do relacionamento entre o PS, Governo e a Presidência da República. "É normal que depois de uma convivência tão prolongada que haja diferenças de pontos de vista sobre diferentes matérias. Isso faz parte da vida democrática. Nem é sequer uma característica desta Presidência ou Governo em particular. Ao longo da nossa História tivemos momentos em que Presidentes da República e primeiros-ministros tiveram visões diferentes sobre determinados momentos. Temos de encarar isso com naturalidade e retirar-lhe o peso que alguns têm sistematicamente colocado sobre as relações entre o Presidente da República e o Governo", afirmou.

Da ferrovia às forças de segurança

Pedro Nuno Santos prometeu hoje dar um "novo impulso" à valorização salarial das forças de segurança, na sequência do que já foi feito pelo atual Governo, sem se comprometer com "nenhuma solução em particular".

"O respeito que nós temos para com as forças de segurança é total. A nossa sociedade funciona com o trabalho destes homens e destas mulheres, e o trabalho destes homens e destas mulheres deve não só ser respeitado como valorizado", referiu.

Pedro Nuno promete "novo impulso" à valorização salarial das forças

O secretário-geral do PS prometeu hoje dar um "novo impulso" à valorização salarial das forças de segurança, na sequência do que já foi feito pelo atual Governo, sem se comprometer com "nenhuma solução em particular".

Lusa | 17:56 - 10/01/2024

Pedro Nuno Santos foi ainda questionado sobre o projeto de alta velocidade entre Lisboa e Porto, que foi recuperado e avançou no seu tempo como ministro das Infraestruturas.

Já na terça-feira, a Assembleia da República aprovou, apenas com a abstenção do Chega, um projeto de resolução do PS que recomenda ao Governo que lance o concurso para o primeiro troço da linha de alta velocidade entre o Porto e Lisboa até ao fim de janeiro, que teve votos favoráveis de todos os restantes partidos.

"Este projeto avançou mesmo comigo no Governo. Ele foi apresentado comigo no Governo, foi todo preparado ainda eu era ministro, e continuou os trâmites dentro do Governo, que teriam sempre de ser percorridos. E agora é que há condições para ser lançado o concurso e apresentar a candidatura dentro do prazo", declarou.  

[Notícia atualizada às 19h22]

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