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"Portugueses entendem que eu tenho as melhores condições para vencer"

José Luís Carneiro comenta as recentes sondagens e considera que "Luís Montenegro teme" a sua candidatura.

"Portugueses entendem que eu tenho as melhores condições para vencer"
Notícias ao Minuto

22:01 - 28/11/23 por Notícias ao Minuto

Política PS

José Luís Carneiro, candidato à liderança do Partido Socialista (PS), afirmou, esta terça-feira, que os portugueses demonstram uma "preferência" por si, numa referência a uma recente sondagem que o coloca à frente de Luís Montenegro na corrida para primeiro-ministro, referindo ainda que o líder do Partido Social Democrata (PSD) o "teme" como adversário.

"O que se verifica é que de facto os portugueses entendem que eu tenho as melhores condições para vencer aquilo que é o nosso principal competidor que é o líder do PPD, doutor Luís Montenegro", afirmou José Luís Carneiro, em entrevista à SIC.

De realçar que uma sondagem  da Universidade Católica para a RTP, Antena 1 e jornal Público, conhecida no dia de hoje, revela que o atual ministro da Administração Interna é o preferido dos portugueses para líder do PS e também para primeiro-ministro. Contudo, para aqueles que votaram PS nas últimas eleições legislativas, Pedro Nuno Santos seria escolhido para liderar os socialistas.

Mais à frente, atirou ainda: "Hoje tirei a prova dos 9. A prova dos 9 mostra que Luís Montenegro teme a minha candidatura como seu adversário".

No entanto, José Luís Carneiro destacou que "o mais importante" é a decisão, para breve, dos militantes do PS. "O mais importante agora é que os militantes que têm de decidir, de livre e com uma vontade consciente do ato que estão, no fundo, a realizar", disse.

"Terão uma escolha fundamental, hoje passaram a ter mais um elemento de análise. O meu apelo é mesmo para que se mobilizem e para que tomem consciência aguda daquilo que está em causa e o que está em causa, fundamentalmente, é garantirmos previsibilidade e confiança em momentos muito críticos que está a viver o país", acrescentou.

Interrogado sobre se tanto o líder do PSD como Pedro Nuno Santos se estão a esquecer de si, ao elegerem-se mutuamente como adversários, José Luís Carneiro frisou: "Luís Montenegro procurou escolher o adversário que quis levar às eleições".

Já numa referência indireta a Pedro Nuno Santos, considerou que a polarização conduz a "crescimentos dos extremos" e que o PS deve estar no "centro político e social".

"Contudo, como se vê, os portugueses e aqueles que votam no Partido Socialista, o grande centro político e social que nos deu uma maioria absoluta, que é aliás que eu entendo onde o Partido Socialista deve estar, porque é ai que se podem construir as soluções de politica, que evitem a excessiva polarização da sociedade (...) que conduz ao crescimento dos extremos", destacou.

Interrogado diretamente sobre se se refere a Montenegro e Pedro Nuno Santos ao falar em extremos, José Luís Carneiro preferiu antes frisar a sua capacidade de "construir pontes".

"Há algo que eu sei. Os portugueses querem previsibilidade e querem governabilidade e confiança nas suas instituições. Para esse efeito, é preciso algo que seja capaz de construir pontes, de construir diálogo entre as partes, que partem, muita das vezes, de pontos divergentes", disse, notando que a sua experiência de vida política "mostra essa capacidade".

Na mesma entrevista, José Luís Carneiro afirmou ainda que, no futuro, quer "contar com todos os socialistas", incluindo Pedro Nuno Santos. "No dia depois das eleições, eu quero contar com os melhores e com todos os socialistas para este percurso, que é um percurso fundamentalmente de serviço ao país".

Interrogado sobre uma 'geringonça' à esquerda, o socialista abriu a porta a "acordos de incidência parlamentar que sirvam o país de forma duradoura", em dimensões de convergência.

Já sobre qual será o seu comportamento e discurso perante a Direita, José Luís Carneiro referiu que "a Direita é heterogénea". "A Direita não atua como um bloco homogéneo", frisou. Admitindo dialogar no "grande centro político democrático e social", Carneiro afastou o Chega desse diálogo.

"É um partido radical, que atenta contra os valores democráticos, tem tido várias manifestações dessa natureza. Por isso tenho referido que a construção de soluções políticas, do meu ponto de vista, passa pela construção de um diálogo político no grande centro político democrático e social, mas é evidente que o Chega atenta contra esses valores", disse.

"Quando considero este diálogo, não considero o Chega", rematou.

Segundo a sondagem da Universidade Católica para a RTP, Antena 1 e jornal Público, a maioria dos portugueses inquiridos considera que José Luís Carneiro seria melhor chefe de Governo do que o líder do PSD, Luís Montenegro (42% contra 37%).

Já entre Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro há um empate com uma pequena vantagem para o líder dos sociais-democratas (40% contra 39%).

Leia Também: Carneiro vs. PNS. Como se 'divide' o PS na escolha do futuro líder?

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