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António Costa rejeita críticas do BE ao "brilharete no défice"

O BE acusou hoje o Governo de querer fazer "um brilharete" no défice e de avançar com "anúncios da migalha", tendo o primeiro-ministro rejeitado esta ideia e sustentado que é a margem orçamental que permite os apoios.

António Costa rejeita críticas do BE ao "brilharete no défice"
Notícias ao Minuto

18:43 - 22/03/23 por Lusa

Política Catarina Martins

No debate sobre política geral no parlamento, a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, acusou o executivo de avançar com "anúncios da migalha" e defendeu que "o país já não aguenta mais anúncios que são pouco ou nada".

"Os anúncios da migalha que humilham e não resolvem não podem responder a um período do país em que a quebra real de salários só é comparada com o período da 'troika'", argumentou Catarina Martins, depois de ter criticado o governo em áreas como a saúde, a educação ou os transportes.

A coordenadora do BE alertou que "as pessoas sentem uma enorme instabilidade nas suas vidas" e defendeu que "a resposta do Governo é pouco mais do que zero".

Na resposta, o primeiro-ministro acusou a líder bloquista de estar "profundamente enganada" ao achar que "uma boa gestão das finanças é uma questão de brilharete".

Costa lembrou o período da pandemia covid-19 e argumentou que foi a margem orçamental da altura que permitiu dar às famílias e empresas os apoios necessários e que impediu que algumas empresas fossem à falência.

O líder do executivo acusou ainda a coordenadora bloquista de "enorme arrogância" ao falar de migalhas.

"Os seis mil e 400 milhões de euros que conseguimos apoiar as empresas e sobretudo as famílias o ano passado podem parecer migalhas a si, mas garanto-lhe que [para] o povo que conta mesmo tostão a tostão, cêntimo a cêntimo, o que tem para gastar, não foram migalhas", respondeu.

Costa ressalvou que estes apoios "não foram caridade" mas sim um "dever do Estado", que foi feito "sem ter que cortar em nenhum ministério".

"Uma boa gestão orçamental não é um brilhante, é liberdade para a ação política tomar as decisões quando elas são necessárias tomar, com a responsabilidade de nunca dar um passo maior do que a perna", insistiu o primeiro-ministro.

Momentos antes, a líder parlamentar do PCP, Paula Santos, também questionou o primeiro-ministro sobre educação e saúde, alertando que "o Serviço Nacional de Saúde não acaba por decreto, mas se não houver um investimento sério, mais cedo do que tarde definhará".

Costa respondeu que o investimento no SNS "todos os anos tem subido mais de mil milhões de euros por ano". Quanto aos professores, o primeiro-ministro disse compreender "a frustração" em relação à contagem do tempo de serviço para efeitos de progressão na carreira mas salientou que este governo "não congelou, repôs o relógio a contar".

A deputada comunista deixou também críticas aos benefícios fiscais do pacote de medidas do governo para a habitação, tendo o primeiro-ministro respondido que no debate sobre o tema "tende a haver uma enorme polarização com base em 'slogans'".

"A direita diz que é uma reforma comunista, a senhora deputada diz que é uma borla aos grandes proprietários. Eu tendo a achar que é bastante equilibrada, porque para uns dizerem isto e outros aquilo, é provavelmente porque estamos no bom caminho", rematou.

[Notícia atualizada às 19h02]

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