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Deputada critica palco da JMJ e palavras do Papa sobre homossexualidade

Isabel Moreira juntou-se às críticas à Câmara de Lisboa pelo investimento avultado no altar-palco no qual discursará o Papa Francisco aquando da Jornada Mundial da Juventude.

Deputada critica palco da JMJ e palavras do Papa sobre homossexualidade
Notícias ao Minuto

18:54 - 25/01/23 por Notícias ao Minuto

Política Isabel Moreira

A deputada socialista Isabel Moreira juntou as críticas ao palco da Jornada Mundial da Juventude (JMJ2023) às palavras do Papa Francisco que, numa entrevista à Associated Press, criticou leis anti-LGBTQ+ mas reiterou que a homossexualidade é um "pecado".

Através do Twitter, a deputada do PS deu os "parabéns" irónicos a Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, no âmbito do investimento no polémico palco que custará, no total, mais de cinco milhões de euros.

"Para a próxima pedia que fossem empresários católicos a tratar disto ou coisa que o valha. Também podiam pagar ingressos. Ninguém pediu isto", afirmou Isabel Moreira.

Na terça-feira, o Sumo Pontífice criticou as leis homofóbicas e a criminalização da homossexualidade, assim como as posturas discriminatórias contra a comunidade LGBTQ+ por parte de membros do clero. No entanto, o Papa deixou claro que, para si, a homossexualidade "não é um crime, mas é um pecado".

A deputada junta-se assim às criticas feitas um pouco por toda a oposição. Inês de Sousa Real, do PAN, disse também no Twitter que "gastar 4,2 milhões de euros do erário público num palco para receber as Jornadas Mundiais da Igreja ou mesmo que lhe venha a ser atribuído outro uso é não ter noção das prioridades".

Pedro Filipe Soares, do Bloco de Esquerda, criticou que Moedas tenha dito que a construção do altar-palco será realizada com as especificações da Igreja. "O dinheiro é público mas o presidente da Câmara de Lisboa diz que são os outros que decidem?! Quem é que coloca a assinatura do cheque? É o Papa ou o senhor presidente da Câmara?", questionou o deputado. 

Até do Chega surgiram críticas. André Ventura, que é assumidamente católico e que inclui as suas crenças várias vezes nos seus discursos - tendo inclusive feito campanha numa igreja durante a sua candidatura à Presidência da República -, questionou o ajuste direto feito com a Mota Engil para a obra e o destino que será dado à estrutura, após o Papa Francisco voltar ao Vaticano.

O investimento total no Parque Tejo deverá superar os 20 milhões de euros, segundo as previsões anunciadas pela Câmara Municipal de Lisboa. A autarquia, através do presidente, Carlos Moedas, garante que o palco e muitas das estruturas serão reutilizadas para outros eventos.

A Jornada Mundial da Juventude, considerado o maior encontro de jovens católicos de todo o mundo e que conta com a presença do Papa, irá realizar-se no início de agosto. A escolha para que Lisboa acolhesse o evento surgiu em 2019, sendo que estava inicialmente previsto que decorresse em 2022 (no entanto, a pandemia obrigou a um adiamento para este ano).

Leia Também: Altar-palco e não só: Lisboa investe 35 milhões na JMJ (veja as contas)

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