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Governo, Presidência ou Bruxelas? Eis as "três hipóteses" de Costa

Desde a liderança do Partido Socialista (PS) e um novo mandato como primeiro-ministro à "pressão" para ser candidato presidencial e o "gosto" por um cargo europeu. Luís Marques Mendes avaliou as "três hipóteses" da vida política de António Costa.

Governo, Presidência ou Bruxelas? Eis as "três hipóteses" de Costa

Luís Marques Mendes considerou, este domingo, que o primeiro-ministro, António Costa, tem “três hipóteses” se quiser continuar na política após o fim da legislatura. Na ótica do ex-presidente do Partido Social Democrata (PSD), o futuro de Costa poderá passar pelo Governo, pela Presidência da República ou por um cargo no Parlamento Europeu, em Bruxelas.

“Há duas hipóteses: ou quer continuar a fazer política ou quer sair da política. Se ele quiser continuar a fazer política, só acho que há três hipóteses”, começou por afirmar no seu habitual espaço de comentário no Jornal da Noite, da SIC. 

A primeira hipótese prende-se com a liderança do PS e uma nova corrida a chefe de Governo, em 2026. “Ou seja, o chefe do Governo volta a candidatar-se a chefe de Governo”, explicou o social-democrata, considerando, no entanto, que António Costa “já está farto neste momento e daqui a quatro anos estará muito mais farto”.

“Acho que ele não quer voltar a disputar legislativas, vai provavelmente dar o lugar a outro”, sublinhou, apontando o nome do ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, “que toda a gente diz que tem mais peso no aparelho do partido”. Mas, para Marques Mendes, Fernando Medina está na liderança do Ministério das Finanças, mas “cada vez mais com um olho na liderança do PS”.

A segunda hipótese, da qual “já se falou muito”, é um cargo europeu, sendo que esta “só se coloca em 2024, que é quando há cargos europeus a disputar”, incluindo o de presidente do Conselho Europeu, atualmente ocupado por Charles Michel, mas que o comentador político considera que “António Costa gostaria” de ter.

“Acho que António Costa tem mais do que qualidades para exercer essa função [de presidente do Conselho Europeu]. É uma pessoa qualificada para essas funções”, disse. Além disso, em 2024, o primeiro-ministro “teria condições para alcançar esse lugar”.

No entanto, existe um “problema” na corrida de Costa a um cargo europeu: “Quando foi a posse do Governo, o Presidente da República disse, ou deu a entender, insinuou, que se o senhor primeiro-ministro sair a meio, há uma crise política, uma dissolução do Parlamento e tem de haver eleições antecipadas”.

De tal modo, a “questão que se colocava há um ano, já não se coloca”, segundo a opinião de Luís Marques Mendes. “Esta janela já não volta um ano ou dois depois porque só de cinco em cinco anos é que há cargos europeus. Acho até que ele já terá tirado isso da cabeça, embora ache que tinha qualidades para o exercício do cargo”, asseverou.

Já a terceira hipótese, à semelhança da primeira, remete a 2026 e poderá ser uma corrida à Presidência da República. “Em 2026, há eleições presidenciais no início do ano. António Costa sobre isso já disse publicamente que não quer ser candidato presidencial”, disse o antigo dirigente do PSD, que considera que o primeiro-ministro poderá ser “pressionado” para ser candidato presidencial. 

“À medida que se aproximarem as eleições presidenciais, em 2024/25, eu acho que ele vai ser pressionado a ser candidato. Porque Augusto Santos Silva, que em princípio se posiciona nessa área, tem dificuldades em ‘descolar’, em se afirmar. António Costa seria claramente o candidato mais forte à esquerda”, disse.

No seu comentário, Luís Marques Mendes frisou que António Costa, apesar de dentro das três hipóteses preferir um cargo europeu, “já terá ultrapassado essa ideia” de forma a prevenir uma crise política, mas se o aceitar não fará da mesma forma que fez José Durão Barroso, em 2024.

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