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Moçambique. Eurodeputados do PSD querem saber se UE vai enviar ajuda

Os eurodeputados do PSD questionaram hoje a Comissão Europeia sobre quais as "diligências tomou, ou prevê tomar em breve", no sentido de enviar ajuda de emergência à região de Cabo Delgado, em Moçambique, que vive uma "catástrofe humanitária".

Moçambique. Eurodeputados do PSD querem saber se UE vai enviar ajuda
Notícias ao Minuto

14:45 - 01/10/22 por Lusa

Política Cabo Delgado

"Perante a catástrofe humanitária que se vive em Cabo Delgado, pergunto à Comissão Europeia que diligências tomou, ou prevê tomar em breve, e que verbas foram ou poderão ser alocadas no sentido de disponibilizar ajuda humanitária e de emergência para as populações afetadas daquela região no Norte de Moçambique?" - lê-se na pergunta divulgada hoje.

A iniciativa foi dirigida pelos eurodeputados eleitos pelo PSD Paulo Rangel (primeiro vice-presidente do partido), Lídia Pereira, José Manuel Fernandes, Maria da Graça Carvalho, Álvaro Amaro e Cláudia Monteiro de Aguiar.

Os eleitos referem que, "desde 2017, a província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, tem sofrido ataques de grupos de insurgentes armados, atingindo as populações locais, que têm sido vítimas das mais atrozes formas de violência".

Apontando que "os ataques têm provocado a destruição de aldeias, casas, escolas, hospitais, campos agrícolas e lugares de culto de diversas religiões, obrigando à fuga dos seus habitantes em situações indignas", os sociais-democratas apontam que, "para escapar aos ataques, as populações refugiam-se no mato e percorrem centenas de quilómetros a pé, sem água ou comida, até encontrarem um lugar seguro".

"Nos últimos quatro anos, milhares de pessoas inocentes foram mortas e mais de 800 mil, grande parte crianças, são hoje deslocadas internas, a viver em centros de reinstalação provisórios e improvisados, sem os meios de vida básicos, necessitando de ajuda humanitária urgente", alertam ainda os eurodeputados do PSD.

A província de Cabo Delgado é rica em gás natural, mas aterrorizada desde 2017 por violência armada, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

A insurgência levou a uma resposta militar desde há um ano por forças do Ruanda e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), libertando distritos junto aos projetos de gás, mas levando a uma nova onda de ataques noutras áreas, mais perto de Pemba, capital provincial, e na província de Nampula.

Há cerca de 800 mil deslocados internos devido ao conflito, de acordo com a Organização Internacional das Migrações (OIM), e cerca de 4.000 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED.

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