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PSD traz de volta os "truques" de Costa. "Porque não disse a verdade?"

Primeiro-ministro está no Parlamento para o debate sobre política geral. PSD traz de volta à discussão as medidas apresentadas pelo Governo para responder à inflação. Costa garante transparência.

PSD traz de volta os "truques" de Costa. "Porque não disse a verdade?"
Notícias ao Minuto

15:52 - 29/09/22 por Carmen Guilherme com Lusa

Política Parlamento

O líder parlamentar do PSD, Joaquim Miranda Sarmento, decidiu questionar o primeiro-ministro, António Costa, sobre a inflação e o pacote de resposta apresentado pelo Governo, e trouxe para o Parlamento os "truques" e as "ilusões" do chefe do Governo.

"Vamos falar daquilo que mais preocupa os portugueses neste momento, que é o maior truque que foi feito relativamente às pensões. Um corte de mil milhões de euros, um corte de meia pensão nas 14 que são pagas, um corte de 3,5% na pensão de todos os pensionistas, independentemente do seu rendimento, inclusive um corte de 3,5% na pensão mais baixa, de 288 euros", começou por dizer Miranda Sarmento, naquela que foi a primeira intervenção do PSD no debate sobre política geral.

Lembrando a entrevista de Costa em junho, na qual o primeiro-ministro anunciou um "aumento histórico das pensões" e deu a garantia do cumprimento da lei de atualização, Miranda Sarmento deixou três questões.

"Em junho a guerra na Ucrânia já tinha quatro meses, em junho a inflação estava em 8,7%, em junho já era claro que tínhamos um processo inflacionista longo e duro e assim deixo nesta primeira ronda três perguntas: Porque é que o senhor, em junho, não disse a verdade? Porque é que não disse, em junho, que, a partir de 2024, a base de atualização ia ser mais baixa? E porque é que garantiu que a lei ia ser cumprida, quando sabia que isso não era verdade?", questionou.

"Que forma de governar é esta, com base em truques e ilusões?", acrescentou ainda

Em resposta, o primeiro-ministro defendeu-se com "as circunstâncias distintas" entre junho e setembro, lembrando as previsões da Comissão Europeia, que foram revistas em alta.

"As pessoas sabem bem o que é corte, é quando recebiam 500 e a seguir 400. E também sabem o que é um aumento, é o que as pensões têm desde 2017", atirou o primeiro-ministro.

O líder parlamentar do PSD insistiu, questionando o motivo pelo qual António Costa não explicou que "o bónus era afinal um corte" nas pensões.

Costa reiterou que sempre foi transparente.

"Dividir em dois o aumento do próximo ano não é cortar, é pagar em dois momentos distintos", defendeu, acrescentando que há pensionistas que vão ter um aumento em janeiro.

"Se houvesse algum truque eu tinha-me limitado a anunciar o suplemento extraordinário. Mas com transparência apresentei simultaneamente a taxa", rematou.

O PSD seguiu a sua intervenção e acusou o Governo de propor aos privados uma "estagnação de salários" para os próximos quatro anos, falando na proposta apresentada na quarta-feira pelo Executivo em sede de concertação social para o setor privado.

"O que senhor propôs ao setor privado é um aumento nominal de 20%, em linha com o aumento das previsões de inflação acumulada até 2026, ou seja, no máximo está a propor uma estagnação de salários no setor privado. Na administração pública então, haverá mesmo perda de poder de compra", acusou Miranda Sarmento.

Na resposta, António Costa remeteu para segunda-feira o início das negociações com a função pública, mas deixou um recado, em forma de alerta.

"É verdade, o Governo não encontrou ainda forma de decretar o fim da inflação, mas sabemos que são necessárias medidas ajustadas para que se combata a inflação", disse.

O primeiro-ministro voltou a recuperar um livro de Joaquim Miranda Sarmento que tinha prometido ler nas férias, após o primeiro debate entre os dois, sobre o estado da nação.

"Bem procurei, mas nem aí encontrei uma varinha magia para acabar com a inflação. Uma recomendação que faço é que evitemos a demagogia e nos concentremos em apoiar as famílias e as empresas, evitando alimentar uma espiral inflacionista, onde estamos a perder amanhã o que só aparentemente estamos a ganhar hoje", apelou.

O primeiro-ministro salientou que "o país está no máximo histórico de emprego" e teve este ano o maior crescimento da União Europeia.

"Devemos dar o apoio o máximo a famílias e empresas, mas com máxima cautela para não criar uma espiral de que depois ninguém sabe sair", avisou.

[Notícia atualizada às 16h15]

Leia Também: Costa diz que soube de buscas na PCM pela Comunicação Social

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