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Chega vai propor comissão parlamentar de inquérito aos dados do RASI

O Chega vai propor uma comissão de inquérito ao Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) e quer que o parlamento investigue se o Governo "tem tido interferência" nos dados que são divulgados, dos quais o partido diz desconfiar.

Chega vai propor comissão parlamentar de inquérito aos dados do RASI
Notícias ao Minuto

17:26 - 27/07/22 por Lusa

Política André Ventura

"Vamos pedir ao parlamento que faça uma investigação e, portanto, lançaremos uma comissão de inquérito sobre os RASI que têm vindo a ser publicados, porque esta ideia que todos os anos é publicada de que a criminalidade diminui não é consistente com as notícias que todos os dias nos chegam a casa", anunciou André Ventura numa conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa.

O presidente do Chega indicou que esta comissão de inquérito "terá como objeto a investigação sobre a produção dos dados da criminalidade em Portugal, portanto dos vários relatórios do RASI" da "última década".

O partido quer que sejam identificados "os seus autores, a metodologia que tem sido utilizada e a sua divulgação", investigando também "se o Governo tem tido alguma interferência na produção destes relatórios ou não".

"Nomeadamente qual é o papel que os vários ministros da Administração Interna têm tido na produção destes relatórios e se tem ou não havido indícios de manipulação sobre isto", acrescentou o presidente do partido de extrema-direita.

De acordo com André Ventura, a proposta da constituição de uma comissão de inquérito vai ser entregue na Assembleia da República "até sexta-feira", mas só deve ser avaliada a partir de setembro quando o parlamento retomar a sua atividade após as férias.

Falando aos jornalistas depois de ter estado reunido com o Sindicato Nacional da Polícia e o Sindicato Unificado de Polícia, o presidente do Chega disse desconfiar "profundamente" dos dados que são apresentados quanto à criminalidade em Portugal e argumentou que vê também "sistematicamente a população a desconfiar destes relatórios", mas ressalvou não querer "lançar suspeitas infundadas sobre nenhuma entidade".

Ainda assim, defendeu que "alguma coisa não está certa, ou os relatórios estão a ser manipulados ou os números são fabricados ou então as notícias estão a fazer extrapolações que não existem".

A par disto, o Chega anunciou também que vai também fazer uma "denúncia" junto do Ministério Público para que "investigue a eventual manipulação destes dados".

Após a reunião com os representantes dos dois sindicatos da polícia, André Ventura afirmou que "é errada" e uma "falácia" a ideia de que Portugal é um "país com muitos polícias e não precisa de mais" e apontou que "é praticamente inevitável que venham a encerrar mais esquadras" nas "próximas semanas e meses".

"Há uma carência brutal de efetivos e a culpa é deste Governo já de António Costa", criticou.

Esta é a terceira comissão parlamentar de inquérito que o Chega propõe desde o início da legislatura. Em junho, a Assembleia da República rejeitou um inquérito à atuação do Estado no acolhimento e integração de cidadãos ucranianos e no estabelecimento de parcerias com associações russas, e há duas semanas o partido apresentou um projeto de resolução que recomenda a criação de uma comissão eventual de inquérito parlamentar para esclarecer as causas do aumento da mortalidade não covid entre 2020 e 2021.

[Notícia atualizada às 19h52]

Leia Também: Criminalidade geral e violenta descem este ano em relação a 2019

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