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Ventura confirma exoneração de chefe de gabinete (sem a justificar)

O presidente do Chega confirmou hoje a exoneração do chefe de gabinete do grupo parlamentar, Nuno Afonso, limitando-se a afirmar que se tratou de uma "decisão política" que foi "falada com o próprio", sem mais explicações.

Ventura confirma exoneração de chefe de gabinete (sem a justificar)
Notícias ao Minuto

16:56 - 06/05/22 por Lusa

Política CHEGA

"Começando pelo caso da exoneração esta manhã do chefe de gabinete, do Nuno Afonso, eu não queria fazer grandes comentários sobre isso. É uma questão essencialmente política, posso dizer-vos que foi falada com o próprio ao longo das últimas duas semanas" pelo que não foi "uma decisão de surpresa", afirmou André Ventura.

Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, o deputado e líder do Chega disse apenas que se tratou de uma questão de "política interna", justificando assim não ter "grandes comentários a fazer sobre isso"

André Ventura referiu apenas que a iniciativa de exonerar o chefe de gabinete foi sua, mas "validada pelo grupo parlamentar".

Questionado se mantém a confiança política em Nuno Afonso, que é vereador na Câmara Municipal de Sintra (distrito de Lisboa), o líder do Chega respondeu que "para já não já qualquer pronúncia do partido" em relação à sua atuação a nível local.

Ventura disse igualmente ainda não ter escolhido os substitutos de Nuno Afonso e Manuel Matias, mas espera ter "já no início da próxima semana".

A notícia da exoneração de Nuno Afonso de chefe de gabinete do Chega no parlamento foi avançada na quinta-feira à noite pela CNN Portugal.

Este dirigente do Chega foi chefe de gabinete de André Ventura, enquanto deputado único do partido, na legislatura passada. Nuno Afonso foi reconduzido no cargo no arranque da nova legislatura (em 29 de março) mas sai ao fim de pouco mais de um mês.

Nuno Afonso foi vice-presidente do partido mas deixou de o ser no III Congresso, que decorreu em Coimbra em maio do ano passado, assumindo agora as funções de vogal da direção nacional. E também não integrou as listas de candidatos a deputados nas legislativas de 30 de janeiro.

Na altura, o dirigente assumiu o seu desconforto com a "queda" na hierarquia do partido e falou em punhaladas.

Este militante "n.º 2" do Chega, logo a seguir ao amigo, fundador e presidente, partilha com Ventura as origens na Linha de Sintra e o passado como conselheiro nacional do PSD, aquando da liderança do antigo primeiro-ministro Passos Coelho.

Nas eleições autárquicas do ano passado foi coordenador autárquico e foi eleito vereador na Câmara Municipal de Sintra.

Esta é a segunda saída de funcionários do Grupo Parlamentar no espaço de uma semana.

Na sexta-feira o assessor político Manuel Matias, pai da deputada Rita Matias, demitiu-se do cargo, após a Transparência Internacional Portugal ter questionado o presidente da Assembleia da República sobre a legalidade da sua nomeação devido à relação familiar.

Sobre este caso, hoje o líder do Chega defendeu que "não existiu nenhuma ilegalidade", uma vez que foi ele próprio a nomear Manuel Matias, com quem não tem relação familiar, e não a deputada Rita Matias.

André Ventura admitiu que estas saídas possam fragilizar o grupo parlamentar: "Sempre que alguém sai, o grupo fica mais fragilizado, isso é evidente". Mas desvalorizou, assinalando que "saem uns, entrarão outros".

Leia Também: Ventura dá "carta branca" a deputado sobre apoio ao Governo Regional

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