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Zelensky aplaudido pelo PCP? "Não efusivamente", diz Bernardino Soares

O comunista disse, na segunda-feira, na CNN, que ainda não tinha informações sobre se os deputados comunistas iriam ou não estar presentes na sessão com Zelensky

Zelensky aplaudido pelo PCP? "Não efusivamente", diz Bernardino Soares
Notícias ao Minuto

11:21 - 19/04/22 por Notícias ao Minuto

Política PCP

O comunista Bernardino Soares esteve, segunda-feira, na CNN, a comentar a presença de Volodymyr Zelensky no Parlamento, que está prevista para a próxima quinta-feira, 21 de março, às 17h00. 

À semelhança do que já aconteceu em vários parlamentos, o presidente da Ucrânia discursará para os deputados em Portugal, e o PCP, que está contra a realização da sessão, ainda não confirmou se vai ou não estar presente. "Não sei qual vai ser a opção neste momento", frisou várias vezes. Mas uma coisa garantiu o ex-presidente da câmara de Loures: "Certamente, não será uma posição de aplaudir efusivamente a intervenção".

O comunista defendeu ainda que o "fundamental" nesta sessão, que também vai contar com a intervenção do presidente da Assembleia da República, Augusto santos Silva, é perceber o que significa a presença do presidente da Ucrânia no Parlamento, e não a posição do PCP.

"O que é fundamental ali é centrarmos a discussão, independente da opinião que tenhamos, no que é que significa aquela sessão. E o que é que Zelensky vai lá dizer", explicou, defendendo que "o que vai haver é um apelo à intervenção da NATO neste conflito", à semelhança do que tem acontecido quando o responsável discursou noutros parlamentos.

"Eu pergunto-me se os deputados portugueses, ou pelo menos uma parte significativa deles, vão subscrever e aplaudir este pedido", disse, lembrando também a polémica que surgiu quando o presidente da Ucrânia discursou no parlamento grego, convidando um membro do Batalhão de Azov para discursar. O 'convite' gerou algumas críticas por parte de responsáveis como o ex-ministro das Finanças da Grécia ou até um porta-voz do governo grego, que acusaram Zelensky de dar palco a um neonazi.

"O que é que pensarão [os deputados portugueses] sobre isto?", voltou a questionar.

Reiterando que o PCP  "naturalmente terá uma posição que será o seguimento da posição que tomou em relação à presença ou não do presidente Zelensky por videoconferência neste debate", o ex-autarca defendeu que o que "nos deve preocupar a todos"  é a existência de um "certo cheiro a macartismo no debate público hoje".

"Há uma grande intolerância em relação a opiniões que sejam um pouco - ou até muito - divergentes daquilo que se instituiu como a verdade absoluta ou o pensamento único, que tem que ser intransigentemente respeitado", afirmou.

Leia Também: Após 55 dias, rosto de Zelensky é a prova do impacto de guerra

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