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O OE "chumbado" e os vários "Rui Rios". O debate PS-PSD visto do Twitter

Nas redes sociais, da direita à esquerda, choveram comentários ao frente a frente entre António Costa e Rui Rio. Algumas questões, como as propostas do PSD para a Justiça ou a insistência do PS num Orçamento já chumbado, não foram indiferentes para as figuras políticas que assistiram ao debate.

O OE "chumbado" e os vários "Rui Rios". O debate PS-PSD visto do Twitter

Considerado o 'debate decisivo' neste rol de debates que antecede as eleições legislativas, o frente a frente entre o secretário-geral do PS, António Costa, e o presidente do PSD, Rui Rio, foi acompanhado nas redes sociais com afinco.

Da esquerda à direita foram várias as personalidades que foram pautando as redes sociais com comentários ao debate a dois, transmitido pelos três canais generalistas.

E, se nas televisões se sonda quem terá sido o vencedor, o Twitter ficou dividido.

A ex-candidata à presidência da República Ana Gomes não tomou partidos, com várias publicações ao longo do debate fazendo uso das hastags #Costabem e #Riobem.

A socialista elogia o primeiro-ministro, por exemplo, no que toca à intervenção sobre a questão das medidas fiscais e sobre o aumento dos salários.

Por outro lado, a antiga eurodeputada reconhece que o presidente do PSD esteve bem quando lembrou que Costa não cumpriu a promessa relativamente aos médicos de família.

O deputado socialista Porfírio Silva foi acompanhando o debate no Twitter, com várias publicações, onde apontou, por exemplo, que Rui Rio parece ter-se esquecido de que houve uma pandemia quando fala do SNS.

O deputado do PS referiu ainda a questão da Justiça no programa do PSD e falou nas incoerências do presidente social-democrata quanto à subida dos salários.

A líder parlamentar do PS, Ana Catarina Mendes, comentou pela primeira vez um destes debates que antecedem a campanha para as eleições legislativas, para enfatizar algumas das promessas socialistas.

"O PS baixará já o IRS, aprovando as medidas que estão no OE para 2022 e que foi chumbado!", escreveu a deputada.

"Continuaremos a reduzir o IRC a quem fizer investimento no interior, investimento na inovação, investimento na transição energética", acrescentou.

Numa referência às propostas do PSD para o Serviço Nacional de Saúde, Ana Catarina Mendes assegura: "Não aceitamos que haja uma saúde para quem pode e outra para quem não pode. O SNS é para todos". 

Tal como Costa, a socialista também sublinhou a importância de separar a Justiça do poder político.

O ex-ministro socialista Paulo Pedroso resumiu o debate escrevendo que Costa se apresentou como o "Primeiro-Ministro interrompido que quer governar sozinho, com maioria absoluta ou entendimentos pontuais" e Rio como "o político que acha que a atual linha de rumo leva ao declínio e a vai corrigir sem dizer bem como".

O líder do PS-Madeira, Paulo Cafôfo, foi deixando várias críticas a Rui Rio à medida que os dois candidatos discutiam os vários temas. O antigo presidente da Câmara do Funchal atirou mesmo que o presidente do PSD "há-de repetir mais uma legislatura na oposição".

Já a social-democrata Margarida Balseiro Lopes considera que António Costa "perdeu de forma inequívoca o debate". E há um pormenor que não passou despercebido à deputada: o secretário-geral do PS a mostrar a capa do Orçamento do Estado para este ano no final do frente a frente. "O OE que chumbou e levou a eleições antecipadas", recorda Balseiro Lopes.

Duarte Marques, do PSD, sublinhou que Costa voltou a "não ter coragem e decência" de explicar o que fará se o PSD vencer as eleições.

Alexandre Poço, presidente da Juventude Social Democrata, defende que o debate "tornou a escolha clara".

"Se não queremos o mesmo modelo e as mesmas políticas que nos levaram à cauda da Europa e à estagnação, só há uma alternativa: o PSD", escreveu.

Apoiantes do PS ou do PSD à parte, Ricardo Pais Oliveira, do Iniciativa Liberal (IL), ironizou, usando uma imagem de Cotrim Figueiredo.

"PS e PSD a falar de baixar impostos como fazem em todas as campanhas eleitorais e depois nunca baixam", escreveu no Twitter.

Já Tiago Mayan, fundador do IL, recorreu à imagem de Costa com o documento do Orçamento do Estado nas mãos, lembrando que o mesmo já foi chumbado.

Do PCP, João Ferreira abordou apenas a questão do crescimento económico entre 2015 e 2019, para defender que, "se foi superior à média das últimas duas décadas" não foi graças a medidas "que estivessem inscritas no programa do PS em 2015, mas sim àquilo que foi forçado a aceitar por não ter maioria".

José Gusmão, cabeça-de-lista do Bloco de Esquerda (BE) pelo Algarve, duvida que o PS queira dialogar caso consiga a maioria absoluta.

Já o humorista João Quadros questionou por que razão tiveram estes dois candidatos "o dobro do tempo" do que os restantes, já que o debate transmitido esta quinta-feira pelos três canais generalistas durou cerca de 75 minutos.

Leia Também: Dos salários ao SNS, a TAP 'aterrou' no debate PS vs PSD com ímpeto

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