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Casos de violência contra mulheres conhecidos são "ponta do icebergue"

A coordenadora do BE, Catarina Martins, considerou hoje que ainda só é conhecida "a ponta do icebergue" no que diz respeito à violência contra mulheres e a alertou para o "problema da violência obstétrica".

Casos de violência contra mulheres conhecidos são "ponta do icebergue"

"O número mais expressivo talvez seja o facto de que, a cada ano, 30 mulheres são assassinadas pelos seus companheiros ou ex-companheiros. E esta é a ponta do icebergue", disse a dirigente bloquista, no início de uma manifestação contra a violência sobre mulheres.

A manifestação, que ocorre por ocasião do Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, partiu do Intendente e vai acabar no Rossio, em Lisboa.

No arranque da marcha que procura ser 'um grito' de revolta contra os episódios de violência contra as mulheres, a coordenadora do BE disse que "há muitas causas" de homicídios "que não são apuradas" e que "há muita violência para lá do assassinato, que é o fim da linha".

A violência sobre as mulheres assume diversas formas, como, por exemplo, "a violência da agressão, violência sexual, o assédio, vários tipos de perseguição".

E há um outro, prosseguiu Catarina Martins, para o qual o partido quer alertar: "O problema da violência obstétrica".

A dirigente partidária sustentou que "as mulheres têm de ser respeitadas no momento do parto, o que também nem sempre acontece".

Questionada na sequência destas declarações sobre a posição da Ordem dos Médicos, que disse não existir violência obstétrica, a coordenadora do BE disse que a organização "esteve mal" e devia "ouvir as mulheres", já que esta "é uma realidade que é reportada".

"Infelizmente, sabemos que há muitos médicos e muitas médicas que sabem que essa é uma realidade. Há quem tenha a humildade e a compreensão de ouvir as mulheres e de perceber que a violência obstétrica existe em Portugal e deve ser combatida", completou.

O que é necessário, considerou, "é que vivamos num país de iguais, que homens e mulheres sejam igualmente respeitados e respeitadas".

As mulheres "ganham menos, são mais precárias, ficam mais depressa na pobreza e no desemprego, são mais vítimas de todo o tipo de violência em casa e fora de casa, e durante toda a sua vida, desde crianças a mulheres idosas". Por isso, é imperativo "mudar a sociedade, mudar uma sociedade patriarcal que vê a mulher como menor".

Leia Também: Catarina Martins. "Não podemos continuar a adiar os cuidados não Covid"

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