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"Não vou atirar a toalha ao chão", mas "é difícil"

Secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro reitera a disponibilidade do Governo para negociar "até ao último segundo", mas reconhece dificuldades no diálogo à esquerda.

"Não vou atirar a toalha ao chão", mas "é difícil"

O secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro defende que "é natural que o Governo reúna" perante a iminência de que Bloco de Esquerda e Partido Comunista não viabilizem o Orçamento do Estado para 2022. Tiago Antunes diz mesmo que "todos os portugueses terão muita dificuldade em perceber" que se chumbe um orçamento "com estas características".

"Não vou atirar a toalha ao chão", afirmou, em entrevista ao programa Polígrafo SIC, da SIC Notícias. Ainda assim, Tiago Antunes reconhece que, "perante as posições que foram hoje assumidas" pelos partidos, "é difícil" que o documento seja aprovado.

À mesma hora em que o Governo reunia em Conselho de Ministros extraordinário, o adjunto de António Costa justificava, à estação de Paço de Arcos, que se impõe que o executivo "faça uma reflexão".

"Ontem e hoje fomos confrontados com uma posição que eu creio que todos os portugueses terão muita dificuldade em perceber", aponta. "Acho que o país não percebe que se chumbe um orçamento com estas características. Um orçamento que vai mais longe do que os anteriores."

Tiago Antunes garante que o Governo "tem disponibilidade para negociar e para chegar a um entendimento até ao último dia, até à última hora e até ao último segundo". Contudo, para isso, "é necessário que haja uma disponibilidade do outro lado também", salientou.

"Quando se diz que ou é 850 euros de salário mínimo nacional em janeiro, ou nada... Isso torna inviável uma negociação", refere o governante, apontando o dedo ao PCP.

O secretário de Estado confessa não entender essa intransigência, já que, no passado, sempre foi possível chegar a um compromisso, e garante até que "há um nível considerável de concretização das medidas previstas para o Orçamento do Estado de 2021".

Tiago Antunes defende ainda que, "neste momento em que estamos a sair de uma pandemia, era importante termos o orçamento aprovado", frisando que o Governo "foi o mais longe possível".

Tudo o que o país não precisa é de uma crise política. E por isso nos esforçámos tanto e fomos ao limite do que podíamos para conseguir um acordo. Se ele não for possível, o Sr. Presidente da República tomará uma decisão. Se for ir a eleições, assim será", concluiu.

O Conselho de Ministros decorre depois dos parceiros de esquerda do Governo terem 'batido com a porta', confirmando o 'chumbo' da proposta de Orçamento do Estado para 2022.

Houve várias reuniões e cedências de última hora, mas não foi suficiente. O Governo apenas conseguiu o voto favorável do PS e as abstenções do PAN e das duas deputadas não inscritas, Joacine Katar Moreira (ex-Livre) e Cristina Rodrigues (ex-PAN). Ontem, BE anunciou o voto contra, e hoje o PCP e PEV seguiram o mesmo caminho.

Os restantes partidos PSD, CDS, IL e Chega anunciaram desde logo o voto contra, e a juntar aos dos últimos dois dias representam o 'chumbo' do OE2022 logo na primeira 'prova de fogo': a votação na generalidade, que vai realizar-se na próxima quarta-feira.

[Notícia atualizada às 22h39]

Leia Também: Esquerda confirma 'chumbos' a dias da votação e Governo reúne de urgência

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