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"Continuo a acreditar que o OE vai passar. A alternativa é a dissolução"

Marcelo Rebelo de Sousa falou aos jornalistas à margem de uma visita ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa. "Continuo a acreditar que o cenário vai ser o do bom senso. As pessoas, em princípio, no momento decisivo, atuam com bom senso", afirmou, sobre a aprovação do Orçamento do Estado.

"Continuo a acreditar que o OE vai passar. A alternativa é a dissolução"

Após Catarina Martins ter revelado as conclusões da Mesa Nacional do Bloco de Esquerda e de o Governo ter feito uma declaração sobre o Orçamento de Estado, ambas este domingo, foi a vez de Marcelo Rebelo de Sousa, à margem de uma visita ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa, fazer uma declaração aos jornalistas. "Continuo a acreditar que o Orçamento vai passar. Não só porque é desejável, mas porque é aquilbo que eu espero olhando para a alternativa". 

E foi taxativo: "A alternativa é a dissolução". "No momento em que o Orçamento não passasse, passava-se imediatamente ao processo de preparação de dissolução" e "isso tem grandes custos para o país", acrescentou. 

Neste âmbito, o Presidente da República disse ver "com apreço" o "esforço que está a ser feito e vai ser feito até ao último minuto". "Daquilo que se sabe, vejo com apreço o esforço para alterar bastante a proposta inicial do Orçamento. Do que me recordo, em seis anos, é, talvez, o ano em que há maiores alterações fruto da negociação, tão cedo", em relação à proposta inicial, apresentada na Assembleia. 

Isto, no entender de Marcelo, significa um "esforço que continua a ser feito para se chegar a bom porto", que é o "evitar a dissolução da Assembleia da República e ir a eleições"

Questionado sobre António Costa ter dado a entender que estaria disponível para continuar a governar mesmo em caso de um eventual 'chumbo' do Orçamento, o chefe de Estado notou que "são duas coisas completamente diferentes". E explicou: "Uma coisa é o Governo não se demitir, outra coisa é ser dissolvido o Parlamento"

"Que é dissolvido o Parlamento se não houver Orçamento, já sabem qual é a minha posição. Outra coisa é o Governo continuar em funções e não se demitir; se se demitisse, agravava a situação crítica", apontou, ressalvando, de novo, que o "fundamental" é que Marcelo pensa que "não vai ser esse o cenário". 

"Continuo a acreditar que o cenário vai ser o do bom senso. As pessoas, em princípio, no momento decisivo, atuam com bom senso. E se estão todos de acordo que é mau para o país haver legislativas num momento crucial para a vida portuguesa, então tem-se feito tudo e vai-se fazer tudo até ao último minuto para que não haja dissolução e eleições", terminou. 

Recorde-se que após a reunião da Mesa Nacional do Bloco de Esquerda (BE), este domingo, a coordenadora do partido, Catarina Martins, fez uma declaração aos jornalistas onde deixou em aberto as negociações com o Governo sobre o Orçamento do Estado para 2022 até quarta-feira. No entanto, deixou um 'aviso': o BE "votará contra" o documento se o "Governo insistir em impor recusas"

Para segunda-feira às 12h00 está marcada uma conferência de imprensa do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, que apresentará o resultado do Comité Central, cuja ordem de trabalhos é a análise da "situação política e social" do país.

[Notícia atualizada às 19h15]

Leia Também: OE2022? Governo "não se revê" nas críticas e "lamenta" decisão do BE

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