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"Provocar uma crise política é uma total irresponsabilidade"

Francisco Louçã analisou, esta sexta-feira, as dificuldades nas negociações do OE2022.

"Provocar uma crise política é uma total irresponsabilidade"

Francisco Louçã analisou, esta sexta-feira, no seu espaço habitual de comentário político na SIC Notícias, as dificuldades nas negociações do Orçamento de Estado para 2022 (OE2022).

Para o bloquista, muitas das medidas apresentadas pelo Executivo são apenas "para criar um biombo na sala".

"São propostas de uma forma de negociação muito prussiana, ou seja, é posto em cima da mesa uma carta e não há discussão sobre ela porque é assim que tem de ficar, mesmo que seja tão marginal ou tão pouco relevante", explicou Louçã, acrescentando que, na sua opinião, o Governo podia fazer muito mais.

"O Governo tem margem, tem. Tem margem para aumentar as pensões, não só para as mais baixas mas para o conjunto das pensões. Tem margem para uma melhor proposta dos salários da função pública, tem margem para as creches gratuitas e deve fazê-lo porque é uma boa medida, tem margem para tomar conta dos CTT, tem margem para um conjunto de investimentos que correspondem a necessidades do país", garantiu o Conselheiro de Estado.

Para Francisco Louçã não há dúvidas de que "há um problema de fundo" entre o Executivo de António Costa com o Bloco de Esquerda, cujo enfoco não é o OE2022.

"O Governo nunca quis bem negociar com o Bloco de Esquerda pois tem, desde há dois anos, uma situação muito conflituosa, que se traduziu numa divergência no último Orçamento", relembrou Louçã. 

Já com o PCP,  evidenciou o fundador do BE, o Executivo tinha "uma atitude muito próxima, por vezes condescendente". Contudo, "houve algo que mudou esta semana": "O PCP subiu as suas exigências de negociação. O Governo diz que não o PCP não tem propostas concretas".

Perante estas divergências, que podem levar a um chumbo do OE2022 e, por consequência, uma crise política, Louçã salientou que o Governo está a fazer "um cálculo errado", "pode criar uma crise política, fazendo o jogo de responsabilização".

"Provocar uma crise política é uma total irresponsabilidade e provocar uma crise política na expetativa que o PS possa ter maioria absoluta é um erro trágico", atirou Francisco Louçã.

Antes de terminar e porque acredita que se a votação fosse hoje, "não havia Orçamento", o comentador defendeu que o Executivo "devia fazer um acordo com os partidos de Esquerda", assim como devia "remodelar o Governo e olhar para o resto da legislatura com um compromisso de respostas mobilizadoras da sociedade sobre a Saúde, o Emprego, a capacidade de melhor as condições de vida das pessoas".

Leia Também: Costa admite "falha na forma como Governo apresentou propostas"

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