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O "positivo" e o "pecado capital". "É um OE habilidoso. Não é competente"

Luís Marques Mendes comentou, no seu habitual espaço aos domingos na SIC, o Orçamento do Estado para 2022 apresentado pelo Executivo e a eventual crise política que o 'chumbo' deste poderá trazer. "A probabilidade, na minha opinião, continua a ser de viabilizar o Orçamento. Mas eu acho que, neste momento, passou a haver um risco que não havia há uma semana que é o risco de 'chumbo'".

O "positivo" e o "pecado capital". "É um OE habilidoso. Não é competente"

O Orçamento do Estado (OE) para 2022 e a possível crise política que do 'chumbo' deste poderá eventualmente advir foram dois dos principais temas que Luís Marques Mendes comentou no seu habitual espaço dos domingos, na SIC. "Há que reconhecer que é um Orçamento habilidoso. Agora, do meu ponto de vista e para a visão que tenho para o país, acho que não é um Orçamento competente", começou por salientar. 

Em seguida, o ex-líder do PSD vincou que este é um documento que "permite ao Governo um discurso simpático" e "atrativo". Tem, no entender do comentador, "um sinal simpático para a classe média, os pensionistas, os jovens e para a Saúde". 

É, assim, "um Orçamento que, do ponto de vista do discurso, se vende bem", se "explica bem à opinião pública". 

Não obstante, falta-lhe então, no entender de Marques Mendes, a competência. "Em todas as várias medidas é tudo poucochinho: o desagravamento fiscal, aquilo é mais simbólico que real", apontou. Mas o "problema" é outro: "Não ataca nenhum problema de fundo da nossa economia, do crescimento económico, da competitividade, da produtividade"

Mas tem também "aspetos positivos". Por exemplo, "a redução do défice e da dívida" - apesar de o "aumento de despesa pública" seja "assustador" -, "o desagravamento fiscal", "o aumento para os pensionistas" - mesmo que "redutor" - e o aumento de verbas "significativo" para o Serviço Nacional de Saúde. 

Depois do menos bom e dos aspetos que satisfizeram o comentador, este versou sobre o "pecado capital" deste Orçamento do Estado que o Executivo apresentou: "Falta um lado importante que é a preocupação com a criação da riqueza, com a produção da riqueza". "Só não me surpreende porque esta é uma linha que tem seis anos. Mas não deixa de ser evidentemente negativo", criticou. 

"Passou a haver um risco que não havia: o chumbo"

"Continuo a achar que o mais provável é o Orçamento ser viabilizado, desde que haja racionalidade", considerou Marques Mendes, acrescentando, ainda assim, que "houve uma evolução grande, uma mudança grande da semana passada para esta". "Na segunda-feira, quando foi apresentado o Orçamento, havia uma probabilidade maior de uma viabilização com segurança. [...] Agora, esta foi uma semana diabólica".

"A probabilidade, na minha opinião, continua a ser de viabilizar o Orçamento. Mas eu acho que, neste momento, passou a haver um risco que não havia há uma semana que é o risco de 'chumbo'. Diria que estamos 60% de probabilidades de o Orçamento passar; 40% de chumbar. E agora veremos como estamos daqui a uma semana", ressalvou. 

E tudo depende das negociações. "PCP e BE evidentemente que não querem crise política, mas gostariam, cada um deles, que fosse o outro a viabilizar". Como "eles não falam uns com os outros, isto pode dar lugar à asneira". A 'asneira' é a "irracionalidade". 

Leia Também: OE2022. Cenário de crise, chumbos à Esquerda e reabertura das negociações

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