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Melo critica 'Chicão' por admitir adiar congresso em caso de chumbo do OE

Nuno Melo, candidato a presidente do CDS-PP, criticou hoje o líder por admitir adiar o congresso em caso de chumbo do Orçamento do Estado, rejeitando ir "atrás das perturbações internas da 'geringonça'".

Melo critica 'Chicão' por admitir adiar congresso em caso de chumbo do OE
Notícias ao Minuto

11:47 - 15/10/21 por Lusa

Política CDS

O presidente do CDS-PP admitiu na quinta-feira que o congresso do partido possa ser adiado caso o Orçamento do Estado para 2022 (OE2022) seja chumbado, mas considerou "uma encenação política" as ameaças da esquerda de voto contra.

"Sejamos claros: os partidos com força e os líderes com maturidade não aceitam chantagens de um primeiro-ministro incompetente nas tarefas do Governo e do bem comum, mas conhecido pelas manobras táticas que servem apenas o seu interesse pessoal", afirmou hoje Nuno Melo, numa publicação na rede social Facebook.

E defendeu que "um partido de oposição não marca e desmarca congressos porque o primeiro-ministro faz ameaças", argumentando que "uma direita confiável não vai atrás das perturbações internas da 'geringonça', nem condiciona a sua estratégia às armadilhas do poder socialista".

Na ótica do eurodeputado, "sejam quais forem os cenários do Orçamento de Estado, na generalidade ou na especialidade, o CDS tem de mudar", argumentando que "se já era desejável, agora é imperativo", porque "com lideranças fracas e hesitantes o CDS corre riscos demasiado graves".

Considerando que "os militantes do CDS merecem respeito", o candidato garantiu que não deixará que "sejam privados dos seus direitos democráticos mais legítimos".

"Caso o atual líder do CDS pretenda suspender a realização de um congresso livre que verdadeiramente teme, pensando apenas no poder próprio que quer salvaguardar com base em pretextos, não teremos outra alternativa que não seja recorrer a todos os militantes, mobilizando todos os apoios que temos recebido, no sentido das alternativas democráticas que os estatutos nos confiram", afirmou Nuno Melo.

O também líder da distrital de Braga do CDS-PP, e antigo vice-presidente do partido, acusou também a direção de "ziguezague permanente" e o presidente de dar "o dito por não dito" por admitir "suspender o congresso que o próprio tinha convocado".

"O que se viu ontem foi a direção do CDS a mimetizar a estratégia e as declarações do PSD e do seu presidente, subalternizando o partido mais uma vez na busca de pretextos para adiamento do congresso agendado para a data que quis impor, por perceber que a candidatura alternativa que represento soma apoios todos os dias de Norte a Sul, nos Açores e na Madeira", advogou Nuno Melo, salientando que "o CDS não é um apêndice do PSD".

Na sua ótica, "a falta de maturidade democrática não durou nem sequer uma semana e prejudica gravemente a imagem da instituição que é o CDS. Quem comanda não tem medo, liderança não anda ao sabor do vento".

Reiterando que "a direção do partido estava a desrespeitar todos os prazos, processos e regras de integridade democrática, na forma como pretendia marcar o congresso", o candidato à liderança frisou que é candidato "pelo bem do CDS e não com medo do que o PS ameace fazer, ou porque pretenda copiar o que o PSD pretende ser".

Nuno Melo defendeu ainda que o primeiro-ministro "quer um cenário de crise política e de eleições antecipadas o mais rapidamente possível para poder disputá-las com o PSD e com o CDS na sua configuração atual e com as lideranças atuais", indo a votos com o CDS "como está agora, o mais fraco possível e sem uma liderança credível e mobilizadora".

O 29.º Congresso do CDS-PP está agendado para 27 e 28 de novembro.

No Conselho Nacional de domingo, Nuno Melo (e também vários apoiantes) criticou que aconteça no mesmo fim de semana da reunião magna do Chega, pedindo o adiamento.

Numa outra publicação no Facebook, o eurodeputado apontou que "nunca" convocaria "um Congresso em plena discussão do Orçamento de Estado".

São candidatos à liderança do partido o eurodeputado Nuno Melo e o atual presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos.

Leia Também: CDS quer política integrada de natalidade. Propostas não reúnem consenso

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