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Marcelo "cria a sensação que crise política é real quando ainda não é"

Pacheco Pereira criticou o Presidente da República por criar a sensação de que existe uma crise política em torno do Orçamento do Estado para 2022 (OE2022) quando tal "ainda não é real".

Marcelo "cria a sensação que crise política é real quando ainda não é"

Pacheco Pereira comentou, no programa Circulatura do Quadrado, na TVI, as declarações do Presidente da República em relação a uma eventual crise política na sequência das ameaças de chumbo do OE2022 por parte do Bloco de Esquerda e do PCP. Marcelo avisou que a não viabilização do documento "muito provavelmente" conduziria o país a eleições antecipadas. 

Se os partidos "forem racionais" e "olharem para a possibilidade de haver eleições antecipadas", nenhum é a favor de que elas aconteçam, considerou Pacheco Pereira, criticando as declarações do Chefe de Estado.

"O PR funciona pelo cheiro ao vazio. Ou seja, quando lhe parece que o partido que está no poder, e o primeiro-ministro, está mais fragilizado, subitamente começa a atuar. Podia esperar, por exemplo, para saber se a decisão dos partidos da Esquerda é definitiva ou não", disse Pacheco Pereira, acrescentando que Marcelo "cria a sensação que a crise política é real quando ela ainda não é real". 

A líder parlamentar do PS também não vê qualquer cenário de crise política em cima da mesa. Ana Catarina Mendes defendeu, no programa de comentário político, que as soluções para que o OE2022 seja viabilizado serão encontradas.

"Como disse e reitero, várias das propostas e várias das preocupações que, quer o Bloco, quer o PCP demonstraram ao longo destes tempos estão dentro do OE", defendeu, sublinhando a importância de "haver um esforço de continuar as negociações com os partidos à esquerda" até à votação na generalidade e a final global.

Lobo Xavier alinha com a posição de Pacheco Pereira e Ana Catarina Mendes ao não considerar que não existe qualquer crise política mas sim uma encenação. 

"Não estou ao lado daqueles que acham que pode haver uma dramatização que não seja meramente uma coreografia(...) Isto faz parte da dramatização do processo orçamental. Não acredito que se vá passar nada. Não condeno este jogo dramático, acho que a democracia pode ter isto, mas acho que a encenação não corresponde a nada", opinou. 

O Governo entregou na segunda-feira à noite, na Assembleia da República, a proposta de Orçamento do Estado para 2022 (OE22), que prevê que a economia portuguesa cresça 4,8% em 2021 e 5,5% em 2022.

No documento, o executivo estima que o défice das contas públicas nacionais deverá ficar nos 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021 e descer para os 3,2% em 2022, prevendo também que a taxa de desemprego portuguesa descerá para os 6,5% no próximo ano, "atingindo o valor mais baixo desde 2003".

A dívida pública deverá atingir os 122,8% do PIB em 2022, face à estimativa de 126,9% para este ano.

O primeiro processo de debate parlamentar do OE2022 decorre entre 22 e 27 de outubro, dia em que será feita a votação, na generalidade. A votação final global está agendada para 25 de novembro, na Assembleia da República, em Lisboa.

Leia Também: Rio quer adiar eleições diretas para depois da votação do Orçamento

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